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sexta-feira, 24 de março de 2017

Portal G1: Atividade e emprego na construção civil recuam em fevereiro

"Os empresários da indústria da construção estão pouco propensos a investir. O indicador de intenção de investimento passou de 26,8 pontos em fevereiro para 26,6 pontos em março, permanecendo praticamente estável em patamar muito baixo", informou a Confederação Nacional da Indústria

O nível de atividade e de emprego na construção civil recuaram em fevereiro, informou nesta quinta-feira (23) a Confederação Nacional da Indústria (CNI) com base em levantamento feito com entre 2 e 14 de março com 567 empresas do setor.

Segundo a entidade, o indicador de atividade somou 40,3 pontos em fevereiro, com alta de 1 ponto percentual em relação ao mês anterior, ao mesmo tempo em que o índice relativo ao número de empregados somou 38,9 pontos no mês passado, em comparação com 38,4 pontos em janeiro.

Apesar do aumento, ambos os índices continuaram abaixo dos 50 pontos, o que configura, segundo a metodologia utilizada pela CNI, queda tanto da atividade quanto do emprego no setor.

"Os índices de evolução do nível de atividade e de número de empregados variam de 0 a 100 pontos. Valores abaixo de 50 indicam queda da atividade e/ou do número de empregados em relação ao mês anterior", explicou a Confederação Nacional da Indústria.

De acordo com a pesquisa, a utilização da capacidade de operação do setor atingiu o menor nível da série histórica (53%) em fevereiro. "O indicador encontra-se 2 pontos percentuais (p.p.) inferior ao observado em janeiro e 10 p.p. abaixo da média histórica para o mês de fevereiro", acrescentou.

Ainda segundo o levantamento, os indicadores de expectativa caíram no mês de março, após duas altas consecutivas em janeiro e fevereiro. O indicador de expectativa do nível de atividade, por exemplo, diminuiu 1,2 pontos na passagem de fevereiro para março.

Já os indicadores de expectativa de novos empreendimentos e serviços e de compras de insumos e matérias-primas caíram, respectivamente, 0,5 e 1,2 ponto entre fevereiro e março.

"Os empresários da indústria da construção estão pouco propensos a investir. O indicador de intenção de investimento passou de 26,8 pontos em fevereiro para 26,6 pontos em março, permanecendo praticamente estável em patamar muito baixo", informou a Confederação Nacional da Indústria.

(Portal G1 - Economia - Notícia - 23/03/2017)

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quinta-feira, 23 de março de 2017

Valor: Rodobens tem prejuízo em 2016 e perde seu presidente

No quarto trimestre, a incorporadora teve prejuízo de R$ 55,65 milhões, ante lucro líquido de R$ 3,14 milhões de outubro a dezembro de 2015. A receita líquida caiu 43%, para R$ 76,1 milhões. [...] Em 2016, a RNI registrou perda de R$ 75,73 milhões, queda de 31% na receita líquida, para R$ 385,98 milhões 

Um dia depois de anunciar a renúncia de Mauro Pereira Bueno Meinberg do cargo de presidente e de diretor financeiro e de relações com investidores, a Rodobens Negócios Imobiliários (RNI) divulgou reversão de lucro líquido em prejuízo, no quarto trimestre e no acumulado de 2016, e margens negativas decorrentes de distratos, descontos e menos obras em curso. Segundo Meinberg, sua saída tem razões pessoais e não está relacionada aos "já esperados" resultados de 2016. Foi um ano, segundo ele, em que a redução de estoques teve prioridade em relação às margens.

Meinberg será substituído por Carlos Bianconi e Alexandre Firmo Mangabeira Albernaz. O executivo é o quarto presidente a deixar a companhia desde a abertura de capital, em janeiro de 2007. Naquele momento, a RNI era presidida por Eduardo Gorayeb, que deixou o cargo em julho de 2011 e foi substituído por Marcelo Borges. No início de 2015, Borges saiu da RNI, e Milton Hage assumiu o leme por um ano. A partir daí, Meinberg tornou­se presidente por 15 meses.

"A RNI é gerida por executivos de mercado e tem mais rotatividade em relação a outras companhias. Isso está relacionado a diferentes momentos da empresa e a questões pessoais dos executivos", afirma Meinberg. Segundo ele, nas diversas gestões, foi mantido direcionamento estratégico consistente com os valores do grupo.

A nova gestão vai manter as diretrizes da condução atual, segundo Mangabeira. Em 2017, os focos serão geração de caixa e redução de estoques. "Vamos deixar o banco de terrenos preparado para o melhor momento da retomada do mercado", diz o copresidente. A realização de lançamentos dependerá de a companhia gerar caixa ­ o que é esperado para começar no primeiro semestre ­ e das condições de mercado. Desde outubro, o consumo de caixa da RNI tem diminuído mensalmente.

Perdas
No quarto trimestre, a incorporadora teve prejuízo de R$ 55,65 milhões, ante lucro líquido de R$ 3,14 milhões de outubro a dezembro de 2015. A receita líquida caiu 43%, para R$ 76,1 milhões. A margem bruta da companhia ficou negativa em 16,2%, a margem Ebitda ajustada foi negativa em 55,9%, e a margem líquida, negativa em 73,1%.

Em 2016, a RNI registrou perda de R$ 75,73 milhões, queda de 31% na receita líquida, para R$ 385,98 milhões e margem bruta positiva de 9,9%. As margens Ebitda ajustada e líquida foram negativas em 6,9% e 19,6%, respectivamente, no ano passado. Sem os distratos totais de R$ 368 milhões, em 2016, a RNI teria registrado lucro líquido de R$ 43 milhões.

Os resultados do ano passado já eram esperados, segundo Meinberg, pois o foco foi a redução dos estoques. Em meados de 2016, a RNI fez esforços adicionais para vender estoques por meio de força­tarefa liderada pelos principais executivos e pelo aumento dos descontos. A estratégia resultou na expansão das vendas brutas, no segundo semestre, de 52%, na comparação anual, e de 65% em relação ao primeiro semestre. Há expectativa de queda de distratos neste ano e de alta de preços ou diminuição dos descontos.

No ano passado, a RNI buscou evitar distratos pelo estímulo à quitação de unidades e pela oferta de troca por imóveis que se enquadravam na renda do comprador. Nos casos com propensão a rescisões, o processo foi antecipado.

Em 2016, as despesas administrativas caíram 11%, para R$ 69 milhões, o quarto ano de queda do indicador. O número de diretores foi cortado de nove para quatro, em dezembro, e as baixas nos níveis de gerência e operacionais ocorreram em fevereiro. Com as mudanças, a folha de pagamento da RNI ficará 30% menor. A companhia voltou a ser sediada em São José do Rio Preto (SP).

A incorporadora encerrou o ano passado com alavancagem medida por dívida líquida sobre patrimônio líquido de 53,2%, ante 34% no fim de 2015. A companhia consumiu caixa de R$ 17 milhões no quarto trimestre e de R$ 112 milhões em 2016.

(Valor Online - Empresas - 17/03/2017)

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quarta-feira, 22 de março de 2017

Zero Hora: Nada de otimismo no setor de construção para 2017

A expectativa é de termos um ano de 2017 melhor que 2016, porém sem otimismo

Após aumentos consecutivos ao longo dos últimos meses de 2016, o Índice de Expectativas do Mercado Imobiliário de Porto Alegre, em novembro, apresentou um recuo de 4,6%, passando de 112,1 pontos para 107,1 pontos, ou seja, ainda acima da linha de estabilidade da pesquisa, conforme o Sinduscon-RS. O índice que exibiu maior contração foi o do Mercado Atual, que recuou 12,5% em relação a outubro, ficando em 83,7 pontos. O Índice de Curto Prazo, que capta as expectativas para os próximos seis meses, contraiu 3,2% frente à última pesquisa.

Já o Índice de Médio Prazo, que mede as expectativas para um prazo de 12 meses, ficou praticamente estável, variando 0,1% em relação ao resultado do mês anterior. Para saber sobre uma perspectiva de panorama do setor em 2017, o caderno Teu Imóvel conversou com o presidente da entidade, Ricardo Antunes Sessegolo. Confira as impressões dele:

Zero Hora — Qual a expectativa para construção civil para este ano? Há otimismo?
A expectativa é de termos um ano de 2017 melhor que 2016, porém sem otimismo.

Zero Hora — Quais as medidas que poderiam ser adotadas para impulsionar o setor diante da crise que vive o país?
Aprovar as reformas que estão em andamento no Congresso Nacional e que a área econômica do governo continue a implementação da redução da taxa de juros básicos, estimulando a retomada dos investimentos na economia brasileira.

Zero Hora — O que há de novo no mercado da construção civil no RS que o coloque na frente de outro Estados?
Não existe nada a destacar no mercado da construção civil gaúcha.

Zero Hora — Quais as últimas tendências do setor em materiais?
Materiais que se adequem à nova norma de desempenho, ou seja, materiais que privilegiem o isolamento acústico entre os apartamentos e materiais que atendam um conforto térmico melhor.

Zero Hora — Cite inovações da construção civil em mão de obra?
A principal inovação dos últimos anos é a evolução dos equipamentos de proteção e segurança do trabalhador da construção civil.

Zero Hora — O tipo de construção muda conforme o tipo de projeto. Qual o tempo médio de construção de um empreendimento?
Não muda. O tempo médio de um empreendimento médio é de 24 meses e um grande empreendimento até 30 meses.

(Portal ClicRBS - Vida e Estilo - Imóveis - Notícia - 03/03/2017)

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terça-feira, 21 de março de 2017

Vídeo: O que levou o mercado imobiliário do auge à sua maior crise?

Vídeo simples e didático explica, de forma sucinta, o que levou o mercado imobiliário do auge da especulação à sua maior crise.


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segunda-feira, 20 de março de 2017

Folha: Com desvalorização de imóveis, São Paulo não terá aumento de IPTU

"Houve uma queda real de 13,8% no valor dos imóveis no período, resultado do declínio econômico, com aumento de juros e enxugamento do crédito", disse Caio Bianchi, diretor do ZAP Imóveis. [...] Bianchi afirma que, devido à depreciação dos preços, a expectativa é que não haja aumento do valor do IPTU

Após dois mandatos com aumentos de IPTU (imposto sobre imóveis) acima da inflação, a gestão João Doria (PSDB) deve ser beneficiada pela retração do mercado imobiliário e anunciar no final deste ano um reajuste do tributo que não deve ultrapassar a correção inflacionária.

A expectativa é da própria administração, que, por lei, deverá mandar para a Câmara Municipal até outubro a nova Planta Genérica de Valores (PGV), que é a base de cálculo para a cobrança do imposto, com os valores de reajustes previstos para 2018.

Os técnicos que compõem a Comissão Municipal de Valores Imobiliários (CMVI) já estão debruçados sobre esse tema desde janeiro.

A meta do tucano é se livrar do desgaste sofrido pelo antecessor, Fernando Haddad (PT), que tentou promover um reajuste de até 35% em 2014. A alta foi barrada na Justiça depois de pedidos do próprio PSDB e da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo).

"Não resta dúvida que essa análise [da comissão] leve a valores de IPTU mais brandos queos [de gestões] anteriores", disse à Folha Pedro Ivo Gandra, subsecretário da Fazenda de Doria.

"Se teve um arrefecimento do mercado imobiliário, a tendência é que haja o acompanhamento desse mercado e, consequentemente, a atualização [da PGV] seguindo o mesmo conceito", afirmou.

Queda real e volta à realidade
Segundo cálculo do índice FipeZap feito a pedido da Folha, os imóveis tiveram valorização de apenas 8% nos últimos três anos, contra uma inflação de 25,4% pelo IPCA.

"Houve uma queda real de 13,8% no valor dos imóveis no período, resultado do declínio econômico, com aumento de juros e enxugamento do crédito", disse Caio Bianchi, diretor do ZAP Imóveis. Segundo ele, a expectativa para o resto do ano é de ligeira valorização acima da inflação.

Bianchi afirma que, devido à depreciação dos preços, a expectativa é que não haja aumento do valor do IPTU.

Para o diretor da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), Reinaldo Fincatti, a prefeitura deve se ater à realidade do mercado para não enfrentar uma avalanche de processos.

"É claro que a prefeitura tem interesse em ter essa receita, mas qualquer cidadão que se sentir prejudicado por uma taxa de IPTU elevada não representativa pode fazer um laudo técnico para provar que o valor está acima [do real]", afirmou.

Os aumentos de IPTU baseados nas atualizações das plantas em 2009 e 2013 foram motivados por alta valorização dos imóveis num período em que a política econômica incentivou esse crédito.

Isso ocorreu especialmente no primeiro e segundo mandato de Lula (PT) e primeiro de Dilma Rousseff (PT)–, dando início a uma série de lançamentos imobiliários, principalmente em São Paulo.

(Folha de São Paulo - Cotidiano - 17/03/2017)

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sexta-feira, 17 de março de 2017

Extra: Setor de material de construção tem nova queda em fevereiro

As vendas de fevereiro tiveram queda de 15 por cento sobre o mesmo período do ano passado

O faturamento da indústria brasileira de materiais de construção recuou em fevereiro, em resultado ainda afetado por desemprego, dificuldades de crédito, juros elevados e incerteza política, informou nesta quinta-feira a associação que representa o setor, Abramat.

As vendas de fevereiro tiveram queda de 15 por cento sobre o mesmo período do ano passado, enquanto na comparação com janeiro houve baixa de 2,7 por cento.

"Estimamos que haja uma queda de vendas no primeiro semestre da ordem de 6 por cento e a recuperação no segundo semestre irá depender da evolução das variáveis macroeconômicas, reversão do desemprego e queda nos juros", afirmou a entidade em comunicado à imprensa.

(Extra - Notícias - Economia - 16/03/2017)

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quinta-feira, 16 de março de 2017

Folha: Setor de cimento amarga quedas sucessivas e alta capacidade ociosa

"O cimento integra uma cadeia que precisa de renda, crédito e que a economia se mova. Há um contingente grande de imóveis com as incorporadoras e com os bancos - só eles têm cerca de R$ 10 bilhões nesses ativos." [...] "A petroquímica reagiu, a mineração retoma seus números, mas para o cimento vai ser mais dramático."

A indústria do cimento vai acabar este ano com metade da capacidade parada, prevê Paulo Camillo Penna, presidente do Snic (sindicato do setor). Hoje, as fábricas usam 56% do potencial produtivo.

Depois de linhas terem sido desligadas, agora, fábricas vão ser fechadas, afirma Penna. Fevereiro foi o pior mês para o setor desde 2009, diz ele.

No mês passado, foram vendidas 3,9 milhões de toneladas, o que representa uma perda de 15,3% em relação a fevereiro de 2016.

"O setor amarga sucessivas quedas. Em 2015, foram 9,5% a menos de vendas; em 2016, 11,7%. A projeção para 2017 é algo entre 5% e 7%."

Explorar o mercado externo não é uma opção -cimento é perecível, viaja no máximo 500 quilômetros.

Melhora vai demorar
A melhora para o setor vai demorar porque os maiores consumidores, as construções de edifícios residenciais e comerciais, devem levar tempo para ganhar impulso.

"O cimento integra uma cadeia que precisa de renda, crédito e que a economia se mova. Há um contingente grande de imóveis com as incorporadoras e com os bancos - só eles têm cerca de R$ 10 bilhões nesses ativos."

Como o setor depende de uma série de variáveis, o Snic não projeta um ciclo virtuoso no ano que vem.

"A petroquímica reagiu, a mineração retoma seus números, mas para o cimento vai ser mais dramático."

Ações do governo não são suficientes
Ações do governo, como aumentar o valor dos imóveis que podem ser financiados com FGTS, a própria liberação das contas inativas do fundo de garantia e o cartão reforma ganham elogios, mas não são suficientes, diz.

"São necessários esforços do Congresso para a retomada de obras inacabadas."

Infraestrutura soma cerca de 25% do consumo. Aumentar esse gasto e intensificar medidas para liberar crédito são ações que Penna tem proposto ao governo.

(Folha de São Paulo - Colunas - Mercado Aberto - 10/03/2017)

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quarta-feira, 15 de março de 2017

Folha: Com demanda fraca, lançamentos de imóveis despencam em SP

Na região metropolitana de São Paulo (exceto a capital), a queda nos lançamentos em 2016 foi ainda maior, de 40,5% sobre o ano anterior. Em relação às vendas, foram comercializadas 9 mil unidades, uma variação negativa de 31% na comparação com 2015

O lançamento de imóveis residenciais na cidade de São Paulo caiu 23,3% em 2016 na comparação com o ano anterior, de acordo com dados do Secovi-­SP (sindicato do mercado imobiliário) divulgados nesta terça-­feira (14).

Foi o segundo ano consecutivo de forte retração nos lançamentos. Em 2015, porém, o tombo foi maior, de 32,4% ante 2014.

Com demanda baixa e estoque alto, as construtoras seguraram os novos empreendimentos. Foram 17,6 mil unidades lançadas em 2016 — contra 23 mil no ano anterior —, o menor patamar desde 2004, início da série histórica atual do Secovi.

Os lançamentos se concentraram na tipologia tida como mais "segura" pelo mercado: apartamentos de dois quartos entre R$ 225 mil e R$ 500 mil.

O preço dos imóveis lançados permaneceu praticamente estável entre 2015 e 2016, com o metro quadrado custando, em média, R$ 8.800. "Para 2017, prevemos um crescimento de 5% a 10% nesse valor, dependendo da unidade", diz Emilio Kallas, vice­presidente de incorporação e terrenos urbanos do Secovi.

A venda de imóveis novos na capital paulista também recuou drasticamente em 2016 (20%), com 16 mil unidades comercializadas, o menor volume da série histórica.

"O ano passado foi o pior do nosso setor, nos últimos 12 anos pelo menos", diz Kallas.

Estoque alto
A cidade fechou o ano com 24 mil unidades novas em oferta. Para zerar esse estoque, o Secovi calcula que seriam necessários 19 meses.

O VGV (Valor Global de Vendas) — que soma o valor potencial de venda de todas as unidades de um empreendimento que será lançado— passou de R$ 10,5 bilhões em 2015 para R$ 8,6 bilhões em 2016, uma queda de 18%.

"As unidades foram reduzidas, e, assim, comercializadas mais baratas. Foi uma adequação do mercado, que diminuiu o tamanho dos imóveis mirando um comprando com um ticket médio menor", explica Celso Petrucci, economista­chefe do Secovi. Segundo ele, devem faltar imóveis maiores na cidade nos próximos anos.

Para Flavio Amary, presidente da entidade, inflação e taxa de juros em queda podem ajudar o setor a se recuperar gradualmente a partir de 2017.

Grande SP
Na região metropolitana de São Paulo (exceto a capital), a queda nos lançamentos em 2016 foi ainda maior, de 40,5% sobre o ano anterior.

Em relação às vendas, foram comercializadas 9 mil unidades, uma variação negativa de 31% na comparação com 2015.

(Folha de São Paulo - Mercado - 14/03/2017)

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terça-feira, 14 de março de 2017

Veja: Condições do mercado imobiliário se deterioram

O péssimo resultado faz sentido, após o golpe sofrido no PIB (-3,6%)

As condições gerais do mercado imobiliário encerraram o ano passado com a menor média histórica da série do Radar Abrainc-Fipe. Com nota de 2,4 na escala entre 0 (menos favorável) a 10 (mais favorável), o recuo foi de 0,9 ponto, no comparativo com dezembro de 2015, e um recuo de 3,8 pontos, face à pontuação de dezembro de 2014.

O péssimo resultado faz sentido, após o golpe sofrido no PIB (-3,6%). Com efeito, 3 dos 12 indicadores para estimular a atividade no setor encontravam-se no nível mais baixo: emprego, massa salarial e preço dos imóveis.

(Veja.com - Blog - Radar On-line - 10/03/2017)

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segunda-feira, 13 de março de 2017

Infomoney: Leilão da Caixa oferece imóveis 80% mais baratos que preço de mercado

“Os imóveis estão sendo comercializados pelo valor de contrato, e chegam a ser até 80% mais barato que o preço de mercado dos mesmos [...]"

A Caixa Econômica Federal realizou um leilão de imóveis no último sábado (11). Os valores iniciais de venda podiam ser negociados por até 80% do preço de avaliação dos bens, e forma leiloados imóveis da capital e da região metropolitana de São Paulo. O leilão foi realizado pelo escritório leiloeiro Fidalgo Leilões.

“Os imóveis estão sendo comercializados pelo valor de contrato, e chegam a ser até 80% mais barato que o preço de mercado dos mesmos, sendo uma excelente oportunidade para quem busca a compra da casa própria ou investimento”, explicou Douglas Fidalgo, proprietário da Fidalgo Leilões.

O leilão ofereceu imóveis de todos os tipos e em diversos bairros da cidade: desde apartamentos padrão, como casas, terrenos e salas comerciais, até imóveis mais luxuosos.

*Conteúdo adaptado

(Infomoney - Imóveis - Notícia - 10/03/2017)

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sexta-feira, 10 de março de 2017

Áudio CBN: Preço dos imóveis está em descompasso com a renda


Alerta do economista Mauro Halfeld sobre o mercado imobiliário, um dia após o governo anunciar a elevação do teto dos imóveis do Minha Casa Minha Vida, em fevereiro. Vale a pena ouvir.




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quinta-feira, 9 de março de 2017

Construção Mercado: Financiamentos imobiliários começam o ano em queda

Entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2017 os financiamentos imobiliários somaram R$ 46,4 bilhões, resultado 33,4% menor ao período anterior. Já em relação ao número de unidades foram financiados 199,4 mil imóveis, com retração de 36% em relação ao período anterior

No primeiro mês de 2017, o volume de financiamentos imobiliários concedido com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) apresentou um recuo de 5,8% em relação a janeiro do ano passado e de 42,3% em comparação ao mês anterior. Ao todo, foram 13,2 mil imóveis financiados e R$ 3,11 bilhões movimentados. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2017 os financiamentos imobiliários somaram R$ 46,4 bilhões, resultado 33,4% menor ao período anterior. Já em relação ao número de unidades foram financiados 199,4 mil imóveis, com retração de 36% em relação ao período anterior.

Com o resultado deste mês, a Abecip mantém a estimativa que o crédito imobiliário mostrará estabilidade e poderá ter uma pequena alta em 2017, fortalecida pela acentuação da queda do juro básico.

Mesmo quando positivo, os valores apresentados no mês de janeiro de cada ano não costumam ser um indicativo do comportamento do crédito imobiliário, já que neste mês há sempre um recuo devido a gastos extras do começo do ano (IPTU, IPVA, etc.). 

(Construção Mercado - Negócios de Incorporação e Construção - Crédito - 01/03/2017)

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quarta-feira, 8 de março de 2017

O Globo: Quem fez distrato com a PDG e ainda não recebeu está na pior

Nos casos em que é evidente que a empresa não conseguirá cumprir o prazo de conclusão da obra, incluindo os 180 dias de tolerância, conhecido como inadimplemento antecipado, a lei prevê que os consumidores têm direito de pedir a rescisão do contrato, com a devolução dos valores pagos sem qualquer desconto

O pedido de recuperação judicial da PDG deixou em pior situação quem desistiu da compra do imóvel e aguarda o pagamento pela devolução da unidade que havia comprado. Esses consumidores, que recorreram ao distrato, já não têm mais o bem. Ao aceitar o pedido de proteção contra credores apresentado pela incorporadora, ficam suspensos por 180 dias todos os processos em andamento contra a empresa, inclusive aqueles em fase de execução para pagamento. Ou seja, não há data para receber os valores já pagos para a construtora. A PDG tem dívida total de R$ 7,8 bilhões e 14 obras paradas, sendo seis delas no Rio. Especialistas em direito imobiliário e defesa do consumidor recomendam cautela máxima para quem comprou um imóvel e ainda aguarda a entrega.

— A primeira providência que o mutuário deve tomar é verificar como anda a obra de seu empreendimento, se ele está arrolado no processo de recuperação judicial ou não. E, mais importante, se o empreendimento está entre os cerca de 50 que têm patrimônio de afetação. Caso se enquadre neste último caso, o consumidor pode ficar mais tranquilo, pois esse instrumento jurídico blinda o empreendimento em relação às contas da empresa e da contaminação com outras construções. É a melhor situação — explica o advogado Luis Fernando Marin, professor de Direito Imobiliário da Escola de Magistratura do Estado do Rio.

Na avaliação de especialistas, o mutuário é considerado um credor sem garantia, o que, tecnicamente, indica que ele não seria prioridade na negociação. Os analistas consultados ponderam, porém, que, para viabilizar a continuidade da companhia, é possível que ela dê atenção especial a estes clientes num eventual plano de recuperação.

Recomendação
O advogado Hamilton Quirino, que se debruça sobre esse tipo de caso desde a quebra da Encol, nos anos 1990, é mais incisivo. Ele recomenda que o consumidor entre com uma ação na Justiça para pagamento das prestações em juízo nos casos de obras em atraso ou em ritmo lento. A segunda etapa seria a destituição da empresa por uma associação formada pelos compradores daquele empreendimento, modelo feito com sucesso, diz Quirino, no caso da Encol e de outras construtoras Brasil afora.

— Nesse caso, é preciso que metade mais um dos mutuários concordem. É preciso levantar o quanto foi feito da obra, o orçamento total, quanto já foi gasto, o que resta, quantos imóveis ainda restam para ser vendidos. Essa destituição do incorporador está prevista na Lei 4.591/64. A empresa não costuma se negar a fornecer os dados, até porque obras paradas são entraves para negociação com credores, e a destituição para realização da obra em condomínio tem se mostrado eficaz — explica Quirino, acrescentando que, caso o empreendimento venha ser negociado com um banco ou outro construtora nesse meio tempo, a constituição da comissão não inviabiliza nem atrapalha o negócio.

O especialista recomenda o pagamento em juízo até mesmo para mutuários que estão com unidades prontas, mas para as quais a incorporadora ainda não deu baixa na hipoteca. Cristiano Heineck Schmitt, diretor do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon), também defende que o pagamento seja feito em juízo:

— Para casos de obras em atrasos e aquelas sequer iniciadas, ainda assim há garantia sobre o terreno. Mas pagar em juízo, no atual cenário, é uma medida interessante para preservar o direito sobre o bem e não arcar com encargos.

O advogado Renato Anet, especialista em direito imobiliário, pondera que a estratégia pode inviabilizar a recuperação da companhia se todos decidirem pagar em juízo.

— Se a construtora não recebe, não terá recursos para continuar a obra. Isso pode acabar levando-a de fato à falência. A recuperação judicial propõe salvar a empresa, se o mutuário não paga, pode levar a empresa para o buraco. O importante é ter um acompanhamento próximo, contratar até um técnico. Se a obra parar, aí sim é hora de ir à Justiça — ressalta.

Marin lembra ainda que nos casos em que é evidente que a empresa não conseguirá cumprir o prazo de conclusão da obra, incluindo os 180 dias de tolerância, conhecido como inadimplemento antecipado, a lei prevê que os consumidores têm direito de pedir a rescisão do contrato, com a devolução dos valores pagos sem qualquer desconto. Constatada essa situação, a orientação do professor é de entrada imediata no Judiciário.

(O Globo.com - Economia - Defesa do Consumidor - 23/02/2017)

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terça-feira, 7 de março de 2017

Valor: Calotes levam bancos a acumular R$ 10 bilhões em bens retomados

Com o agravamento da crise, o estoque desse tipo de ativo mais que dobrou nos últimos dois anos e chegou a quase R$ 10 bilhões. Para efeito de comparação, a Cyrela, a maior empresa do setor, contava com R$ 6,4 bilhões em imóveis no estoque em setembro do ano passado

Se os cinco maiores bancos brasileiros decidissem juntar todos os imóveis recebidos em garantia de empréstimos não pagos, brigariam pelo posto de maior incorporadora do país. Com o agravamento da crise, o estoque desse tipo de ativo mais que dobrou nos últimos dois anos e chegou a quase R$ 10 bilhões. Para efeito de comparação, a Cyrela, a maior empresa do setor, contava com R$ 6,4 bilhões em imóveis no estoque em setembro do ano passado.

O estoque de bens retomados pelos bancos é composto em sua maioria por imóveis, mas também inclui itens como veículos, máquinas e equipamentos. O crescimento desses ativos está principalmente relacionado ao avanço da inadimplência. Banco do Brasil (BB), Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Santander se tornaram donos de todo esse patrimônio quando executaram garantias de empréstimos não pagos. Agências bancárias que deixaram de ser usadas nos últimos anos também entram nessa conta, mas somam uma pequena fatia desse montante.

Apesar de representar uma oportunidade para as instituições financeiras recuperarem ao menos parte das perdas geradas pelos calotes, esses bens tomados também trazem alguma dor de cabeça, principalmente pelas proporções que tomaram. Para instituições que têm como objetivo abrir contas correntes e emprestar dinheiro, administrar um portfólio com características tão diversas tem sido uma tarefa bastante complexa.

Fazendas, mansões à beira­mar em Angra dos Reis (RJ), prédios comerciais e até casebres fazem parte dos bens que passaram a integrar o balanço dos bancos, conforme mostram os chamados dos leilões. Em um período de retração da economia, que levou a um excesso de oferta de imóveis, a venda em muitos casos tem sido feita a preços bem abaixo daqueles estimados inicialmente pelos bancos quando aceitaram as garantias. Isso quando eles conseguem se desfazer dos ativos.

Pelas normas do Banco Central, as instituições financeiras têm um prazo de até um ano para vender os bens que não fazem parte do uso. Esse período é prorrogável por até mais dois anos, mas esses bens trazem custos enquanto se mantêm no balanço. Eles consomem, por exemplo, o capital que poderia ser usado em empréstimos. Além disso, esses ativos precisam ter laudos de avaliação feitos por empresas independentes quando superam R$ 51,1 mil, um serviço pago pelo banco. Fora despesas que a própria venda traz, como corretagem e comissões.

O tamanho do estoque de ativos tomados dos devedores que atrasaram as prestações varia bastante de banco para banco. Entre as explicações estão o saldo e a maturidade da carteira de crédito de cada instituição financeira, além das operações em outras áreas, como seguros.

Caixa tem o maior estoque de ativos retomados
Dona da maior carteira de financiamentos para a compra da casa própria, a Caixa também detém o maior estoque de ativos tomados dos devedores que atrasaram as prestações. O banco público tem 24 mil imóveis disponíveis para venda. Segundo a Caixa informou por meio de sua assessoria de imprensa, o banco tem dado prioridade a empréstimos com garantia real como forma de mitigar riscos. Já o BB possui o menor estoque em balanço. Procurados, BB, Itaú, Bradesco e Santander não concederam entrevista.

Para evitar perdas no gerenciamento desses ativos, os bancos mudaram a forma como trabalham na cobrança, retomada e revenda de imóveis e outras garantias. Os leilões presenciais foram praticamente abolidos e agora se concentram na internet, por exemplo.

Em um grande banco, a área operacional que cuida dos financiamentos em atraso, como a cobrança, foi separada da equipe jurídica. As medidas ajudaram a reduzir o prazo entre a retomada e o leilão do bem dado em garantia para algo entre 45 a 60 dias, em média, segundo um executivo que pediu que seu nome e o da instituição para a qual trabalha não fossem revelados.

Outro banco estuda colocar esses bens dentro de uma empresa que vai cuidar especificamente da venda deles. Para isso, parcerias com empresas especializadas na comercialização de apartamentos e outros bens também estão no radar.

Na maioria dos casos, a execução das garantias serve apenas para diminuir o prejuízo dos bancos com o crédito inadimplente. Por isso, o tempo é crucial para evitar perdas ainda maiores. Não são raras as situações em que o devedor consegue travar a venda do ativo na Justiça. Há casos de veículos há 20 anos parados em razão de alguma pendência judicial. "Tudo isso se traduz em mais spread na hora do financiamento", afirma uma fonte.

O número crescente de bens retomados colocados à venda pelos bancos tem despertado a atenção de empresas especializadas em ativos "estressados" ­ por exemplo, a Enforce, do BTG Pactual, e a Jive. Gestores de fundos imobiliários também começam a avaliar esses bens, mas ainda estão restritos a praças com bastante liquidez, como São Paulo.

(Valor Online - Finanças - 06/03/2017)

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segunda-feira, 6 de março de 2017

Valor: Decanos da construção avaliam a maior crise do setor

O setor imobiliário enfrenta sua maior crise, na opinião de Zarzur, Rossi e Borenstein. [...] Zarzur afirma que, agravada pelos distratos, a crise atual provoca, além de prejuízo financeiro, "desânimo". [...] O empresário destaca que, daqui para frente, os volumes do setor serão muito menores do que os do período de euforia. "Não vai haver tanta agressividade", diz

Dez anos após a onda de abertura de capital das incorporadoras, o setor imobiliário se prepara para o novo ciclo de crescimento, esperado para 2018. Paralelamente, ainda tenta reverter a ressaca seguinte à euforia do período de 2007 a 2011, cujo principal sintoma são os distratos, que ganharam força a partir de 2015. O Valor ouviu, individualmente, quatro dos mais respeitados empresários do setor. Elie Horn (Cyrela), Ernesto Zarzur (EZTec), Henrique Borenstein (Helbor) e João Rossi (Rossi Residencial) misturam suas histórias pessoais com as das incorporadoras. Fundadores, são testemunhas dos bons e maus momentos do setor há várias décadas. Fora do comando executivo ­ hoje em mãos da segunda geração ­, mas ainda no dia a dia e nos conselhos de administração, eles falaram sobre as perspectivas e os maiores erros da expansão desenfreada.

"A retomada será gradual e mais prudente. Ninguém quer repetir a crise", diz o fundador da Rossi, aos 80 anos de idade. No entendimento do veterano Zarzur ­ com 83 anos completados na terça-­feira, dos quais já dedicou 65 ao setor ­, o novo ciclo imobiliário terá início, no máximo, em um ano, desde que questões como distratos sejam equacionadas em 2017. Aos 82 anos, Borenstein é categórico: "em 2018, começa o novo ciclo". Para Horn, o caçula entre os entrevistados, com 72 anos, o equilíbrio ocorrerá, no segmento residencial, neste ano e no próximo. Ele espera expansão em 2018 caso haja regulamentação dos distratos.

Nem de longe, se projeta para o novo ciclo a repetição do crescimento desenfreado dos primeiros anos após a onda de listagem das incorporadoras em bolsa. A avaliação entre os decanos é que a retomada depende da melhora dos indicadores de emprego e renda, e da redução dos estoques de imóveis prontos e dos cancelamentos de vendas. A definição de regras para os distratos é considerada crucial para a recuperação pelos quatro empresários. Neste ano, os lançamentos tendem a ser próximos ou superiores aos de 2016, quando, juntas, as incorporadoras podem ter vivido a quarta queda consecutiva.

"Não durmo à noite. Estou emagrecendo. Como forçado", diz construtor
O setor imobiliário enfrenta sua maior crise, na opinião de Zarzur, Rossi e Borenstein. Para Horn, o pior aconteceu na década de 1980, mas a situação atual é a segunda mais difícil.

Zarzur afirma que, agravada pelos distratos, a crise atual provoca, além de prejuízo financeiro, "desânimo". "Não durmo à noite. Estou emagrecendo. Como forçado", diz, acrescentando que os distratos resultam em demissões, pois não há novas obras para recolocação dos empregados à medida que projetos são concluídos. Conhecido por mesclar negócios e família na EZTec, o empresário continua indo à incorporadora durante a semana. "No sábado e no domingo, sofro, porque não tenho onde ir. Antes, ia para os plantões de vendas. Eu era o rei do plantão", conta Zarzur.

O fundador da EZTec avalia que as rescisões de vendas serão regulamentadas neste ano, mas duvida se "da forma justa". O empresário defende que o comprador perca todo o valor pago em caso de distratos. "O cliente tem de perder tudo, como disse o Elie [Horn, em reportagem recente publicada no Valor ]. Amanhã, na hora de distratar, a pessoa pensará bem." A EZTec já concedeu R$ 350 milhões em financiamento direto para reduzir distratos.

Rossi, que também espera definição, neste ano, de regras para os cancelamentos de vendas, não acredita ser possível aprovar, no Brasil, que o cliente perca tudo em caso de rescisão. Ele defende que haja alguma penalidade, como a perda da maior parte do valor pago pelo consumidor para que não haja "incentivo à especulação". "Hoje, o consumidor assina uma opção de compra com a incorporadora. A aquisição mesmo ocorre quando o cliente contrata o financiamento com o banco", afirma. A incorporadora tem, em média, 70% de rescisões nos projetos.

Borenstein conta que a combinação das crises política e financeira faz com que a segunda seja a maior pela qual já passou. "O mercado vai voltar. Não tenho dúvida nenhuma, mas o governo precisa ajudar [o setor] com financiamento ao comprador e segurança jurídica para os contratos", afirma. As regras para os distratos têm de ser, segundo o empresário, "um meio termo" entre o pleito das incorporadoras e dos consumidores. Para ele, as rescisões cresceram devido à migração de investidores do setor imobiliário para o financeiro quando os juros aumentaram.

Na opinião de Horn, as regras dos distratos precisam mudar "para o setor voltar a ser o que era e fazer o que sabe".

Na avaliação do fundador da Cyrela, o momento mais difícil que o setor enfrentou foi quando "os recebíveis foram congelados e os pagamentos liberados", em 1986. Naquele ano, os reajustes das prestações e do saldo devedor deixaram de ser feitos pelo mesmo índice. Com o descasamento, ao terminar de pagar as parcelas, o consumidor devia boa parte do valor do imóvel, o que resultou no encolhimento do crédito imobiliário até o fim dos anos 90.

Excesso de otimismo
Horn afirma que a economia vive início de retomada e que ele está otimista. "Se a taxa de juros chegar a 10%, melhoram renda, emprego e varejo. A situação em casa melhora também", afirma. Neste ano, a Cyrela terá projetos em todas as faixas de renda, desde o Minha Casa, Minha Vida até um prédio de altíssimo padrão, em São Paulo. A empresa estima lançamentos próximos aos de 2016. "Vamos lançar onde somos líderes", diz Horn.

O otimismo é compartilhado por Rossi, que espera a retomada do mercado imobiliário juntamente com a da economia. "O setor vai ressurgir muito mais forte", diz. Em reestruturação financeira desde agosto de 2015, e há dois anos sem novos empreendimentos, a Rossi está entregando obras e, segundo o fundador, pode fazer algum lançamento até o fim do ano. "Vamos nos reformar com mais segurança. Já nos reformamos diversas vezes", diz Rossi.

Já Borenstein afirma que vai demorar até que o setor retorne ao que era há cinco anos. Para 2017, sua expectativa é que os lançamentos superem os do ano passado e que os níveis de estoque e distratos sejam normalizados. "Se o mercado estiver bom, podemos lançar muito mais neste ano", afirma, citando que a Helbor possui projetos de médio e alto padrão prontos para quando a demanda voltar a crescer. O empresário diz ser muito "caipira" para atuar no Minha Casa, Minha Vida. "Só fazemos o que sabemos."

Zarzur acredita que os lançamentos da EZTec e do setor vão crescer neste ano. Os novos empreendimentos da companhia serão direcionados, principalmente, para a média­alta renda. A EZTec vai lançar também produtos enquadrados no Minha Casa, Minha Vida, como alternativa de diversificação. O empresário destaca que, daqui para frente, os volumes do setor serão muito menores do que os do período de euforia. "Não vai haver tanta agressividade", diz

(Valor Online - Empresas - 02/03/2017)

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