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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Gazeta do Povo: Construtora aplica golpe na venda de 60 apartamentos e dá prejuízo de R$ 30 milhões

“Elas relataram ter comprado apartamentos dessa construtora, mas os empreendimentos não foram entregues e há prédios que nem saíram da planta” [...] o prejuízo total causado pela construtora chega a R$ 30 milhões. A delegada também comenta que, em alguns casos, o mesmo imóvel foi vendido para mais de um cliente

Uma construtora de Curitiba é suspeita de vender 60 apartamentos e não entregá-los aos compradores. As negociações da empresa Ditorres Empreendimentos Imobiliários envolviam quatro prédios  –  três localizados na capital e um no município de Pinhais – e 21 vítimas já se apresentaram à Delegacia de Estelionato para registrar o Boletim de Ocorrência. Uma das sócias da companhia foi presa em Santa Catarina e três pessoas ainda estão foragidas.

De acordo com a delegada Vanessa Aline, responsável pelo caso, a investigação iniciou em meados de julho, quando as primeiras vítimas denunciaram a empresa. “Elas relataram ter comprado apartamentos dessa construtora, mas os empreendimentos não foram entregues e há prédios que nem saíram da planta”, informou. As primeiras negociações ocorreram em 2013. Segundo o jornal Paraná TV 2ª Edição, o prejuízo total causado pela construtora chega a R$ 30 milhões.

Surreal
A delegada também comenta que, em alguns casos, o mesmo imóvel foi vendido para mais de um cliente. “A vítima chegou em seu apartamento e percebeu que a fechadura havia sido trocada porque o local estava sendo utilizado por outro proprietário que também tinha adquirido o imóvel”.

Em Curitiba, os apartamentos prometidos pela construtora seriam construídos nos bairros Capão Raso, Jardim Botânico e Jardim das Américas. Também foi prometido um edifício em Pinhais.

Prisão preventiva
A polícia prendeu uma antiga sócia da empresa no município de Rio do Sul, em Santa Catarina. Segundo Vanessa, a mulher não possui relações com a empresa atualmente, mas gerenciou a construtora na época em que alguns apartamentos foram vendidos.

Outros três suspeitos – um homem e duas mulheres – não foram localizados em seus endereços e a polícia espera que eles se apresentem. Todos responderão judicialmente por estelionato e, se forem condenados, podem passar até cinco anos em regime de reclusão.

Novas vítimas
Vanessa acredita que existam outras vítimas do golpe e pede que todas se apresentem à delegacia para registrar o Boletim de Ocorrência e contribuir com a investigação.

Além disso, a delegada aconselha àqueles que estão adquirindo imóveis na planta a se informarem bem a respeito da construtora escolhida antes de fecharem o contrato. “Lembrando que nunca devem efetuar o pagamento total do imóvel antes de receber a escritura”.

(Gazeta do Povo - Curitiba - 13/12/2017)

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Portal G1: Cenário atual levará construção civil a mais um ano de retração, avalia entidade

A construção civil tem acumulado resultados negativos há quatro anos. [...] “Não vamos resolver o estoque de ações judiciais, mas vamos dar segurança jurídica para os próximos contratos. O distrato banalizou. Não se pode ser feito como está sendo feito agora. Vamos nos próximos dias pedir uma audiência com o Rodrigo Maia”, declarou Martins

Se nenhuma das demandas da construção civil forem atendidas, o setor deve ter mais um ano de resultado negativo em 2018, advertiu nesta segunda-feira (11) a Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic).

As demandas do setor incluem mudança nas regras de distrato no setor imobiliário, ampliação das obras de concessão e também uma solução para os empréstimos da Caixa Econômica Federal, que responde por 70% do crédito imobiliário.

Caso o governo e o Congresso Nacional consigam solucionar esses pontos, a previsão é de que o setor cresça 2% em 2018. A construção civil tem acumulado resultados negativos há quatro anos.

“Nossa visão é de um número positivo para o ano que vem. Positivo em 2%, resolvendo a questão da Caixa, problemas regulatórios e concessões. Uma vez que essas questões não avancem é imprevisível o tamanho da queda no ano que vem”, disse Luis Fernando Mendes, economista da Cbic em um balanço do ano de 2017.

Distrato imobiliário
As construtoras querem novas regras para a rescisão de contratos de compra e venda de imóveis na planta, com o percentual que as construtoras poderão reter em casos de desistência de compra.

Atualmente, essa desistência de compra não está regulamentada, o que tem levado a inúmeras ações judiciais. Hoje, há apenas jurisprudências, que indicam que é ilegal e abusiva a retenção integral do valor pelos consumidores ou a devolução ínfima das parcelas pagas.

O presidente da Cbic, José Carlos Martins, destacou na entrevista coletiva concedida na manhã desta segunda que o setor da construção civil quer se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para negociar as mudanças na legislação.

Os representantes do setor chegaram a elaborar um esboço de projeto de lei para apresentar ao governo federal como sugestão, mas a proposta não prosperou.

“Não vamos resolver o estoque de ações judiciais, mas vamos dar segurança jurídica para os próximos contratos. O distrato banalizou. Não se pode ser feito como está sendo feito agora. Vamos nos próximos dias pedir uma audiência com o Rodrigo Maia”, declarou Martins.

Financiamentos Caixa
A principal preocupação do setor da construção civil é com a relevância da Caixa Econômica Federal nas operações de financiamento imobiliário. O banco estatal é responsável por 70% do crédito imobiliário do Brasil.

Com baixos recursos para financiar imóveis nesta reta final do ano, a Caixa corre o risco de não conseguir manter o volume de empréstimos em 2018.

Para solucionar o problema, o banco tem negociado um empréstimo de R$ 10 bilhões pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), por meio da compra de títulos do banco público pelo fundo.

(Portal G1 - Economia - Notícia - 11/12/2107)

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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Correio do Estado: Cresce total de imóveis leiloados por falta de pagamento

No entanto, o índice pode ser ainda maior, diante do cenário de crise deste ano e da frequência na publicação de editais. [...] “Um ano atrás, era realizado um leilão a cada 60 dias; agora, são até três editais por mês”

A Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) estima que 10% dos imóveis financiados anualmente por todos os bancos, incluindo a Caixa Econômica Federal – responsável por aproximadamente 70% dos financiamentos imobiliários no País –, acabem indo a leilão, inclusive em Mato Grosso do Sul.

No entanto, o índice pode ser ainda maior, diante do cenário de crise deste ano e da frequência na publicação de editais. No primeiro semestre, a média era de 100 imóveis retomados pela Caixa ao mês. “Um ano atrás, era realizado um leilão a cada 60 dias; agora, são até três editais por mês”, observa a diretora-executiva do escritório de representação da ABMH, Barbara Helene Nacati Grassi Ferreira.

Imóveis de valores mais elevados
Além de residências e apartamentos considerados “populares”, na faixa de até R$ 170 mil e que estão inseridos no segmento atendido pelo Programa Minha Casa Minha Vida, neste ano, a ABMH passou a identificar entre os mutuários que passaram a ter imóveis retomados pelas instituições bancárias imóveis de valor mais elevado (entre R$ 400 mil e R$ 500 mil), inclusive situados em condomínios fechados.

“O diferencial nesse perfil de mutuário é que são pessoas mais orientadas, que a partir da terceira parcela já buscam ajuda jurídica”, comenta a diretora-executiva da ABMH.

Seguindo o mesmo ritmo, a própria entidade registrou aumento de 20% na demanda por atendimento de mutuários em relação ao ano passado.

Hoje, são acompanhados quase 60 processos relativos a imóveis em leilão no Estado. São desde casos que estão em edital, até renegociação de imóveis com a própria instituição bancária.

(Correio do Estado - Economia - Habitação - 11/12/2107)

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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Jornal Nacional: Imóveis comerciais no Rio batem recorde de desocupação

Sabe há quanto tempo a faixa está estendida na frente do prédio, em Madureira, na Zona Norte do Rio? “Infelizmente há três anos”, diz Marlei Feliciano, proprietário de loja.“R$ 12.500 era o aluguel em 2014 e hoje, se aparecesse uma proposta de R$ 8 mil, eu já estaria locando. Mas nem assim, infelizmente”, contou

Depois da Copa, depois dos Jogos Olímpicos, depois de anos de crise econômica, o mercado de imóveis comerciais no Rio de Janeiro bateu recorde de desocupação.

Sabe há quanto tempo a faixa está estendida na frente do prédio, em Madureira, na Zona Norte do Rio?

“Infelizmente há três anos”, diz Marlei Feliciano, proprietário de loja.

E olha que o proprietário tem tentado todo tipo de negociação do imóvel de 500 metros quadrados, desde que o último inquilino saiu.

“R$ 12.500 era o aluguel em 2014 e hoje, se aparecesse uma proposta de R$ 8 mil, eu já estaria locando. Mas nem assim, infelizmente”, contou.

O cenário de desocupação nunca foi tão ruim no Rio. De cada dez imóveis comerciais, quatro estão vazios. Na Zona Portuária, 87% das salas comerciais não foram alugadas. Num prédio, no Centro da cidade, são 28 salas na mesma situação, mais de 20% do total.

Nem com desconto
A corretora conta que o dono dos dois imóveis que ela administra já cortou 40% do valor do aluguel para não ficar no prejuízo com todas as taxas que continuam chegando.

“Ele tem taxas mínimas de manutenção, luz, taxa de condomínio, o rateio hoje, o IPTU, quer dizer, os impostos, que agora o IPTU está chegando no começo do ano. Então é mais uma sobrecarga na despesa mensal. Muito difícil”, disse Sônia Chalfin.

Imóvel comercial grande, médio ou pequeno, a dificuldade para alugar ou vender é a mesma. Numa rua no Centro do Rio tem oferta de aluguel para todo lado. Em frente a uma loja fechada, outra que também está para alugar. Cartazes oferecendo salas e, mais adiante, um salão de 160 metros quadrados que está sendo oferecido. Todos esses imóveis estão à espera de um inquilino há mais de um ano.

Para o mercado imobiliário, a crise financeira e a maior queda do PIB entre as capitais brasileiras ajudaram o Rio a desenhar esse quadro.

Ressaca
Mas os especialistas explicam que todos os eventos internacionais levaram a cidade a uma grande quantidade de novos empreendimentos e a viver momentos de preços muito altos dos imóveis. O que acontece agora é um ajuste que demanda um tempo de espera e de paciência.

“Neste momento, é um momento de uma certa ressaca que a gente vive no Rio de Janeiro. E essa ressaca está afetando o mercado imobiliário. Então tem que ter um pouco de paciência. Eu acho que esta recuperação está atrelada muito à questão política e econômica do país como um todo e do estado também. Então, passando um pouco, clareando mais, a gente não tem dúvida de que o mercado vai retomar”, afirma Leonardo Schneider, do vice-presidente do sindicato da habitação, Secovi-Rio.

(Portal G1 - Jornal Nacional - 06/12/2017)

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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Valor: Setor de construção tem retração de 6% no ano e prevê recuperação lenta em 2018

"Corremos o risco de ter clientes e não fechar negócio devido a falta de financiamento", disse

O setor da construção civil deve fechar o ano com retração em torno de 6% e prevê para 2018 uma recuperação lenta, insuficiente para compensar o forte tombo de 2017. Em entrevista ao Valor, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins, preferiu não revelar um número sobre o desempenho esperado no o ano que vem, mas destacou que a retomada está ligada à adoção de medidas que reduzam a insegurança jurídica, como a definição das regras para distrato (cancelamento de venda de imóvel) e que garantam mais agilidade à liberação de licenças ambientais.

Além disso, na avaliação de Martins, é preciso reforçar o capital da Caixa Econômica Federal para que o banco possa ampliar a carteira de crédito sem descumprir os limites prudenciais definidos por Basileia 3, conjunto de regras que exigem dos bancos um "colchão" de capital para enfrentar crises. "Corremos o risco de ter clientes e não fechar negócio devido a falta de financiamento", disse.

Dos pontos citados por Martins houve avanço apenas na questão da Caixa. Na semana passada, a Câmara aprovou projeto de lei que permite que o banco possa negociar com o FGTS a troca de dívida com vencimento de até 15 anos por bônus perpétuos (títulos de dívida sem vencimento que, em geral, pagam juro mais alto). A operação deve envolver R$ 10 bilhões.

Por outro lado, segundo Martins, a definição de critérios para os casos de distrato foi deixada de lado pelo governo, porque a prioridade no momento é a Previdência. "O Executivo apoia a medida, mas não será mais a origem dela", disse o presidente da Cbic, referindo-se ao fato de o governo não encaminhar o assunto ao Congresso. "O governo não quer gastar cartucho com outra coisa que não seja a reforma da Previdência."

Durante reunião com o presidente Michel Temer, Martins afirmou que sem a redução da insegurança jurídica, que faz com que muitas obras públicas sejam paralisadas, os investimentos privados vão demorar a aparecer, dificultando a retomada do setor. A previsão da Cbic é que a economia registre expansão de 2,5% em 2018, o que está alinhado com o mercado e com as estimativas da equipe econômica. "Nenhum país cresce de forma sustentável sem o investimento como carro-chefe", disse.

Retração e encolhimento do PIB
Pelos cálculos do empresário, o fato de o setor encerrar 2017 com retração estimada em 6% deve ter impacto de encolhimento de 0,5% no PIB como um todo". "Não tem como nenhum setor compensar isso." O segmento, que chegou a representar 10,5% do PIB, agora tem que se contentar com 7,5%. Martins preferiu não informar a estimativa de crescimento para o setor no próximo ano. "Alguma recuperação vai haver", disse.

Martins contou ainda que, no encontro com Temer, defendeu a manutenção dos critérios para direcionamento dos recursos da caderneta de poupança, o que, segundo ele, o Banco Central teria a intenção de mudar. Além disso, reforçou o discurso da necessidade de medidas que diminuam a insegurança jurídica.

Lembrou que até 2014 não havia problemas de recursos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas boa parte não foi usada, porque muitas das obras não saíram do papel devido à falta de licenças, como a ambiental. "Não justifica ter dinheiro e ele ficar parado", disse Martins.

(Valor Online - Brasil - 11/12/2017)

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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Infomoney: Preço dos imóveis tem nova queda real

Contribuição do leitor Eduardo Mazzini

No acumulado dos últimos 12 meses, o índice mostra recuo no preço médio (-0,41%) dos imóveis residenciais. As maiores quedas nos preços ocorreram em Rio de Janeiro (-4,28%), Fortaleza (-3,38%) e Niterói (-3,21%)

Entre outubro e novembro, o preço dos imóveis no Brasil teve leve elevação, de 0,03%. Mas, considerando a inflação esperada de 0,38% para novembro, isso significa uma queda real de 0,35% nos valores mês a mês, de acordo com o índice Fipezap.

Em novembro, o valor o valor médio de venda dos imóveis residenciais nas 20 cidades monitoradas foi de R$ 7.632 por metro quadrado. As cidades mais caras para comprar imóveis foram Rio de Janeiro (R$ 9.835), São Paulo (R$ 8.736) e Distrito Federal (R$ 8.256).

O índice acompanha os valores de venda de imóveis residenciais em 20 cidades brasileiras. Oito dessas cidades apresentaram recuo no último mês, com destaque para Rio de Janeiro (-0,37%), Contagem (-0,32%) e Santos (-0,27%). As maiores variações para cima ocorreram em Belo Horizonte (+0,54%), Florianópolis (+0,48%) e Vitória (+0,42%).

No acumulado dos últimos 12 meses, o índice mostra recuo no preço médio (-0,41%) dos imóveis residenciais. As maiores quedas nos preços ocorreram em Rio de Janeiro (-4,28%), Fortaleza (-3,38%) e Niterói (-3,21%).

(Portal Infomoney - Imóveis - Notícia - 05/12/2107)

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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

O Globo: Plano de recuperação judicial da PDG deixa clientes preocupados

O que pode acontecer é a PDG não conseguir cumprir o compromisso, o que só saberemos em 24 meses. Em caso de insolvência financeira, existe ordem de prioridades de recebíveis. Na frente estão os tributos, as dívidas trabalhistas. No fim da fila, fornecedores e adquirentes

Embora o plano de recuperação judicial da PDG Realty tenha sido aprovado pelos credores da empresa e seja o primeiro passo para o pagamento das dívidas da incorporadora, que somam cerca de R$ 5 bilhões, um clima de incertezas ainda domina os clientes da construtora. A empresa tem mais de 20 mil credores, incluindo funcionários e consumidores, além de sete bancos, que detêm 80% dos débitos.

Conforme as medidas previstas no novo plano — aprovado na última quinta-feira — a companhia se compromete a vender ativos para quitar dívidas, redimensionar seu plano de negócios e reduzir sua estrutura. Também há previsão de concluir obras já em andamento buscando novas fontes de financiamento.

Apesar disso, durante a assembleia, compradores de unidades da PDG questionaram advogados da incorporadora sobre quais são os termos para dar prosseguimento aos empreendimentos. A resposta só virá três meses após a aprovação do plano e para alguns dos adquirentes, confirmando se a obra terá continuidade ou não, segundo um representante da empresa. Ou seja, os clientes da PDG que ainda aguardam a entrega de imóveis comprados na planta terão que discutir a conclusão do projeto com a companhia. Outra opção é entrar na Justiça.

No plano, só 3 das 19 obras inacabadas
Além da PDG, fazem parte do processo de recuperação judicial 512 sociedades de propósito específico (SPEs) ligadas ou com participação da holding. Muitas dessas SPEs são empreendimentos (obras, prédios comerciais ou residenciais, etc.) já concluídos. Mas apenas 56 delas possuem algum tipo de dívida que faz parte do montante que será negociado no âmbito do processo de recuperação judicial.

As discussões em torno do chamado patrimônio de afetação, regime em que ficam separados os créditos e débitos de cada empreendimento, atrasaram a aprovação do acordo. Outro problema é que a incorporadora tem 19 empreendimentos inacabados, mas apenas três deles estão incluídos na recuperação. Os outros ficaram de fora a pedido dos bancos, porque podem conseguir outras fontes de financiamento no mercado.

Para o consultor Alex Strotbek, da Areal Pires Advogados, a recuperação judicial é a oportunidade para os credores recuperarem seu prejuízo ou ao menos parte dele. Mas, ao aceitar e aderir ao plano de recuperação, diz ele, todos os credores têm suas ações judiciais em curso extintas:

— O consumidor tem chance de receber o dinheiro dele? 
Tem. Se a pessoa aceitar, terá que informar nos autos da ação que houve acordo e aí é obrigado a desistir da ação. O que pode acontecer é a PDG não conseguir cumprir o compromisso, o que só saberemos em 24 meses. Em caso de insolvência financeira, existe ordem de prioridades de recebíveis. Na frente estão os tributos, as dívidas trabalhistas. No fim da fila, fornecedores e adquirentes.

Os bancos credores concordaram que parte do dinheiro arrecadado com a venda de ativos seja usada para manter a empresa em funcionamento. O plano prevê que o dinheiro com vendas vá para os bancos, mas só depois de a PDG pagar despesas para seguir operando, quitar dívida trabalhista e uma parcela do que deve aos credores — cerca de R$ 88 milhões, divididos em pagamentos individuais de no máximo R$ 35 mil. Em todos os casos, o prazo máximo para quitação é de 180 dias.

Empresa decide não mudar de nome
Além disso, está prevista na proposta a quitação das dívidas trabalhistas e até a viabilização de novos empreendimentos, a partir de 2019, embora a prioridade seja a conclusão dos imóveis já iniciados.

— Ainda é muito cedo para saber se (o plano de recuperação) vai dar certo. Só o tempo vai dizer que será exequível — pondera advogado Armando Miceli Filho.

Foram oferecidas várias opções aos credores, entre elas está a conversão de dívidas em ações, e cada um deles escolherá a melhor opção.

A advogada Alisete de Amorim Merçon, de 52 anos, é uma das credoras da PDG. Ela adquiriu salas comerciais em dois empreendimentos da incorporadora na Baixada Fluminense, e processou a empresa por atrasos na entrega das chaves. Após o pedido de recuperação judicial, o pagamento por danos morais não pôde ser executado até a aprovação do plano.

— Eu recebi uma proposta de acordo para o pagamento em seis parcelas iguais, sendo a primeira em 180 dias. Senti que há boa vontade e que estão procurando os credores — contou Alisete.

Os termos aprovados pelos credores dependem ainda de homologação da Justiça. E só depois de implementado o plano de recuperação será possível ter a dimensão da dívida efetiva da companhia. A empresa cogitou mudar de nome, mas decidiu mantê-lo e buscar um “renascimento” da marca.

A PDG publicou fato relevante informando aos acionistas e ao mercado sobre a aprovação do plano, que será submetido à homologação perante o Juízo da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. As ações da empresa caíram 2,98% ontem, após queda de 6% na quinta-feira. Procurado, o advogado Eduardo Munhoz, à frente do processo, não retornou.

(O Globo - Economia - 02/12/2017)

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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Jornal do Comércio: Estoque de imóveis para aluguel dispara 135%, e preço cai em Porto Alegre

"Em um contexto de adversidade econômica, a estabilidade do preço garante a permanência do imóvel sob locação", argumenta, ao lembrar que o grande número de apartamentos ofertados impulsiona uma queda nos preços de novos contratos para baixo

A queda no preço dos aluguéis com aniversário na segunda metade do ano, somada ao grande estoque de imóveis, colocou o mercado imobiliário em situação de alerta. Por um lado, proprietários com imóveis alugados com base no IGP-M ficaram sem acréscimo em suas rendas, enquanto inquilinos comemoraram a ausência do reajuste. O IGP-M, índice que baliza os reajustes dos aluguéis, teve deflação nos últimos 12 meses até novembro.

Para Leandro Hilbk, vice-presidente de locação do Secovi-RS, sindicato das empresas do setor, o fenômeno pode ser positivo tanto para inquilinos quanto para proprietários. "Em um contexto de adversidade econômica, a estabilidade do preço garante a permanência do imóvel sob locação", argumenta, ao lembrar que o grande número de apartamentos ofertados impulsiona uma queda nos preços de novos contratos para baixo.

Lei da oferta e da procura
Pela pesquisa do mercado imobiliário realizada pelo Secovi-RS, os aluguéis residenciais ofertados para locação em outubro tiveram queda no preço médio em relação ao mês anterior, motivados pela oferta de 7,3 mil unidades na Capital - acréscimo de 0,86% no número de imóveis também na comparação com o mês passado. "O mercado está crescendo em oferta, assim a pressão sobre o preço é de baixa, e isso é uma condição favorável para oportunizarmos uma troca de unidades", comenta.

O estoque de imóveis residenciais ofertados para aluguel aumentou 135% nos últimos cinco anos. Segundo Hilbk, porém, a crise econômica não é a única influenciadora do crescimento no número de apartamentos em oferta. "Uma conjuntura não tão favorável tem o seu viés de crescimento no número de apartamentos vagos, por outro lado aqueles que sabem que os imóveis são bons investimentos continuam aplicando nesses bens", alega, ao lembrar que a variação dos 100 meses anteriores a outubro no preço da locação por metro quadrado foi de 74,79%, superior aos 59,58% da variação do índice.

Mesmo assim, a mesma comparação feita nos 100 meses anteriores a outubro de 2016 registrava uma diferença ainda mais significativa nas variações, quando o índice marcou variação de 64,38% ante um metro quadrado de 97,07%. "Este encurtamento, sim, pode ser interpretado como um sinal da crise, mas tenho certeza que em outubro de 2018 já teremos uma retomada", avalia Hilbk.

Apesar de o IGP-M ser o índice majoritário no reajuste dos aluguéis, diz Hilbk, outros cinco são possíveis: INCC-M, IPC/Fipe, IPC/Iepe, INPC e IPCA. Destes, apenas o IGP-M teve o acumulado negativo. Mesmo assim, o representante do Secovi-rs avalia que não há necessidade de substituir o índice no aniversário do contrato. "Considerando um período um pouco maior, de quatro ou cinco anos, os índices acabam empatando", afirma. 

(Jornal do Comércio - Economia - 04/12/2017)

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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O Globo: Setor de construção terá terceiro ano seguido de queda em 2017

Diversos fatores contribuíram para o desempenho ruim deste ano. Entre eles, o excesso de oferta no mercado imobiliário, tanto residenciais quanto comerciais, as contratações do programa Minha Casa Minha Vida aquém do esperado, e o número de distratos ainda elevado

Mesmo com a economia apresentando sinais de recuperação no segundo semestre do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) da construção deverá encerrar 2017 com queda de 6,4%, segundo estimativa divulgada pelo Sindicato da Construção Civil dos Estado de São Paulo (SindusCon-SP) nesta quinta-feira. No início do ano, a entidade projetava um crescimento de 0,5% para o setor este ano. Este é o terceiro ano consecutivo de queda do PIB da construção e a queda acumulada neste período chega quase a 20%.

- O investimento não reagiu da maneira esperada e a construção representa 50% do investimento do país - afirmou Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da FGV/IBRE, que explicou os números do setor.

Segundo ela, diversos fatores contribuíram para o desempenho ruim deste ano. Entre eles, o excesso de oferta no mercado imobiliário, tanto residenciais quanto comerciais, as contratações do programa Minha Casa Minha Vida aquém do esperado, e o número de distratos ainda elevado.

- Além disso, os efeitos da operação Lava Jato continuam afetando o investimento em infraestrutura. A crise fiscal provocou corte nos investimentos do governo e o desemprego elevado e as restrições do crédito também contribuíram para este quadro - afirmou.

Com obras paralisadas ou em ritmo lento, os investimentos do governo federal no setor caíram 37% em relação ao ano anterior, passando de R$ 40,3 bilhões em 2016 para R$ 25,5 bilhões este ano. Este ano, o investimento em infraestrutura representará 1,40% do PIB, enquanto no ano passado representou 1,97%.

- Atualmente estamos abaixo da metade do investimento necessário para manter o estoque de infraestrutura, que é de 5% do PIB - disse o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto.

Emprego segue o mesmo caminho
No capítulo do emprego, o setor também deverá cravar o terceiro ano consecutivo de fechamento de vagas com carteira assinada. A queda estimada pela entidade é de 11% para este ano. Em 12 meses, foram fechados 192 mil postos de trabalho do setor no país. Nos últimos três anos, 1,1 milhão de vagas formais foram perdidas, com o total de empregados caindo de 3,6 milhões em outubro de 2014 para 2,3 milhões em outubro passado, mesmo nível de 2009.

Para 2018, o SindusCon vê uma melhora no setor, com projeção de crescimento de 2% para o PIB da construção, enquanto a economia deve crescer 2,5% na avaliação da entidade. A expectativa é de melhora da oferta de crédito, com cenário de juro e inflação baixa, e mais contratações de unidades Minha Casa Minha Vida. As obras de infraestrutura, segundo a entidade, terão um ritmo maior somente se houver concessões e privatizações, uma vez que os governos deverão voltar a cortar recursos para investimentos

- Mas há riscos como incerteza política, quadro fiscal preocupante e dificuldades de promover reformas em ano eleitoral - afirmou.

(O Globo - Economia - 30/11/2017)

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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Infomoney: Caixa leiloa imóveis por valores 67% abaixo do avaliado

A Caixa Econômica Federal vai realizar, neste sábado (2), através da Zukerman Leilões, um leilão de 140 imóveis com preços que vão de R$ 72 mil a R$ 5,4 milhões. De acordo com o banco, os valores chegam a ser 67% menores que o praticado no mercado.

Todos os imóveis anunciados são estão no estado de São Paulo, nas seguintes cidades: São Paulo, Barueri, Carapicuíba, Cotia, Embu-Guaçu, Ferras de Vasconcelos, Guarulhos, Itapevi, Itaquaquecetuba, Mauá, Mogi das Cruzes, Poá, Santo André, São Bernardo, Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

O leilão será realizado de forma online e presencial, através do site da Zukerman e no Maksoud Plaza Hotel, em São Paulo, às 10h, respectivamente. 

(Portal Infomoney - Imóveis - Notícia - 30/11/2017)

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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

IstoÉ Dinheiro: No aperto, empresários da construção cobram normalização de crédito imobiliário da Caixa

“Nas duas últimas semanas, a situação voltou a apertar”, conta Rodrigo Luna, presidente da incorporadora Plano & Plano, empresa parceira da Cyrela e focada nas moradias para a população de menor renda

Os empresários do setor de construção têm feito coro para cobrar a normalização da liberação de financiamentos da Caixa Econômica Federal para a compra e a construção de imóveis no País. O gargalo na concessão de crédito tem ocorrido há cerca de dois a três meses e passou a se intensificar nos últimos dias. O banco enfrenta restrições para liberar novos empréstimos devido à necessidade de adequar sua estrutura interna às novas regras do Acordo de Basileia.

 “Nas duas últimas semanas, a situação voltou a apertar”, conta Rodrigo Luna, presidente da incorporadora Plano & Plano, empresa parceira da Cyrela e focada nas moradias para a população de menor renda, dentro do Minha Casa, Minha Vida. Nesse segmento, as empresas são ainda mais impactadas pelos gargalos da Caixa. O banco responde por 65% do mercado de crédito imobiliário, mas esse patamar sobe para 95% no mercado de baixa renda.

Luna diz que a Plano & Plano ouviu da Caixa que a situação será normalizada em breve, motivo pelo qual a incorporadora não deixou de lançar novos projetos. Na última semana, foram lançados dois empreendimentos e mais dois estão previstos até o fim do ano, afirma o executivo.

O presidente da Associação Brasileira das Incorporadoras (Abrainc), Luiz França, afirma que o problema é preocupante, mas confirma que o banco e o governo federal já sinalizaram que tratarão com prioridade as iniciativas para normalizar os empréstimos. “Nós trabalhamos com a hipótese de que esse é um problema que será resolvido nos próximos dias. Não vemos outra hipótese”, ressalta França.

Ele diz que, diante da indisponibilidade de recursos, a Caixa tem priorizado o financiamento de imóveis para famílias com renda de até R$ 4 mil, enquanto os demais segmentos dificilmente conseguem os empréstimos. Apesar desse cenário, França diz que o mercado imobiliário segue com a tendência de recuperação e pode fechar 2018 com crescimento. No acumulado do ano até agosto, as vendas subiram 25,5%, enquanto os lancamentos recuaram 3,5%, segundo pesquisa da Abrainc com a Fipe.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, alertou na segunda-feira para o risco de o mercado imobiliário residencial sofrer um encolhimento no próximo ano, mesmo que haja continuidade das melhoras macroeconômicas, como redução da inflação e dos juros. Na sua avaliação, o setor permanece pressionado pelos gargalos de crédito da Caixa, que se somam a outros problemas, como a falta de regras claras para os cancelamentos de contratos de compra e venda de imóveis na planta (distratos).

“O mercado tem todas as condições para crescer. Mas se essas questões não forem resolvidas, vemos o risco de os números (de lançamentos e vendas) do mercado em 2018 serem menores”, disse Martins. “Não está faltando cliente. O que faltam são condições para esses clientes adquirirem o tão desejado imóvel. As condições macroeconômicas melhoraram, mas só isso não é suficiente”, frisou.

Cadeia da Construção
A Abrainc e a Fipe lançaram nesta terça um estudo que busca evidenciar o tamanho da cadeia da construção e os seus impactos sobre a economia. O estudo estima que foram lançadas 6,3 milhões de unidades residenciais pelas incorporadoras no País entre 2008 e 2017, dos quais 77,8% são moradias populares enquadradas no programa Minha Casa Minha Vida, 20,7% são residências de médio e alto padrão e 1,6% imóveis comerciais.

A atividade de construção e incorporação imobiliária foi responsável pela geração de 1,9 milhão de empregos no período de 2010 e 2017. Os postos de trabalho se espalharam por toda a cadeia produtiva, incluindo atividades que são impulsionadas pela formação de novos lares. Do total de empregos gerados, 372,5 mil (19,7%) foram para a indústria de transformação, 310,6 mil (16,4%) para o comércio e 305,2 mil (16,1%) para a construção.

O levantamento mostra ainda que a incorporação imobiliária e as atividades a ela associadas arrecadaram cerca de R$ 157,4 bilhões de 2010 a 2017, uma média de R$ 19,7 bilhões por ano. Desse montante, 41,7% foram para os cofres do governo federal, 37,9% para o estadual e 20,4% para as prefeituras municipais.

(IstoÉ Dinheiro - Economia - 28/11/2017)

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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Valor: Atividade da construção civil registra piora em outubro, aponta CNI

Na pesquisa, os resultados variam de zero a cem pontos, sendo que resultados abaixo dos 50 pontos indicam retração da atividade em relação ao mês anterior

A atividade da construção civil caiu em outubro. Os dados são da Sondagem da Indústria da Construção Civil divulgada nesta terça-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador relativo à atividade no setor foi de 46,9 pontos no último mês.

Na pesquisa, os resultados variam de zero a cem pontos, sendo que resultados abaixo dos 50 pontos indicam retração da atividade em relação ao mês anterior.

A queda na atividade desacelerou levemente, já que esse índice foi de 46,4 pontos em setembro. No mesmo mês de 2016, o indicador marcava 40 pontos.

O indicador de número de empregados mostrou movimento contrário, com um aprofundamento em relação à linha de 50 pontos. Ele passou de 45,2 pontos em setembro para 43,1 em outubro. No décimo mês de 2016, o indicador havia marcado 37,7 pontos.

Já a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) foi de 59%, um ponto percentual acima do observado em setembro deste ano e três pontos percentuais além do obtido em outubro de 2016.

(Valor Online - Brasil - 28/11/2017)

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terça-feira, 28 de novembro de 2017

Portal DM: Mais uma construtora é condenada por demora na entrega de imóvel

Para ela [juíza] , a alegação de falta de mão de obra e de insumos no setor da construção civil não se afigura justificativa plausível para atrasar a entrega das chaves do imóvel, mesmo após transcorrido o prazo de tolerância

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) condenou a construtora JC Gontijo Engenharia S/A a pagar R$ 7 mil a Renan Vasconcelos de Sousa por causa da demora na entrega do imóvel. Além disso, a empresa deverá devolver os valores pagos por ele pelo apartamento, a título de danos materiais.

De acordo com os autos do processo, o apartamento foi comprado em 2012 e deveria ter sido entregue em março de 2014. Segundo o TJGO, a entrega do imóvel demorou mais tempo do que o considerado tolerável no contrato.

A construtora alegou que o prazo excedeu devido a falta de mão de obra. Entretanto a juíza responsável pelo caso afirmou que o argumento é fato incontroverso. Para ela, a alegação de falta de mão de obra e de insumos no setor da construção civil não se afigura justificativa plausível para atrasar a entrega das chaves do imóvel, mesmo após transcorrido o prazo de tolerância. 

(Portal DM - Cotidiano - 20/11/2017)

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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Estadão: Depois de 2017 e 2018, retomada imobiliária no Rio fica para 2019

“A recuperação do mercado imobiliário só ocorrerá quando surgirem soluções para esses problemas. Uma melhora efetiva é esperada ao longo do segundo semestre de 2018 e na primeira metade de 2019”, estima Hermolin

A recuperação do mercado imobiliário do Rio de Janeiro só deve ganhar corpo entre os últimos meses de 2018 e início de 2019, de acordo com expectativas de empresários do setor. Os problemas econômicos ainda pesam muito sobre a região – dependente da indústria do petróleo – ao contrário de outras praças onde a comercialização de imóveis já deu sinais de reaquecimento. Além disso, as turbulências políticas também contribuem com incertezas sobre o futuro do Estado, que vive sérios problemas fiscais.

O volume de novos empreendimentos no Rio chegou ao menor nível da década, de acordo com dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ). A pesquisa da entidade mostra que foram lançadas 2.015 unidades no primeiro semestre de 2017, montante 31% menor do que no mesmo período de 2016. O resultado também ficou 80% abaixo do primeiro semestre de 2011, quando o setor teve um pico de 10.265 unidades lançadas, considerando apartamentos, salas comerciais e quartos de hotel.

“A recuperação do mercado imobiliário ainda não é uma realidade no Rio de Janeiro”, frisa o presidente da Ademi-RJ e da imobiliária Brasil Brokers, Cláudio Hermolin. O executivo pondera que o mau desempenho do mercado é um reflexo do caos financeiros e político no Estado, com desemprego elevado, atraso de salários de trabalhadores públicos e incertezas sobre o futuro da região.

Diante disso, falta confiança de consumidores para comprometer a renda com a compra de um imóvel. “A recuperação do mercado imobiliário só ocorrerá quando surgirem soluções para esses problemas. Uma melhora efetiva é esperada ao longo do segundo semestre de 2018 e na primeira metade de 2019”, estima Hermolin.

O cenário negativo também tem tirado o Rio do foco de empresas com atuação tradicional na região. A Cyrela Brazil Realty estuda lançar novos empreendimentos, mas deve deixar a capital fluminense para o fim da fila. “Em 2018, não vamos lançar no Brasil inteiro, mas apenas em algumas praças com melhor desempenho de vendas”, comentou o copresidente da incorporadora, Raphael Horn, durante reunião com investidores.

Segundo Horn, a tendência será destinar novos projetos para São Paulo, pois o Rio ainda está “difícil”, segundo suas próprias palavras. O Rio respondeu por 20% das vendas da Cyrela no terceiro trimestre, embora concentre 25% do estoque total de unidades da companhia.

Na Gafisa, o clima também é de cautela para novos projetos, em geral, por causa do ambiente econômico ainda adverso no País. Quando se trata do Rio, porém, os cuidados aumentam. “Vamos aguardar as oportunidades de mercado para definir o volume de lançamentos”, diz o presidente da companhia, Sandro Gamba. “Continuaremos atuando em SP e RJ, mas com foco em São Paulo”, disse, apontando que a situação é mais complexa na praça fluminense.

(Estadão - Economia & Negócios - Notícias - Geral - 26/11/2017)

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