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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

O Globo: Estagnação do mercado imobiliário multiplica número de casas para venda ou aluguel

— Já vendi duas vezes o tamanho do bairro, ao longo de 44 anos dedicados à minha profissão, diz ele. — E nunca vi nada parecido. Nem nos tempos do Collor! Hoje, o que acontece é que o mercado tem muita oferta e pouquíssima procura

Placas anunciando venda e aluguel de imóveis, alguns à beira-mar, não deixam dúvidas: a crise econômica afetou profundamente Itacoatiara. O bairro nobre da cidade, cercado por montanhas, pelo verde e pela praia que atrai surfistas de todo o mundo, se ressente da estagnação do setor imobiliário: há aproximadamente 30 casas à venda ou para alugar no recanto onde existem apenas cerca de 350 imóveis.

Em todas as ruas há alguém disposto a vender seu lugar no paraíso. Casas pequenas, grandes, antigas, novas. Como registrou o jornalista Luiz André Alzer na coluna “Outra coisa”, no GLOBO-Niterói do dia 6 deste mês, só na orla são pelo menos nove residências, embora a maioria não tenha placas indicativas. Morador de Itacoatiara, o corretor Wagner Lopes tem longa experiência no mercado de compra e venda de imóveis no bairro, e vem observando a situação.

— Já vendi duas vezes o tamanho do bairro, ao longo de 44 anos dedicados à minha profissão, diz ele. — E nunca vi nada parecido. Nem nos tempos do Collor! Hoje, o que acontece é que o mercado tem muita oferta e pouquíssima procura. Itacoatiara é um bairro pequeno e muito caro. Mesmo a pessoa que normalmente compraria uma casa aqui, agora vai esperar.

Mercado não absorve oferta
Mesmo as residências mais modestas têm preço salgado. O valor mais baixo é o de uma casa pequena e simples, antiga, com três quartos: R$ 1,3 milhão. De frente para o mar, o preço mais em conta são os R$ 3,2 milhões pedidos por uma casa antiga, com quatro quartos e três salas. A mais cara chega a R$ 5,5 milhões, no Morro das Andorinhas, com cinco quartos, vista para o mar e 1.800 metros quadrados de área.

Embora admita que o momento é atípico no bairro, tradicionalmente muito cobiçado, o corretor Lopes não vê um movimento de debandada. O que ocorre, segundo ele, é uma concentração de imóveis à venda, porque não há quem os compre. Como conhece boa parte dos moradores, ele cita algumas razões que levam os donos a oferecerem suas propriedades.

— Parte é formada por pessoas que só passam o fim de semana aqui e estão querendo se livrar dos custos e se capitalizar. E tem também os empresários que precisam de capital de giro, porque a economia parou. Nos dois casos as expectativas têm a ver com a crise econômica — analisa Lopes, que cita ainda as obras na Região Oceânica. — Essa estrada aqui está afugentando muita gente que vai para o Rio. O morador que trabalha o dia inteiro e perde cinco horas para ir e voltar fica desesperado.

Pessimismo geral e queda dos preços
O economista Gilberto Tavares, especialista em mercado imobiliário, destaca que o cenário de paralisação das vendas não é exclusividade do bairro. Com o pessimismo geral no mercado, garante ele, a tendência é a de desaceleração nos preços.

— O mercado imobiliário não consegue absorver toda a oferta, como há alguns anos. E uma particularidade de Itacoatiara é o fato de boa parte dos imóveis serem antigos, o que, em geral, envolve também um custo de reforma. A tendência é que os valores se nivelem por baixo neste momento, a exemplo do que ocorre com o valor do aluguel, que está em queda — analisa Tavares.

Um dos imóveis à venda no bairro é do servidor estadual Luís Cunha, que mora no Rio. A casa na Rua das Violetas pertencia aos pais dele e ficou de herança para ele e dois irmãos.

— De três, quatro meses para cá não recebi sequer uma ligação relacionada à venda da casa. Chegamos a alugá-la, mas, agora, a renda familiar não suporta mais mantê-la. Infelizmente o mercado está totalmente parado — conta.

(O Globo - Rio - Bairros - 19/08/2017)

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terça-feira, 22 de agosto de 2017

Portal UOL: Surreal! Construtora lança apartamento de 10m², menor que uma van, por R$ 99 mil

A empresa afirma que este será o menor apartamento da América Latina. Para efeito de comparação, uma van Sprinter da Mercedes Benz tem 7,35 metros de comprimento por 1,9 metro de largura

Será possível morar num apartamento menor do que uma van? Um prédio com apartamentos de 10 metros quadrados foi anunciado em São Paulo pela construtora e incorporadora Vitacon. Vai custar R$ 99 mil e deve ficar pronto em setembro de 2019.

A empresa já havia lançado microapartamentos, de 19 metros quadrados e de 14 metros quadrados, mas agora diminuiu ainda mais. Os novos apartamentos terão 4,10 metros de comprimento por 2,45 metros de largura. O pé-direito (altura) será de 2,93 metros.

A empresa afirma que este será o menor apartamento da América Latina. Para efeito de comparação, uma van Sprinter da Mercedes Benz tem 7,35 metros de comprimento por 1,9 metro de largura. A área da van é maior que o apartamento: quase 14 metros quadrados. Um ônibus intermunicipal passa de 36 metros quadrados (14 metros de comprimento por 2,6 metros de largura).

O metro quadrado custará R$ 9.900.

Eufemismo e ironia
O vídeo de apresentação descreve o apartamento como "studio inteligente" e mostra sugestões de móveis que se adaptam a diferentes necessidades, como sofá-cama, uma parede com espelho que vira uma mesa, outra parede de correr, um degrau no chão que serve para guardar sapatos.

A televisão está fixada em uma parede de correr, que ora esconde o guarda-roupas, ora a cozinha.

Não há divisórias entre cômodos (exceto o banheiro) nem lavanderia no apartamento, Como o espaço é pequeno, o prédio terá áreas compartilhadas, como lavanderia, cozinha, coworking (escritório compartilhado) e academia.

"Nosso orgulho não está em oferecer unidades menores, mas sim em proporcionar opções de moradia para cada fase de vida das pessoas. Além disso, oferecemos facilidades no jeito de morar, aproximando as pessoas dos centros, das principais vias de transporte público e proporcionando qualidade de vida", afirma Alexandre Lafer Frankel, CEO da Vitacon.

(Portal UOL - Economia - Notícias - Redação - 16/08/2017)

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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Época Negócios: Nova regra da Caixa pode dificultar venda de imóveis novos

— O maior impacto, de início, será na venda dos imóveis em estoque, hoje o grande problema do mercado. O Rio passou os últimos dois anos vendendo imóveis novos prontos. E tem estoque para mais dois anos

As mudanças anunciadas esta semana pela Caixa Econômica Federal no crédito imobiliário, exigindo uma entrada maior no financiamento, devem ter dois efeitos mais imediatos. O primeiro é dificultar a venda de unidades prontas em estoque pelas construtoras. Em paralelo, pode reduzir a aquisição de imóveis populares, como os do programa Minha Casa Minha Vida, alvo de consumidores com pouca ou nenhuma capacidade de poupança, avaliam especialistas do setor.

O banco reduziu os limites de financiamento de 90% para 80% do valor do imóvel, no caso das unidades novas, e de 70% para 60% nos usados. A medida atinge os empréstimos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) — para o programa Minha Casa Minha Vida e linhas Pró-Costista e CCFGTS — e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos. Nos financiamentos regulados pela tabela Price, o limite para imóvel usado baixou de 70% para 60% na linha Pró-Cotista e de 80% para 70% no CCFGTS.

— O maior impacto, de início, será na venda dos imóveis em estoque, hoje o grande problema do mercado. O Rio passou os últimos dois anos vendendo imóveis novos prontos. E tem estoque para mais dois anos — diz Claudio Hermolin, presidente da Ademi-Rio, que reúne as construtoras que atuam no mercado carioca, e da Brasil Brokers.

A decisão da Caixa, continua ele, gera incerteza no mercado, para consumidores e construtoras. A Caixa detém quase 70% de todo o financiamento imobiliário do país, com R$ 413 bilhões emprestados.

Impacto para a baixa renda
Leonardo Schneider, presidente do Secovi-Rio (o Sindicato da Habitação do Rio), concorda em parte com Hermolin:

— Vejo como um ajuste feito pela Caixa para evitar problemas de falta de liquidez. Foi suave, já que o limite continua a representar uma grande fatia do preço do imóvel. Mas há o impacto subjetivo. No momento de retomada, com a queda da taxa de juros, vem a redução do teto para financiamento — pondera ele.

No caso dos imóveis do segmento popular, contudo, a redução do limite para financiamento pode excluir consumidores do mercado, alerta João da Rocha Lima Jr., coordenador do Núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da USP.

— Nas rendas mais altas, a capacidade de poupança das famílias é mais maleável. Na baixa renda, é extremamente reduzida ou nula. Se diminui o limite de financiamento, terá efeito expressivo.

Para Hermolin, ainda é cedo para saber se os bancos privados vão acompanhar o movimento da Caixa, que detinha o maior limite de crédito.

— Pode puxar maior concorrência entre os bancos privados para oferecer as melhores condições de financiamento, as melhores taxas, e isso é um ponto positivo para o cliente e para o mercado — afirma Edson Pires, diretor da Sawala Imobiliária.

Os clientes com avaliação de crédito para obtenção de financiamento imobiliário junto à Caixa aprovada até a última terça-feira poderão tomar empréstimo pela regra antiga praticada pelo banco.

(Época Negócios - Brasil - Notícia - 19/08/2017)

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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Exame: Rossi tem prejuízo de R$ 161,8 mi no 2º trimestre, piora de 29,4%

O desempenho é atribuído ao crescimento do endividamento corporativo e consequente aumento das despesas financeiras

A Rossi Residencial registrou prejuízo líquido de R$ 161,8 milhões no segundo trimestre de 2017, resultado 29,4% maior que a perda de R$ 125 milhões apurada no mesmo período de 2016.

No semestre, o prejuízo da construtora foi de R$ 324,7 milhões, 21,5% maior que o verificado nos primeiros seis meses de 2016.

O Ebitda (juros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Rossi ficou negativo em R$ 90,6 milhões entre abril e junho, ante resultado negativo de R$ 41 milhões no segundo trimestre de 2016.

Na mesma base de comparação, a margem Ebitda negativa passou de 33,9% para 132,5%.

No semestre, o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 151,1 milhões, ante resultado negativo de R$ 104,3 milhões informado nos primeiros seis meses de 2016, piora de 44,9%.

A receita líquida da Rossi proveniente da venda de imóveis e serviços ficou em R$ 68,3 milhões no segundo trimestre, indicando recuo de 43,4% em relação ao informado um ano antes.

No acumulado do semestre, a queda foi de 9,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 207 milhões. O fraco desempenho é atribuído à deflaçãoapuradano segundo trimestre pelo IGP-M.

As vendas líquidas da Rossi no segundo trimestre somaram R$ 56,2 milhões, alta de 195,8% na comparação anual. No primeiro semestre, as vendas líquidas somaram R$ 161,6 milhões, registrando um salto de 345,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os distratos ficaram em R$ 136,2 milhões no trimestre, avanço de 51%. No acumulado de 2016, as rescisões caíram 37%, para R$ 317,2 milhões.

Entre abril e junho, o resultado financeiro líquido da construtora foi negativo em R$ 56,9 milhões, indicando uma piora de 28,5% ante o mesmo período do ano anterior, quando o resultado foi negativo em R$ 44,3 milhões.

O desempenho é atribuído ao crescimento do endividamento corporativo e consequente aumento das despesas financeiras.

Ao final de junho, a dívida líquida da Rossi chegou a R$ 2,006 bilhões, avanço de 1,2% em relação ao valor de março de 2017. A alavancagem da construtora, medida pela relação dívida líquida e patrimônio líquido, passou de 352,9% para 510% em três meses.

(Exame.com - Negócios - 14/08/2017)

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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Portal EBC: Caixa reduz limites de financiamento para imóveis novos e usados

Segundo nota da Caixa, o objetivo é a “adequação em relação à política de alocação de capital do banco”

A Caixa Econômica Federal (Caixa) reduziu os limites de financiamento para imóveis novos de 90% para 80%, e usados de 70% para 60%.

A mudança abrange financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) - programa Minha Casa, Minha Vida e linhas Pró-Cotista e CCFGTS - e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE).

Segundo nota da Caixa, o objetivo é a “adequação em relação à política de alocação de capital do banco”. A instituição disse ainda que menos de 10% dos clientes que procuram o banco para realizar operações de financiamento serão afetados.

Nos financiamentos via FGTS regulados segundo a tabela SAC, caiu de 90% para 80% o limite para imóveis novos pelo Minha Casa, Minha Vida, Pró-Cotista e CCFGTS.

Ainda na tabela SAC, caiu igualmente de 90% para 80% o limite financiado com recursos do SBPE para imóvel novo, adjudicado, construção em terreno próprio ou aquisição de terreno e construção (servidor público) e imóvel adjudicado (demais clientes).

Por fim, em financiamentos regulados pela tabela Price, o limite para financiar imóvel usado caiu de 70% para 60% no Pró-Cotista e de 80% para 70% no CCFGTS.

(Portal EBC - Agência Brasil - Economia - Notícia - 16/08/2017)

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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Estadão: Incorporadoras registram mais um trimestre de perdas

Reportagem fala em "debilidade" do setor imobiliário. [...] As perdas das empresas decorreram sobretudo do encolhimento de suas operações, o que inibiu a diluição das despesas. Distratos e queda no faturamento também prejudicaram

Sofrendo com a debilidade do setor imobiliário, a maioria das incorporadoras do país teve mais um trimestre de resultados negativos: Tecnisa, Cyrela, Gafisa, Direcional e Rodobens registraram prejuízo entre abril e junho. As perdas das empresas decorreram sobretudo do encolhimento de suas operações, o que inibiu a diluição das despesas. Distratos e queda no faturamento também prejudicaram.

A Tecnisa encerrou o período com prejuízo líquido de R$ 139,9 milhões, conforme balanço publicado nesta quinta-feira, 10. O prejuízo foi 52,5% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando ficou em R$ 91,8 milhões. No acumulado do semestre, as perdas cresceram 127,6%, totalizando R$ 203,4 milhões. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou negativo em R$ 85,185 milhões, piora de 18,5%. Já o prejuízo da Cyrela ficou em R$ 141 milhões, ante lucro de R$ 44,7 milhões no segundo trimestre de 2016. No semestre, as perdas acumuladas ficaram em R$ 137 milhões.

A incorporadora Gafisa encerrou o segundo trimestre com prejuízo líquido consolidado de R$ 180 milhões, o que representa um crescimento de 368% nas perdas em comparação com o mesmo período do ano passado. A Alphaville, empresa de loteamentos em que a Gafisa detém participação, respondeu por R$ 35,8 milhões do prejuízo no trimestre. O resultado da companhia também sofreu um impacto negativo de R$ 9,54 milhões devido à baixa nas operações da ex-susidiária Tenda, resultado do processo de separação da construtora concluído em maio.

A Direcional, por sua vez, apresentou prejuízo de R$ 29,7 milhões, revertendo o lucro de R$ 22 milhões do segundo trimestre de 2016. Influenciadas pela variação negativa do IGP-M e por descontos financeiros concedidos no período, as perdas da Rodobens subiram 35%, chegando a R$ 35 milhões.

(Estadão - Notícias - Geral - Economia & Negócios - 10/08/2017)

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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Folha Vitória: Número de unidades em construção da Grande Vitória cai 30%

O diretor de Economia e Estatística do Sinduscon-ES, Eduardo Borges, destacou que este cenário já estava previsto, com um número de imóveis concluídos superior ao número de unidades lançadas

O mercado imobiliário da Grande Vitória registrou queda de 30% no número de unidades em construção no último semestre de 2016, em comparação aos seis primeiros meses do mesmo ano. Os dados são do 31º Censo Imobiliário, divulgado nesta terça-feira pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon-ES).

Conforme os dados, em dezembro de 2016 foi registrado um total de 11.594 unidades em construção na Grande Vitória. Desse número, 9.753 são residências e 1.841 imóveis comerciais. O levantamento ainda mostrou que Vila Velha continua sendo o município com maior número de imóveis em construção: 6.848 unidades, que corresponde a 59% das unidades totais.

O diretor de Economia e Estatística do Sinduscon-ES, Eduardo Borges, destacou que este cenário já estava previsto, com um número de imóveis concluídos superior ao número de unidades lançadas.

Vila Velha também é a cidade que recebeu o maior número das 1.459 unidades lançadas no segundo semestre do ano passado. Foram 754 unidades imobiliárias lançadas no município canela verde, em Vitória 350, na Serra 288 e em Cariacica foram 67. Os únicos municípios com lançamento de imóvel comercial foram Vila Velha e Vitória.

Do total de unidades em construção, lideram os apartamentos de dois quartos. Das unidades em construção, 62% das unidades em construção já foram vendidas. No período do levantamento foram concluídas 5.800 unidades. O maior número de unidades concluídas está no município de Vila Velha: foram 2.762.

O Censo Imobiliário, realizado semestralmente pelo Sinduscon-ES, faz um levantamento dos empreendimentos em construção e à venda com área de construção superior a 800 metros quadrados.

(Folha Vitória - Economia - Notícia - 08/08/2017)

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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Portal R7: Cyrela tem prejuízo de R$ 141 milhões no 2º trimestre

A receita líquida também caiu, para 575 milhões de reais no segundo trimestre, 4,2 por cento a menos que em igual período do ano passado

A construtora e incorporadora Cyrela teve prejuízo líquido de 141 milhões de reais no segundo trimestre, revertendo lucro de 44,7 milhões obtido um ano antes, informou a empresa nesta quinta-feira.

O resultado foi prejudicado, principalmente, por conta de um impacto negativo de 122 milhões de reais referente ao condomínio de luxo Grand Parc, em Vitória, que sofreu desabamento em meados do ano passado.

A geração de caixa caiu para 64 milhões de reais nos três meses encerrados em junho, frente a um resultado de 118 milhões de reais um ano antes, devido a uma maior concentração no pagamento de juros de dívidas assim como o pagamento de indenizações.

O endividamento líquido da empresa caiu 1,6 por cento sobre o primeiro trimestre, para 1,72 bilhão de reais. A alavancagem da companhia ficou em 27,3 por cento do patrimônio líquido, praticamente estável na comparação trimestral e acima dos 24,1 por cento de um ano antes.

"Continuamos focados na geração de caixa operacional e redução do estoque da companhia", disse a Cyrela em seu balanço. "Embora as melhoras estejam acontecendo de forma lenta, acreditamos que os piores momentos ficaram para trás."

A margem bruta da empresa despencou 13,1 pontos percentuais no período sobre o mesmo período de 2016, totalizando 26,7 por cento de abril a junho.

Já os lançamentos da companhia cresceram 7,1 por cento no segundo trimestre na comparação anual, totalizando 640 milhões de reais em valor geral de vendas - foram nove lançamentos no segundo trimestre, ante seis no ano anterior.

As vendas contratadas cresceram 35,4 por cento, fechando o trimestre em 756 milhões de reais. A venda de estoque pronto correspondeu a 35 por cento do total.

O banco de terrenos da empresa sofreu redução de 3,1 por cento no período, para 50,23 bilhões de reais em valor geral de vendas com permuta.

A receita líquida também caiu, para 575 milhões de reais no segundo trimestre, 4,2 por cento a menos que em igual período do ano passado.

(Portal R7 - Economia - 10/08/2017)

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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Portal G1: Fim da linha pró-cotista torna financiamento imobiliário mais difícil

A alternativa encontrada pelos bancos para suprir essa diminuição de verba para financiamento foi barrar algumas propostas de crédito para financiar um imóvel. Ou seja, ainda que as pessoas escolham uma modalidade que abranja um residencial de maior valor, ele ainda pode não conseguir o dinheiro por não conseguir comprovar a renda, por exemplo

No final de junho de 2017, a Caixa Econômica Federal suspendeu a liberação de crédito imobiliário da linha pró-cotista mais uma vez. Essa era a linha mais barata de empréstimo para compra de imóveis depois da Minha Casa Minha Vida e essa mudança acaba afetando o planejamento de muitas pessoas que pensavam em comprar casa esse ano. Algumas alternativas fora dos bancos tradicionais mostram opções para driblar esse impeditivo.

A linha da Caixa que fora cortada é aquela destinada a trabalhadores com mais de três anos de contribuição ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Ela era responsável pelo financiamento de residenciais de até 800 mil em alguns estados e até 950 mil em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, em entrevista, afirmou que não é fim definitivo da linha, mas não deu um prazo para retorno.

Mas, além da limitação pelo recurso do FGTS, existe outro fato que está dificultando a aprovação do crédito nos bancos – não só na Caixa. As instituições bancárias costumam utilizar o saldo de poupança dos clientes para oferecer o financiamento imobiliário. Com o passar dos anos, essa modalidade de investimento foi ficando cada vez menos atrativa e perdeu-se muito da quantia que tinha disponível para tal. Esse fator foi, inclusive, um dos agravantes da crise econômica brasileira.

A alternativa encontrada pelos bancos para suprir essa diminuição de verba para financiamento foi barrar algumas propostas de crédito para financiar um imóvel. Ou seja, ainda que as pessoas escolham uma modalidade que abranja um residencial de maior valor, ele ainda pode não conseguir o dinheiro por não conseguir comprovar a renda, por exemplo.

Uma das barreiras mais comuns, nesses casos, é a comprovação de renda e isso acontece principalmente para os profissionais liberais e autônomos – que tem a renda de pessoa física e jurídica atreladas. Nesses casos, a pessoa acaba não atingindo a renda esperada para contratar um crédito referente à um imóvel de valor mais alto.

(Portal G1 - Paraná - 07/08/2017)

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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

DCI: Venda de imóvel segue fraca e estoque pode voltar a crescer

"Ficamos basicamente dois anos vendendo unidades em estoque. Agora que ele começou a baixar, havia a perspectiva de que os preços aumentariam acima da inflação, o que ainda não aconteceu."

Ainda bastante pressionado pelas condições macro econômicas, o preço do imóvel novo no País apresentou retração pelo quinto mês seguido. O cenário, se mantido, poderá elevar os estoques das construtoras que voltaram a lançar empreendimentos este ano.

De acordo com números do Índice FipeZap - que acompanha o preço de venda de imóveis residenciais em 20 cidades brasileiras - houve queda entre junho e julho deste ano. 

"O mercado continua inibido. A queda na taxa básica de juros ainda não surtiu efeito no dia a dia do brasileiro, e as incertezas políticas se sobrepõem ao plano de comprar uma casa própria", disse o conselheiro do Creci-RJ e proprietário da Imobiliária Montilha, Sérgio Montilha Filho.

Expectativa frustrada
De acordo com o empresário, que tem duas unidades na capital fluminense, o mercado ainda não deu sinais reais de retomada, mas as construtoras já estão adiantadas no plano de voltar a lançar. "A previsão das construtoras não está alinhada com o apetite do brasileiro de comprar imóveis."

De opinião similar partilha o diretor de novos negócios da construtora Ser Jardim, Marcelo Fontanele. Depois de passar quase dois anos sem lançar, a empresa estava programando três novos empreendimentos este ano, previsão que foi adiada. "Vamos lançar um conjunto na região de Vila Prudente, na Zona Sul de São Paulo e esperar para ver como será absorção das unidades, diante disso vamos resolver sobre os próximo empreendimentos."

A decisão de adiar o lançamento, na visão de Montilha Filho, do Creci-RJ, também foi verificada no Rio de Janeiro, fator que poderá aumentar os estoques das construtoras pela região. "Ficamos basicamente dois anos vendendo unidades em estoque. Agora que ele começou a baixar, havia a perspectiva de que os preços aumentariam acima da inflação, o que ainda não aconteceu."

Rio de Janeiro em baixa
Entre os piores colocados no indicador da FipeZap, a cidade do Rio de Janeiro já acumula queda nos preços dos imóveis novos nos últimos doze meses. O resultado também é pressionado pelos problemas de segurança e finanças públicas do município, que se somam às incertezas políticas e inibem a compra.

A queda, no entanto, não foi o bastante para tirar a capital fluminense do topo da lista quando o assunto é preço por metro quadrado. Com um valor médio de R$ 10 mil, o m² da cidade ainda é o mais caro do Brasil. "Essa mudança forte no mercado imobiliário do Rio pode mudar esse indicador no futuro. Já passada a Copa e a Olimpíada, e com a frustração do pré-sal, a cidade maravilhosa perdeu um pouco do encanto", comenta Montilha Filho.

"Enfrentamos no estado um alto índice de distratos, em função do atraso de pagamento do funcionalismo público e desemprego", lamenta o presidente da Imobiliária Montilha.

(Portal DCI - Serviços - 03/08/2017)

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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Portal G1: Imobiliárias apostam em descontos para destravar imóveis vazios

“O mercado inflou de uma forma bem grande, como há tempos a gente não percebia em Curitiba. Com isso a dificuldade em locar está maior por causa da concorrência”, comenta a diretora da Senzala Imóveis, Augusta Coutinho Loch

A oferta de casas, apartamentos e imóveis comerciais para alugar em Curitiba aumentou na comparação entre os meses de maio e junho deste ano. Em meio à crise financeira, o que se vê são muitos imóveis disponíveis no mercado, proprietários recorrendo ao aluguel para aumentar a renda da família e imobiliárias apostando em alternativas para destravar os imóveis vazios.

Uma das alternativas é isentar o inquilino do primeiro mês de aluguel. Foi este desconto que ajudou na decisão da empresária Giovanna Lombardi, que aproveitou o primeiro mês grátis para fechar o lugar da nova galeria de arte, com espaço para cursos livres.

"Tem bastante oferta, mas boa parte dos imóveis comerciais não está em boas condições ou estão muito caros. É difícil achar um que esteja bom e barato. Tem que pesquisar mesmo", conta.

A vice-presidente de Locação e Administração Imobiliária do Secovi, Fátima Galvão, comenta que o aumento da oferta tem influência do cenário econômico. Muitos proprietários adquiriram imóveis em anos anteriores e agora decidiram alugar. Outros donos de imóveis migraram do aluguel para a casa própria e liberaram os imóveis de aluguel.

O último levantamento do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi-PR) revela que em junho, foram 10.906 imóveis residenciais anunciados para aluguel, um número 0,5% maior do que no mês anterior. Entre os imóveis comerciais, o aumento de um mês para o outro foi de 0,8%, com 5.936 pontos comerciais disponíveis em maio e 5.986 em junho.

Promoções
De acordo com o Secovi, negociar com promoções e descontos compensa para os proprietários. Na avaliação da Fátima Galvão, é mais interessante para o proprietário alugar por menos do que ter que arcar com o custo do imóvel parado.

“O mercado inflou de uma forma bem grande, como há tempos a gente não percebia em Curitiba. Com isso a dificuldade em locar está maior por causa da concorrência”, comenta a diretora da Senzala Imóveis, Augusta Coutinho Loch.

A empresa da Augusta Coutinho entrou em acordo com os donos dos imóveis e decidiu conceder o primeiro mês de locação de graça, para fechar mais contratos de imóveis que estavam parados. “Ninguém quer ficar pagando condomínio e IPTU com o imóvel fechado. Então os proprietários estão bem cientes disso e aceitaram”, afirma a empresária.

O casal Jade e Henrique Ferracciu aproveitou o momento e a oferta de descontos alugando um apartamento com dois quartos no Hauer. Eles moravam em Brasília e escolheram Curitiba como destino para mudança.

"Comparando os valores de aluguéis, achamos que está mais barato por aqui e com mais promoções. O imóvel que a gente alugou atendeu nossas necessidades", conta Jade.

Preços em queda
Uma pesquisa divulgada pelo portal especializado Imovelweb aponta que 65% dos bairros da capital paranaense registraram queda de preço de aluguel nos últimos meses.

(Portal G1 - Paraná - Notícia - 28/07/2017)

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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Hoje em Dia: MP dos Distratos vai punir comprador e proteger construtora

Além de aumentar o valor que poderia ser retido pelas construtoras, a MP dos Distratos privilegia as empresas por não contemplar os erros das companhias. “Cerca de 80% dos distratos são de responsabilidade das empresas. Na maioria dos casos, elas não entregam o imóvel na data correta. E o consumidor sofre com isso."

Há anos, o governo federal e representantes do setor da construção civil tentam chegar a um consenso para reger os distratos na compra e venda de imóveis, que somaram quase 40% nos últimos 12 meses, iniciados em maio. Ou seja, quatro a cada dez imóveis foram devolvidos, conforme dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Ao que tudo indica, as discussões terminaram. Mas a corda vai arrebentar para o lado mais fraco: o consumidor.

A solução do problema pode vir por meio de Medida Provisória (MP) a ser publicada em breve. No texto, a proposta é a de que em caso de desistência da compra por parte do consumidor, a incorporadora ou construtora possa reter até 50% do valor pago. O montante é limitado a 10% do valor do imóvel.

Justiça tem entendimento diferente
O problema é que, atualmente, conforme especialistas do setor, os tribunais de Justiça do país têm definido que as empresas podem ficar com 10% do que foi pago, caso haja desistência. O índice poderia subir para 25%, caso a companhia comprovasse que teve despesa.

“O governo propõe que o consumidor pague cinco vezes mais o praticado no mercado hoje. É um desrespeito ao consumidor”, critica Kênio Pereira, presidente da Comissão Imobiliária da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG).

Ele explica que a MP tem como base o Pacto Global, um documento elaborado por advogados e representantes de incorporadoras e entidades do setor imobiliário. A ideia era padronizar os contratos de compra e venda de imóveis, para reduzir as devoluções. Como resultado, haveria criação de mão de obra. “O pacto é uma vergonha. Nele, a construtora poderia ficar com quase 90% do valor pago”, rechaça Kênio.

Rombo no bolso do consumidor
O presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), Sílvio Saldanha, coloca os números na ponta do lápis para mostrar o tamanho do rombo.

Imagine que um consumidor tenha o interesse de comprar um imóvel na planta, no valor de R$ 200 mil para ser entregue em dois anos. No período de obras, o comprador pagaria R$ 40 mil à construtora, com o objetivo de reduzir o saldo devedor.

O que muita gente não considera na hora de comprar um imóvel é que o valor é reajustado anualmente, normalmente pelo INCC, que gira em torno de 8,5% ao ano. Isso significa que em dois anos o saldo devedor, que inicialmente era de R$ 160 mil, saltaria para R$ 187,2 mil. Em suma, é como se os R$ 40 mil pagos pelo consumidor durante a obra fossem reduzidos a R$ 12,8 mil.

“A renda do consumidor não acompanha esse aumento. Muita gente não consegue financiar o montante necessário porque o valor subiu e a renda não é mais suficiente”, lamenta Saldanha.

Se antes a construtora poderia reter R$ 4 mil (10% dos R$ 40 mil), pela MP ela poderia ficar com R$ 20 mil. “A solução seria pagar menos à construtora durante a obra, para que ela pudesse reter menos dinheiro, em caso de distrato”, diz Saldanha. O Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG) não se pronunciou sobre o assunto.

Nova regra exclui responsabilidade das empresas e consumidor fica no prejuízo
Além de aumentar o valor que poderia ser retido pelas construtoras, a MP dos Distratos privilegia as empresas por não contemplar os erros das companhias. “Cerca de 80% dos distratos são de responsabilidade das empresas. Na maioria dos casos, elas não entregam o imóvel na data correta. E o consumidor sofre com isso. Imagine uma pessoa que tem um casamento marcado? O atraso resulta em briga familiar, desgosto”, rechaça o presidente da Comissão de Direitos Imobiliários da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG), Kênio de Souza Pereira.

Enquanto os distratos aumentam, o preço dos imóveis fica praticamente estacionado, apontando para estagnação do setor. Segundo Índice FipeZAP Venda, houve recuo no preço do metro quadrado dos imóveis em Belo Horizonte em julho, quando comparado ao mesmo mês do ano passado. 

(Portal Hoje em Dia - Primeiro Plano - 04/08/2017)

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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Investing: Credit Suisse acaba com a "vibe" das ações do setor imobiliário

“Estamos menos otimistas sobre as perspectivas para o financiamento do setor de baixa renda” [...] “Retiradas extraordinárias e menores taxas de juros podem limitar a habilidade do FGTS de sustentar o atual ritmo dos empréstimos”, destaca o banco

O Credit Suisse cortou a recomendação para as ações da MRV (SA:MRVE3) e da Direcional (SA:DIRR3) de compra para neutra após a forte alta dos papéis neste ano, mostra um relatório enviado a clientes na terça-feira (1). A alta chega a 36% e 25%, respectivamente.

“Estamos menos otimistas sobre as perspectivas para o financiamento do setor de baixa renda”, explicam Nicole Hirakawa, Luis Stacchini e Vanessa Quiroga, que assinam a análise intitulada “Desculpe por acabar com a ‘vibe’”.

“Retiradas extraordinárias e menores taxas de juros podem limitar a habilidade do FGTS de sustentar o atual ritmo dos empréstimos”, destaca o banco.

O preço-alvo para a Direcional foi revisado de R$ 7 para R$ 6,50 e o da MRV mantido em R$ 16. O Credit Suisse também iniciou a cobertura dos papéis da Tenda (SA:TEND3) com a recomendação neutra e o preço-alvo de R$ 18.

“Nós gostamos da história da Tenda, mas vemos o valor atual das ações como compatível com a nossa posição mais cautelosa sobre as perspectivas de crescimento do Minha Casa Minha Vida e o fato de que alguns aspectos do modelo de negócios da Tenda ainda não estão bem testados”, avalia o Credit Suisse.

(Portal Investing.com - News - Mercado de Ações e Financeiro - 02/08/2017)

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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Estadão: Preços de imóveis têm queda real de 14% frente a 2015

Bruno Oliva, economista da Fipe, explica que a forte recessão econômica reforçou o movimento natural de arrefecimento dos preços de imóveis após o expressivo aumento observado entre 2011 e meados de 2014. Em sua avaliação, essa tendência não deve se alterar tão cedo. “É difícil imaginar uma reversão da queda dos preços em 2018”, afirma

O preço médio de venda de imóveis residenciais no País recuou 14% em julho, descontada a inflação, se comparado ao nível de janeiro de 2015. É o que aponta a última divulgação do índice FipeZap, que acompanha o preço do metro quadrado em 20 cidades brasileiras. A pesquisa é feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a partir dos anúncios de venda no site Zap Imóveis.

Bruno Oliva, economista da Fipe, explica que a forte recessão econômica reforçou o movimento natural de arrefecimento dos preços de imóveis após o expressivo aumento observado entre 2011 e meados de 2014. Em sua avaliação, essa tendência não deve se alterar tão cedo. “É difícil imaginar uma reversão da queda dos preços em 2018”, afirma. Entre os fatores negativos a influenciar a demanda por imóveis, Oliva destaca as incertezas geradas pelo cenário político, que têm afetado fortemente o ambiente econômico, e o mercado de trabalho ainda fraco, que leva as famílias a postergar a decisão de adquirir um imóvel.

Especialista fala em "reação sutil", mas não vislumbra cenário positivo
Entretanto, a queda dos preços de imóveis em termos reais tem mostrado desaceleração. Em dezembro de 2015, os preços registravam baixa de 8,9% na comparação anual. Em dezembro de 2016, o recuo passou para 5,8% e, agora, está em 3,0%.

Mariana Oliveira, especialista da Tendências Consultoria, atribui esse comportamento tanto à inflação em queda, quanto a uma reação sutil da demanda por imóveis após a profunda retração dos últimos anos. Na capital paulista, as vendas de imóveis novos registram baixa de 5,9% em maio na média móvel de 12 meses – em dezembro de 2016, a variação negativa era de 19,7%. A economista explica que, apesar da volatilidade da série, os últimos dados sinalizam um estancamento da piora da demanda.

Um dos fatores que têm propiciado o comportamento relativamente mais positivo da procura por imóveis é a redução da taxa básica de juros. “Com a Selic mais baixa, o momento está mais favorável para a alocação de portfólio de investimentos em imóveis, tanto para quem vai investir nesses bens para usos de terceiros, quanto para quem pretende trocar o imóvel alugado por um próprio”. Por outro lado, Mariana ressalta que o desemprego elevado e a confiança em patamar reduzido ainda não permitem desenhar um cenário positivo para a procura por imóveis.

Em julho, o índice FipeZap Ampliado registrou queda de 0,15% em relação a junho, correspondendo ao quinto mês consecutivo de redução nominal dos preços no ano. O valor médio de venda dos imóveis residenciais nas 20 cidades monitoradas foi de R$ 7.654 por metro quadrado em julho, com a capital carioca mantendo a liderança do metro quadrado mais caro do País (R$ 10.028).” O Rio de Janeiro chama a atenção: foi onde os preços mais subiram no boom de uns anos atrás e é onde eles vêm caindo de modo mais forte no período recente”, nota Bruno Oliva.

(Estadão - Notícias -  Seu Imóvel - 03/08/2017)

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O Tempo: Classe média fica mais longe do sonho da casa própria

Adquirir um imóvel pode não ser a melhor opção, segundo o presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), Silvio Saldanha. O motivo é o baixo preço do aluguel, fruto da alta oferta de imóveis. “É melhor aplicar o dinheiro”

A economia desaquecida – que vem reduzindo a renda do brasileiro – e a suspensão da linha pró-cotista, da Caixa – modalidade mais barata de financiamento imobiliário, que só perde para o Minha Casa, Minha Vida, estão dificultando o sonho da casa própria para a classe média. Diante dos juros altos e do receio do que pode acontecer no mercado de trabalho durante os anos de financiamento, a analista de marketing Mariana Cristina Lopes fez as contas com seu noivo e optou por alugar um imóvel.

“Fizemos as contas. O apartamento que gostamos teria uma prestação de R$ 3.000. Vamos alugar um por R$ 1.200”, afirma. Porém, ela não descarta comprar um imóvel, o que deverá acontecer num prazo de dez anos. “Enquanto isso, vamos fazer uma aplicação para, futuramente, pagar à vista ou dar uma boa entrada. E financiar um valor menor e em menos tempo. Não queria começar uma nova vida com uma dívida”, explica.

Já Renata de Sousa queria mesmo comprar um apartamento, só que as exigências e o desemprego adiaram o sonho. “Conheço várias pessoas que conseguiram financiar um imóvel há alguns anos. Agora, está mais difícil, as exigências aumentaram”, reclama. Após dois anos pesquisando um apartamento de dois quartos, que compraria com a irmã, Renata resolveu parar e só voltar em 2018. Até lá, continuará morando com a mãe.

Linha Pró-cotista
E é justamente no próximo ano que a linha pró-cotista deve ser reaberta. Nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, a modalidade financia imóveis de até R$ 950 mil, e em outros até R$ 800 mil. No primeiro semestre de 2017 todos os recursos disponíveis da linha (R$ 6,1 bilhões) foram liberados pela Caixa. Em 2016, o valor chegou a R$ 5,5 bilhões. O banco interrompeu os desembolsos em maio deste ano. E os financiamentos só voltaram depois que o Ministério das Cidades remanejou R$ 2,5 bilhões da faixa destinada às famílias de renda mais alta no Minha Casa, Minha Vida. Só que o dinheiro foi insuficiente e a Caixa voltou a suspender a linha no último mês.

Com a linha suspensa, a alternativa, segundo o presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), Silvio Saldanha, é recorrer ao Sistema Financeiro da Habitação (SBPE). As exigências para aderir ao programa são as mesmas, só que a taxa de juros é bem mais alta. Na pró-cotista, varia entre 7,85% e 8,85% ao ano, enquanto que no SBPE, ela parte de 10,25% ao ano e pode atingir 12,25% anuais.

O diretor do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Bruno Xavier Barcelos Costa, observa que a Caixa financia 80% do imóvel. Para ele, com a interrupção da linha pró-cotista, muitas famílias podem não ter recursos para optar pela SBPE. “Afinal, a renda terá que ser maior. Isso reduz o público e dificulta as vendas do setor, pois as parcelas ficaram mais altas”, diz.

Ele explica que para conseguir um empréstimo de R$ 200 mil é preciso uma renda de R$ 6.500 pelo pró-cotista. Já pelo SBPE, o valor passa para R$ 7.500. Considerando-se juros de 8,61% ao ano do pró-cotista, o valor da parcela mensal chega a R$ 1.911. No outro caso, com juros de 10,49%, o valor passa para R$ 2.224. A diferença é de R$ 313, que em 35 anos aumenta em R$ 131.460 o valor do empréstimo. Costa também ressalta que existe a limitação de que a parcela do empréstimo ultrapasse 30% da renda.

Melhor aplicar o dinheiro
Compra X aluguel: Adquirir um imóvel pode não ser a melhor opção, segundo o presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), Silvio Saldanha. O motivo é o baixo preço do aluguel, fruto da alta oferta de imóveis. “É melhor aplicar o dinheiro”.

Rendimento: Ele ressalta que o aluguel varia de 0,2% a 0,3% do valor do imóvel, menos que o rendimento da poupança, por exemplo, um dos mais modestos do mercado.

(Portal O Tempo - Capa - Economia - 24/07/2017)

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