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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Portal G1: Devolução de imóveis alugados bate recorde em São Paulo

Em junho, o número de imóveis alugados devolvidos na cidade foi 26% maior que o de casas e apartamentos alugados no mesmo mês. [...] “Dá para fazer contraproposta, pechinchar, porque senão o proprietário vai ficar com o imóvel vazio”

O número de pessoas que estão se desfazendo de contratos em São Paulo bateu recorde em junho. Muita gente está aproveitando para negociar descontos ou se mudar para imóveis mais baratos porque a oferta é grande.

A explicação é a crise financeira que atinge o país. O aluguel caro está sendo deixado para trás. Tem até gente aproveitando para dividir a conta da moradia.

Em casa, cada um tem o seu cantinho favorito. Para alguns é a cozinha, tem gente que gosta mais do quarto, alguns preferem o banheiro ou ainda relaxar na sala. Só que para quem mora de aluguel em São Paulo está cada vez mais difícil manter esse conforto. Tanto é que tem mais pessoas devolvendo as chaves do apartamento do que alugando um imóvel.

É o que mostra o levantamento do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo. Em junho, o número de imóveis alugados devolvidos na cidade foi 26% maior que o de casas e apartamentos alugados no mesmo mês.

“Vence o contrato, os 30 meses, que é quando o proprietário pode pleitear um reajuste do aluguel, ele está pleiteando um reajuste e o locatário, então, não está conseguindo. Então, ele está entregando o imóvel”, diz o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto.

Aluguel dividido
Dividir o aluguel é uma opção para quem está com a grana apertada. Faz dois meses que Maria e Márcio trocaram dois aluguéis por um só. Ela pagava R$ 1 mil, ele, R$ 1,3 mil. Ficou mais barato juntar as escovas de dentes. “Dá para fazer supermercado, dá para ir a uma feira, às vezes, dá para arrumar o cabelo também”, diz ela.

E eles ainda conseguiram diminuir o valor do contrato. 

Maria e Márcio fizeram bem em pechinchar. Com tantas pessoas desistindo de alugar, agora é um bom momento para conseguir desconto. “Dá para fazer contraproposta, pechinchar, porque senão o proprietário vai ficar com o imóvel vazio”, afirma José Augusto Viana Neto.

Para o Márcio e a Maria, a vantagem não foi só no bolso. “Acredito que sim, tem sempre, sabe como é que é, né, sempre tem um lado aí romântico, né?”, brinca Márcio.

O número de devoluções de aluguéis em São Paulo este ano só foi menor que o de novas locações nos meses de fevereiro e março.

(Portal G1 - Bom Dia Brasil - Notícia - 15/08/2016)

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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Infomoney: Mercado imobiliário deve ter seu pior ano da década em 2016

Contribuição do leitor Eduardo Mazzini

“O Brasil está passando por uma intensa ‘ressaca’ macroeconômica”, afirmou o CEO da Engebanc, Marcelo Costa à Bloomberg. “Em nossa opinião, ainda estamos no fundo do mercado e podemos levar mais um tempo para sairmos dele”

Em um período marcado pela recessão da economia brasileira, diversos setores estão sendo obrigados a cortarem gastos, reduzirem suas equipes e ainda, estão vendo uma redução na renda mensal. É o caso do mercado de imóveis comerciais em São Paulo que, segundo a assessoria imobiliária Engebanc, está no caminho para o seu pior ano em uma década.

De acordo com a Bloomberg, a cidade de São Paulo, que é a terceira maior economia contribuinte para o PIB (Produto Interno Bruto) do país, atrás apenas do Estado de São Paulo e do Estado do Rio de Janeiro, apresenta 22% de seus 4,9 milhões de metros quadrados desocupados. Os números não param por aí. No primeiro semestre deste ano a taxa de vacância cresceu ainda mais, registrando 6 mil metros quadrados vagos. “O Brasil está passando por uma intensa ‘ressaca’ macroeconômica”, afirmou o CEO da Engebanc, Marcelo Costa à Bloomberg. “Em nossa opinião, ainda estamos no fundo do mercado e podemos levar mais um tempo para sairmos dele”, completa.

O aumento da taxa de vacância tem afetado os proprietários de imóveis em geral, principalmente as chamadas propriedades Classe B, propriedades familiares que não oferecem regalias requeridas por inquilinos. Costa afirma que o cenário também está afetando o aluguel de propriedades Classe A, diminuindo os valores e levando empresas a se mudarem de prédios mais antigos por carecerem de administração profissional. Essa luta pela qualidade, porém, pode acabar uma vez que os edifícios Classe B começarem a cortar custos para garantirem o mínimo de renda mensal.

Apesar de prever um desempenho fraco do mercado pelo resto do ano, Costa permanece otimista: “Nós vemos o Brasil saindo do ringue, onde estava apanhando, e ficando mais animado, com um novo desejo de fazer as coisas acontecerem”. E conclui: “O espírito está mudando, mas isso não significa que o PIB vá recuperar seu crescimento na segunda metade do ano”.

(Infomoney - Onde Investir - Fundos de Investimento - Notícia - 18/08/2016)

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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Construtora de ilusões: Pessoas que investiram e ficaram sem os imóveis

Se deparou com prédios abandonados, mato alto na frente, estrutura interna danificada. Assim como a maioria dos compradores da construtora, Greice estava à beira da depressão. [...] Nas mãos, um contrato de setembro de 2010 e que hoje, quase seis anos depois, ainda não foi cumprido

As economias e a casa que ganhou da mãe se tornaram o vazio da perda para Greice dos Santos, 33 anos. Vendedora em Criciúma, viu como oportunidade comprar um apartamento da Criciúma Construções no condomínio Jardim das Camélias, no bairro Ana Maria. Usou as economias que havia guardado para investir e depois alugar o apartamento. Como precisava pagar a prestação, deixou o aluguel e foi morar com a mãe em Balneário Rincão. Nesse tempo, recebeu a proposta para adquirir um imóvel no Ecovillage, condomínio residencial que teria 39 torres e uma estrutura interna para atender os moradores. Com o valor de uma casa que ganhou da mãe, Greice comprou outro apartamento da Criciúma Construções.

Na última segunda-feira, pela primeira vez, a vendedora foi até um deles. Pisou no Jardim das Camélias, mas não encontrou o que comprou. Se deparou com prédios abandonados, mato alto na frente, estrutura interna danificada. Assim como a maioria dos compradores da construtora, Greice estava à beira da depressão. Agora consegue ter discernimento que o erro não foi cometido por ela, mas nem sempre pensou assim:

– Na época que estourou, me senti culpada por ter feito um mau negócio. Continuo morando em um lugar um pouco pior, não tenho mais minhas economias. Hoje eu sobrevivo. Infelizmente, é assim que me vejo, sobrevivendo.

Sonhos destruídos
A situação do Jardim das Camélias é mais fácil de ser resolvida. Os moradores se mobilizaram para contratar uma nova construtora, que fará a obra. No Ecovillage, porém, o problema é maior. Não há qualquer perspectiva, ainda mais que uma nascente foi encontrada dentro do terreno:

– Meu maior sonho é ver pelo menos esse aqui (Jardim das Camélias) pronto. E quanto ao Ecovillage, espero no mínimo ter algo de volta (financeiramente).

Da janela da sala, o crescimento imobiliário de Criciúma já cobriu a vista que a aposentada tinha do pátio de obras. Por pelo menos cinco anos, Samira Thomé, 73 anos, morou junto com a família da filha, enquanto aguardava a entrega de dois apartamentos no Condomínio Supreme. Hoje, uma das torres está no oitavo andar, e a outra inicia. O esqueleto destoa da vizinhança, repleta de prédios novos.

Por sugestão de um corretor, ela trocou a casa de 240 metros quadrados e dois terrenos pelos apartamentos no condomínio, com a intenção de ficar mais perto dos filhos. O Supreme deveria ter sido entregue no final de 2013:

– A pessoa que comprou a minha casa não está pagando IPTU, a casa está no meu nome ainda, mas não posso voltar. Estou com o nome sujo na prefeitura. Penso que com 70 e poucos anos, não tenho mais que estar pensando no que fazer, deixei na mão de Deus.

O imóvel é um dos 48 que ainda não estão incorporados, ou seja, se a empresa for à falência, os terrenos podem ser usados para pagar os credores:

– Era para eu estar feliz porque meu marido nos deixou muito bem. O que eu tinha em Criciúma era fruto da luta de vida dele, que batalhou por aquela casa. Eu até peço perdão a ele pelo negócio sujo que eu fiz.

Na sala com poucos móveis, a pensionista de 55 anos tenta deixar as peças alugadas com cara de lar. O pagamento mensal é dividido com a filha mais velha, que é casada, e o espaço é compartilhado com a mais nova, de 13 anos. Nas mãos, um contrato de setembro de 2010 e que hoje, quase seis anos depois, ainda não foi cumprido. Para Neusa Maria da Silva Gonçalves, o sonho de trocar a casa em Torres (RS), por dois apartamentos em um condomínio em Criciúma se tornou um pesadelo.

O único bem que ela tinha herdado do marido, para deixar para os filhos, foi entregue para quitar as duas unidades do Ecovillage. Com a lentidão no início da obra, Neusa começou a procurar respostas.

– Eles iam dando desculpas, dizendo que o imóvel era muito grande e que tudo tinha que estar dentro da lei. Depois, falaram de uma nascente. Chegaram a levantar um bloco com dois andares apenas, e depois estourou tudo – relembra.

Nos primeiros meses, a Criciúma Construções contribuía com R$ 300 em aluguel, já que as duas unidades foram pagas à vista. A partir de maio de 2014, o repasse parou e os problemas se agravaram. Estourados os prazos para entrega das unidades, uma prevista para dezembro de 2014 e outra para junho de 2015, a luta agora é para incorporar o terreno. A associação dos credores do Ecovillage critica a demora na atuação do gestor judicial, que deveria atuar como um facilitador.

– Nossa intenção é resguardar a área, que não seja prejudicado caso venha entrar em falência. Eu perdi tudo. Na verdade eu entreguei o patrimônio que era parte dos meus filhos também, então eu me condeno muito disso, eu sofro bastante – lamenta.

(Diário Catarinense - Notícias - 17/08/2016)

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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Exame: Aluguel sofre queda real de 12,84% em um ano

Essa queda no valor de locação ficou muito abaixo do aumento generalizado dos preços, a inflação medida pelo IPCA, de 8,74% no mesmo período. Ou seja, a queda real do aluguel foi, em média, de 12,84% em um ano

O preço médio do aluguel de imóveis continua em queda no Brasil, o que significa que o poder de barganha segue nas mãos dos inquilinos. Em um ano, até julho, o custo de locação caiu 5,23%, segundo o Índice Fipezap de Locação, que acompanha a variação do aluguel em 11 cidades brasileiras.

Essa queda no valor de locação ficou muito abaixo do aumento generalizado dos preços, a inflação medida pelo IPCA, de 8,74% no mesmo período. Ou seja, a queda real do aluguel foi, em média, de 12,84% em um ano. Para chegar nesse resultado, a oscilação dos preços foi dividida pela variação da inflação.

Em todas as cidades pesquisadas a variação dos valores foi menor que a inflação nos últimos 12 meses. Desde o início do ano, o preço também caiu 2,44%, e entre junho e julho, se manteve praticamente estável.

Baixa rentabilidade
A rentabilidade média anual que os proprietários de imóveis terão com os aluguéis a receber nos próximos 12 meses será de 4,4%. Esse retorno é calculado pelo Índice FipeZap de Locação por meio da divisão do valor do metro quadrado de locação mensal pelo valor de venda, multiplicado por 12.

(Exame.com - Seu Dinheiro - Notícias - 16/08/2016)

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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Folha: Distratos e queda nas vendas detonam lucro das construtoras

Na Eztec, enquanto o valor das vendas caiu 78%, o dos distratos cresceu 123% entre o segundo trimestre de 2015 e o de 2016. Sem compradores, a incorporadora acabou alugando unidades de empreendimentos comerciais para outras empresas

As construtoras brasileiras continuam sentindo os efeitos da crise. Além das vendas de imóveis continuarem em queda, as compras na planta estão sendo canceladas (o chamado distrato).

Nenhuma das dez empresas do setor listadas na Bolsa viu seu lucro crescer no segundo trimestre do ano. Metade registrou prejuízo.

Pressionados pela crise, os bancos elevaram os juros e ficaram mais rigorosos para conceder financiamento, etapa que acontece em média três anos após a compra do imóvel na planta, diz Luiz Fernando Moura, diretor da Abrainc, associação que reúne incorporadoras.

Assim, os distratos que ocorrem agora resultam, em grande medida, de unidades vendidas em 2013, antes da economia entrar em recessão.

De lá pra cá, esses clientes foram pegos de surpresa pelo aumento do desemprego e queda na renda. Sem dinheiro e sem conseguir ter o crédito aprovado no banco, eles desistem da compra.

Outro perfil de cliente que tem impulsionado os distratos são os investidores, que não têm interesse em ficar com um imóvel que compraram na planta para lucrar com a revenda da unidade pronta.

Despencando
Na Eztec, enquanto o valor das vendas caiu 78%, o dos distratos cresceu 123% entre o segundo trimestre de 2015 e o de 2016. Sem compradores, a incorporadora acabou alugando unidades de empreendimentos comerciais para outras empresas.

Na Cyrela, os distratos estão em torno de 33% do valor geral das vendas, diz Eric Alencar, diretor financeiro da empresa. "Quando o mercado está normalizado, o nível é menos da metade disso", afirma o executivo.

Contatada, a empresa não informou a variação em relação ao ano passado.

A desistência ocorre sobretudo nos empreendimentos direcionados para a classe média, mais dependente de crédito do que a alta renda e sem acesso aos subsídios das habitações populares, afirma Moura, da Abrainc.

(Folha de São Paulo - Mercado - 16/08/2016)

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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Portal R7: Desconto anunciado na compra de imóvel atinge patamar recorde

Para 51% dos entrevistados que pretendem comprar um imóvel nos próximos três meses, os valores tendem a diminuir

Os brasileiros nunca conseguiram tantos descontos nos últimos anos na hora de comprar imóveis quanto agora. Segundo o relatório Raio-X Fipe-Zap, o patamar médio de descontos no segundo trimestre ficou em 9,4%: o maior da série histórica, iniciada em 2013. Lembrando que a pesquisa leva em conta somente os descontos praticados nos anúncios, não os negociados, que são sempre maiores.* 

Entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano caiu de 73% para 70% o percentual de compradores em potencial que classificavam como "altos ou muito altos" os preços dos imóveis. Para 51% dos entrevistados que pretendem comprar um imóvel nos próximos três meses, os valores tendem a diminuir. Já 33% apostam em uma estabilidade e 16% dizem acreditar em um possível aumento.

O levantamento ainda mostrou que a maioria dos compradores (60%) adquiriu um imóvel usado. Entre quem planeja fechar negócio nos próximos meses, 53% se disseram indiferentes entre novo ou usado.

Vale destacar que a última variação mensal acima de 1% nos preços dos imóveis em São Paulo foi em dezembro de 2013, segundo o índice Fipe-Zap. Desde então, a inflação tem sido mais alta, o que gera uma queda real no valor.

A pesquisa ouviu 6.714 pessoas, entre os dias 6 e 27 de julho. A maior parte dos participantes é do sexo masculino, tem mais de 50 anos e renda mensal entre R$ 5.001 e R$ 10 mil.

*Nota do blog
(Portal R7 - Economia - 09/08/2016)

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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Portal G1: Excesso de otimismo explica avanço dos distratos imobiliários

Quem financiou um imóvel em tempos de bonança, e agora não tem mais condições de quitá-lo, fica sem alternativas, senão buscar o cancelamento do contrato

O aumento no número de distratos imobiliários revela a extensão do excesso de otimismo dos brasileiros com relação a sua renda nos últimos anos. De acordo com os dados mais recentes da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o total de unidades que sofreram distrato em meio de 2016 subiu na comparação com o mesmo mês de 2015 para 3.667.

O distrato ocorre quando o comprador do imóvel não consegue continuar a pagar as parcelas do financiamento e precisa cancelar o contrato de venda. O imóvel volta então para a imobiliária, o que aumenta o seu estoque. Com a elevação da oferta, os preços dos imóveis caem, aprofundando a crise no setor imobiliário.

No geral, os distratos são provocados pela falta de planejamento com a renda futura ou a perda do emprego. Outro fator que também impacta é a inflação alta, que corrói o poder de compra dos brasileiros. Com o avanço dos preços, o orçamento doméstico fica cada vez mais apertado, sobrando menos espaço para pagar a prestação.

A economia comportamental explica o problema com o excesso de otimismo: o ser humano tem um viés de perceber os riscos como menores e as probabilidades de os resultados serem positivos como maiores. Ou seja: tendemos a superestimar as chances de algo dar certo. Ao subestimar os riscos para as nossas finanças, acabamos assumindo compromissos com a nossa renda que podemos não conseguir cumprir no futuro.

Junte o excesso de otimismo com o avanço da inflação e do desemprego e começam a ficar claros os problemas com o nosso planejamento financeiro para o futuro.

Quem financiou um imóvel em tempos de bonança, e agora não tem mais condições de quitá-lo, fica sem alternativas, senão buscar o cancelamento do contrato. Mesmo quem está inadimplente pode pedir o distrato e a construtora que recebe o imóvel deve devolver pelo menos 75% do que foi pago. Caso a empresa retenha mais de 25% do valor pago, ou o consumidor encontre dificuldades, é possível recorrer à Justiça, através da ajuda de entidades de defesa como a PROTESTE ou a Associação dos Mutuários. Se a culpa dor da construtora, o valor devolvido deve ser de 100% com atualização monetária.

E antes de assinar o contrato de um novo financiamento, busque simular as condições para conseguir visualizar o impacto da sua nova dívida no futuro com um pouco mais de planejamento.

(Portal G1 - Economia - Blog - Samy Dana -08/08/2016)

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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Extra: Condomínio é o vilão no mercado imobiliário

A folha de pagamento de funcionários representa de 60% a 70% do valor do condomínio, e é a principal responsável pelo aumento dos gastos do prédio

A folha de pagamento de funcionários representa de 60% a 70% do valor do condomínio, e é a principal responsável pelo aumento dos gastos do prédio
Com mercado imobiliário desaquecido, o proprietário que oferece um imóvel para aluguel deve recalcular o valor de locação de acordo com a taxa do condomínio. Para especialistas, a cobrança excessiva dificulta ainda mais o negócio. Mesmo quando o prédio fica velho, e o valor de mercado do bem cai, o condomínio pode subir. A Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi) afirma que, em alguns prédios, podem ser encontradas falhas no rateio da taxa condominial, e alguns moradores estão pagando mais do que a cota devida.

- A contribuição correta para o rateio das despesas é pela fração ideal do terreno, que é o valor de referência para cada apartamento. Mas a norma, às vezes, é alterada por convenção coletiva, e o condômino deve estar atento à cobrança - afirmou Marcelo Borges, diretor jurídico da Abadi.

A folha de pagamento de funcionários representa de 60% a 70% do valor do condomínio, e é a principal responsável pelo aumento dos gastos do prédio. Mas outro vilão do orçamento é o consumo de água, em geral, porque os edifícios antigos não têm hidrômetros individuais.

- Para quem vai comprar um imóvel, a atenção deve ser redobrada. Sugiro que o interessado observe a taxa de inadimplência e o balancete do condomínio, para verificar, por exemplo, se há um histórico problemas hidráulicos e gastos com obras - alertou Valnei Ribeiro, gerente de condomínios da administradora Apsa.

Um ponto positivo, que pode ajudar nas receitas do prédio, é o aluguel de antenas ou de lojas comerciais. Segundo um levantamento do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio), os custos com condomínio representam, em média, 20% das despesas totais com habitação no Méier. Na Barra da Tijuca e em Jacarepaguá, o gasto fica em torno de 19% do total. Em Ipanema e no Leblon, 12% e 13%.

(Jornal Extra - Notícias - Economia - 04/08/2016)

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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Valor: Projetos imobiliários impulsionados pelos Jogos frustram investidores

Sete anos depois, essa estratégia está se desintegrando em meio a escândalos de corrupção e turbulências políticas e econômicas que derrubaram a demanda por todo tipo de imóvel no Rio de Janeiro. [...] "Temos uma perspectiva negativa para o mercado imobiliário do Brasil", diz Cristiane Spercel, analista da Moody's Investors Services

A economia brasileira estava a todo vapor em 2009, quando o país ganhou o direito de sediar a Olimpíada de 2016. Esse impulso ajudou os organizadores do evento a vender uma nova ideia: usar as oportunidades de projetos imobiliários para financiar, com capital privado, grande parte dos mais de US$ 12 bilhões que o país gastaria na preparação dos Jogos.

Sete anos depois, essa estratégia está se desintegrando em meio a escândalos de corrupção e turbulências políticas e econômicas que derrubaram a demanda por todo tipo de imóvel no Rio de Janeiro.

Às vésperas da abertura dos Jogos, na sexta­-feira, analistas afirmaram que vai levar muito mais tempo que o previsto para os empreendimentos do setor privado decolarem, o que cria mais riscos para um projeto já às voltas com muitos problemas.

"Temos uma perspectiva negativa para o mercado imobiliário do Brasil", diz Cristiane Spercel, analista da Moody's Investors Services. "E provavelmente vai levar pelo menos mais dois anos para haver sinais de uma perspectiva positiva."

A ideia era que empresas privadas arcariam com grande parte dos custos iniciais da infraestrutura, estádios e outros projetos necessários ­ ganhando, em troca, dezenas de hectares de área nobre para empreendimentos residenciais e comerciais, que seriam muito valorizados pelas obras ligadas à Olimpíada.

Mas algumas empresas envolvidas nos projetos olímpicos acabaram enredadas nos escândalos de corrupção deflagrados pelas investigações da Lava­Jato.

Situação 'anêmica' e queda dos preços
Até agora, as vendas estão abaixo do esperado, num reflexo da situação anêmica do setor de imóveis residenciais, dizem analistas. Os preços dos 3.600 apartamentos variam entre R$ 750 mil e R$ 3 milhões. "Não são baratos para brasileiros no meio de uma recessão", diz Randall Loker, diretor­gerente da corretora Paldin Realty Firm LLC, acrescentando que está difícil vender os que custam mais de R$ 1 milhão.

Antes da Olimpíada, as incorporadoras colocaram 600 dos 2.600 apartamentos no mercado. Cerca de 40% dessas 600 unidades foram vendidas, segundo comunicado da Ilha Pura. "Como planejado desde a concepção da Ilha Pura, a expectativa é que todas as unidades sejam vendidas no período de até oito anos após os Jogos", afirmou a empresa.

Pode ser necessário baixar os preços para atingir essa meta. Segundo a Moody's, houve uma queda de 9% nos preços cobrados nos últimos 12 meses, enquanto os preços de venda na conclusão da transação caíram até 20% em relação a um ano atrás.

Autoridades envolvidas nas obras da Olimpíada reconhecem que as vendas estão fracas e que é pouco provável que haja novos projetos tão cedo. Mas preveem que os projetos terão sucesso no longo prazo. "Os apartamentos são bem localizados e têm uma infraestrutura muito boa", diz Marcelo Pedroso, presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), que coordena a atuação dos órgãos públicos nos Jogos.

Os organizadores há muito sonhavam que a Olimpíada seria um evento transformador para uma cidade tão famosa por suas belezas naturais. As autoridades municipais do Rio mencionam com frequência os Jogos de Barcelona, em 1992, como a centelha de um grande crescimento no turismo e outras melhorias econômicas na cidade espanhola.

As ambições do Rio vão além da Barra da Tijuca, a região onde o Parque Olímpico está localizado. Um investimento enorme foi feito em projetos de transporte público na cidade toda e na revitalização da área portuária, com o projeto Porto Maravilha.

Outros tempos
Mas muitos desses outros projetos também tinham um grande componente privado e, portanto, era vital que o mercado imobiliário continuasse aquecido. "Nos tempos do boom, nós teríamos vendido de 50% a 100% no primeiro mês após o lançamento", diz Loker, da corretora Paldin. "Já não é mais assim."

Devido à piora do cenário, as incorporadoras não levaram adiante muitos dos projetos residenciais e comerciais previstos. Um exemplo é a Tishman Speyer, uma grande incorporadora global, que está esperando a economia melhorar para construir em dois terrenos que possui na região do Porto Maravilha.

A área "será o futuro da cidade", diz Rob Speyer, diretor­presidente da Tishman. "Vamos monitorar o mercado e tomar decisões quando houver uma recuperação."

Os organizadores envolvidos na Olimpíada do Rio apontam o bairro londrino de Stratford, que sediou os Jogos de 2012, como outra história de sucesso. Esse desfecho não estava garantido quando o bairro começou a ser desenvolvido, durante os dias sombrios da crise financeira de 2008, dizem eles.

Ao mesmo tempo, o enorme investimento que o setor privado já fez nos projetos da Olimpíada aumentam as chances de que haja mais projetos no futuro, dizem alguns organizadores.

"Se isso fosse inteiramente um projeto do setor público, não creio que teria sido desenvolvido nos próximos 20 anos", diz Bill Hanway, líder global de esportes da Aecom, empresa internacional de construção e projetos que elaborou o plano mestre para o Parque Olímpico. "É melhor ter uma parceria público­privada, onde o setor privado tem que tentar recuperar seu dinheiro."

(Valor Online - Impresso - The Wall Street Journal - 03/08/2016)

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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Veja: Vendas de imóveis novos em SP têm pior resultado desde 2004

”Projetamos mais um ano de retração na cidade de São Paulo, com redução de 20% a 25% nos lançamentos e em torno de 15 por cento nas vendas”

O mercado imobiliário paulistano registrou o pior semestre de vendas residenciais desde 2004, com queda de 25,5% sobre a primeira metade do ano passado. O resultado decorre da comercialização de 7.194 habitações novas, segundo informa o Secovi-SP nesta segunda. O resultado de junho também está 19% abaixo do mesmo mês de 2015, com 2.097 unidades, mas representa uma recuperação de 98% em relação a maio. Para o fim deste ano, o sindicato projeta queda sobre o ano anterior.

Tanto em vendas quanto em lançamentos, junho foi o melhor mês do ano, fato atribuído pelo Secovi-SP ao lançamento de empreendimentos maiores, que também se concentraram em regiões economicamente mais acessíveis. “O desempenho de junho ainda não caracteriza uma reação do mercado imobiliário”, afirmou o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

Para o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary, a perda de subsídios que deram fôlego ao setor nos últimos anos e as restrições de financiamentos dos bancos a incorporadoras e a consumidores devem fazer a recuperação no segmento ser lenta.”Projetamos mais um ano de retração na cidade de São Paulo, com redução de 20% a 25% nos lançamentos e em torno de 15 por cento nas vendas”, afirmou Amary, em nota.

(Veja.com - Economia - 09/08/2016)

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terça-feira, 9 de agosto de 2016

O Globo: Imóveis no Rio apresentam maior queda de preço neste ano

“Tendo em vista que a inflação esperada para o período (dos últimos 12 meses) é de 8,62%, o preço médio anunciado do m² apresentou queda real de 8,01%”

A cidade do Rio de Janeiro foi a que registrou a maior retração de preço nos imóveis desde o início deste ano. Segundo dados do índice FIPE/ZAP, que monitora o mercado de 20 municípios, de janeiro a julho as residências cariocas ficaram mais baratas na comparação com o período anterior. Levando em conta o índice acumulado nos últimos 12 meses, a retração de valor no Rio é de 3,60%.

“Tendo em vista que a inflação esperada para o período (dos últimos 12 meses) é de 8,62%, o preço médio anunciado do m² apresentou queda real de 8,01%”, explica comunicado distribuído junto com os dados do índice.

Apesar do recuo nos valores do Rio, o metro quadrado mais caro do país continua sendo o carioca, contra o paulista, o segundo mais caro do ranking.

(O Globo - Economia - 03/08/2016)

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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Artigo: Queda de preço dos imóveis no brasil é destaque internacional

[...] as dificuldades enfrentadas por proprietários de imóveis estão chegando a um ponto em que eles estão sendo forçados a vender propriedades com grandes descontos

Os investidores internacionais que fizeram grandes apostas no mercado imobiliário brasileiro não têm nenhuma ilusão de que os Jogos Olímpicos ajudem a encurtar a dura maratona econômica que exaure o país.

Mas alguns dizem que um aspecto positivo começa a surgir em meio à recessão prolongada, escândalos de corrupção, fraqueza do real e crise política: as dificuldades enfrentadas por proprietários de imóveis estão chegando a um ponto em que eles estão sendo forçados a vender propriedades com grandes descontos.

O sinal mais recente dessa tendência é o interesse do gigante americano de private equity Blackstone Group LP em comprar uma participação de 50% em cinco shoppings da firma imobiliária JHSF Participações. As ações da JHSF têm sido negociadas abaixo de R$ 1, em comparação com mais de R$ 4 em 2012, e a empresa tem sido pressionada para reduzir sua dívida.

No ano passado, a firma americana de private equity GTIS Partners fechou o capital da Brazil Hospitality Group, uma das maiores proprietárias de hotéis do país, em uma oferta avaliada em US$ 400 milhões. A GTIS aproveitou o baixo preço das ações da empresa e a forte pressão feita por um acionista ativista, diz Tom Shapiro, um dos fundadores da GTIS.

Agora, a GTIS está procurando fazer negócios com construtoras de imóveis residenciais que estão sem dinheiro para terminar projetos porque as vendas despencaram. “Leva tempo para que eles percebam que têm problemas, como todos sabemos”, diz Shapiro. “Então, demorou para que os preços dos ativos fossem redefinidos.”

Executivos esperam que demanda continue fraca
Outros grandes investidores internacionais que estão ativos no momento no Brasil incluem a canadense Brookfield Property Partners LP, a Gazit Global, que tem sede em Tel Aviv, e as americanas Tishman Speyer Properties e a Equity International, do megainvestidor Sam Zell. Os executivos dessas empresas dizem esperar que a demanda por edifícios de escritórios, condomínios, lojas e outras propriedades se mantenha fraca, o que torna mais difícil para os investidores estrangeiros no curto prazo produzir os retornos acima de 20% esperados do mundo de alto risco do mercado imobiliário de países emergentes.

Construir operações nesses países os coloca em posição de aproveitar as pechinchas que se materializam durante ciclos de fraqueza econômica, dizem os executivos.

Certamente, alguns investidores estrangeiros não estão satisfeitos com experiências prévias no Brasil. A Related Cos., por exemplo, enfrentou grandes atrasos jurídicos em um de seus dois projetos de imóveis residenciais por causa de divergências entre vários ramos do governo sobre regras e alvarás.

Usando a experiência acumulada em mercados estrangeiros, “primeiro fomos para a China e depois o Brasil”, diz Stephen Ross, presidente do conselho da Related em uma conferência de investimento em março. “Tenho que dizer, eles não deram certo.”

"Há mais risco de queda"
Executivos de empresas de investimento que optaram por não se expandir no Brasil, entretanto, dizem que não se arrependem de suas decisões. Eles apontam para o declínio do real, que foi de cerca US$ 0,60 para cerca de US$ 0,30, que tem sido devastador para quem comprou propriedades no auge econômico, usando fundos em dólar.

“Há mais risco de queda” em um país que enfrenta “uma recessão prolongada” e a instabilidade política, que é “a nova norma”, diz Ralph Rosenberg, diretor global de grupo imobiliário da firma de private equity KKR, em um e-mail. “Como um investidor global [que compra] em dólares, vemos melhor valor ajustado pelos riscos em outros mercados.”

A maioria dos investidores que estão ativos no Brasil diz que eles tomaram medidas para se proteger das crises. 

Além disso, os investidores dizem que há sinais de que a economia brasileira já atingiu o fundo do poço. Por exemplo, a moeda estrangeira se recuperou, e o real agora vale cerca de US$ 0,30, ante US$ 0,25 no ano passado.

O megainvestidor Zell, que procura por “oportunidades interessantes” no Brasil, diz que a situação política melhorou desde que a presidente Dilma Rousseff foi suspensa até que se realize o processo de impeachment.

“Acho que as coisas estão mais estáveis hoje, mas não acho que eu levaria essa estabilidade para o banco”, disse ele.

(The Wall Street Journal - Artigos - 03/08/2016)

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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Agência Brasil: Imóveis comerciais perdem valor no eixo Rio-SP

O coordenador da pesquisa, Paulo Picchetti, disse que a crise econômica vem provocando impactos em cadeia com menos clientes nas lojas, menor procura por locações para escritórios, e, principalmente, por queda de preços dos aluguéis em shoppings centers

O desaquecimento da economia já se reflete na desvalorização de imóveis comerciais principalmente por causa da queda de demanda nas lojas de shoppings centers no eixo Rio-São Paulo. É o que aponta a pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) em torno do Índice Geral do Mercado Imobiliário – Comercial (IGMI-C).

No segundo trimestre deste ano, o IGMI-C apresentou variação total 2,21%, que é a soma da taxa de retorno do capital (-0,01%) com a taxa de retorno da renda (2,22%). Embora o resultado absoluto tenha sido praticamente o mesmo do primeiro trimestre (2,2%), ele embute a primeira queda na taxa de retorno do capital (medida que demonstra o comportamento do mercado em relação à evolução patrimonial) desde o início da pesquisa, no ano 2000.

O levantamento por amostragem inclui a coleta de informações sobre 529 imóveis comerciais do país como hotéis, galpões industriais, escritórios, lojas em shoppings centers. Comparado ao mesmo período do ano passado, a taxa de retorno do capital ficou em 0,62% e da renda 8,76%, inferiores ao apurado no primeiro trimestre com 1,3% em relação ao capital e de 8,8% sobre a renda.

O coordenador da pesquisa, Paulo Picchetti, disse que a crise econômica vem provocando impactos em cadeia com menos clientes nas lojas, menor procura por locações para escritórios, e, principalmente, por queda de preços dos aluguéis em shoppings centers. Esta é uma situação que se verifica em especial no eixo Rio- São Paulo.

Para o economista, a reversão desse quadro depende da retomada do crescimento econômico do país, uma situação “ainda incerta e que vai demorar”. Picchetti destacou que para uma previsão mais efetiva da volta das atividades é necessário saber os rumos da condução política.

(Agência Brasil - Economia - Notícia - 03/08/2016)

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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Portal G1: Nem Olimpíada salva ano do setor de construção no Rio

“Agora que as obras estão acabando, e muitas já acabaram, esse rescaldo está vindo. A gente tinha até dois, três anos atrás, cerca de 200 mil trabalhadores na base. Hoje, no município do Rio, a gente está com 40% menos. E deve chegar a 50% [...]"

O final das obras para a Olimpíada pode piorar a situação de uma categoria que já enfrenta um momento complicado no Rio de Janeiro: a dos trabalhadores da construção civil. De janeiro a junho, a capital fluminense perdeu mais de 17 mil postos formais de trabalho no setor – o maior corte entre as cidades do país. Somando os postos perdidos em 2015, são quase 30 mil vagas formais a menos em 18 meses. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

O cenário de hoje "é muito preocupante", diz o porta-voz do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Município do Rio de Janeiro (Sintraconst-rio), Guilherme Póvoas. De acordo com ele, a cidade só não sofreu um baque ainda maior em função das obras da Olimpíada.

“Agora que as obras estão acabando, e muitas já acabaram, esse rescaldo está vindo. A gente tinha até dois, três anos atrás, cerca de 200 mil trabalhadores na base. Hoje, no município do Rio, a gente está com 40% menos. E deve chegar a 50%. É possível que já seja 50% depois das Olimpíadas. Tem muita obra em reta final, de hotel, reforma, e as empresas vão passar em investir só quando sentirem confiança”, disse, em entrevista ao G1.

Salário menor
Para fugir do pesadelo do desemprego, o pintor de obra Jeferson Benete, de 35 anos, pai de um menino de seis, que está há dez anos no ramo, aceitou uma ocupação com salário 30% menor do que ele tinha antes de ficar sem trabalho. Ele procurava por uma oportunidade havia três meses.

“Tá bem crítico mesmo. A empresa pegou uma obra pequena de uma empresa que abriu em Edson Passos. A remuneração é bem mais baixa do que antes. Eu estava três meses batendo de porta em porta. Vou fazer um mês neste trabalho, mas quando essa obra terminar, vai [o futuro neste trabalho] depender da empresa continuar pegando obras, que tenha outras obras”, declarou.

Antes de ficar desempregado, o último trabalho de Jeferson foi de servente na Vila Militar. Ele trabalhou ainda como auxiliar de almoxarifado e servente, tudo para não ficar sem emprego. “O que tiver para trabalhar, eu trabalho”, disse.

Crise econômica
O sindicalista Póvoas explica que o cenário de intensa dispensa observado no setor da construção é resultado da união de dois componentes, “um esperado e outro que foi surpresa: o fim das obras olímpicas, o que já era esperado, e o outro é a crise econômica e política”.

“Essa crise que fez com que muitas construtoras, empresas do setor da construção civil, deixassem de investir. As empresas que tinham 10 obras para lançar, empreendimentos para iniciar, esse ano eles lançaram apenas dois. Tiraram pé e isso agravou ainda mais o cenário de desemprego”, garantiu.

De acordo com ele, é difícil saber o que é demissão por conta da crise e o que está relacionado à Olimpíada. "A redução de postos de trabalho foi gradual. Tanto que o Parque Olímpico chegou a ter mais de 10 mil operários, agora tinha uns 200 a 300. Eu não tenho como dizer o que é demissão das Olimpíadas e o que é por causa da crise”, afirmou.

“Para ter ideia, o serviço de homologação de contrato, demissões, a demanda quase que dobrou, aumentou 80%, de homologação de demissão. Isso porque as demissões dentro do sindicato são as dos trabalhadores que têm mais de um ano de trabalho. Quem tem menos de um ano, vai direto para o Ministério do Trabalho e Emprego, não passa por aqui”, completou.

(Portal G1 - Economia - Concursos e Emprego - Notícia - 02/08/2016)

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