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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Correio do Estado: Condomínios caros afetam venda e locação de imóveis

Aumentos exorbitantes nas taxas de condomínio infladas por gastos com espaços gourmet, piscinas, saunas e academias em alguns prédios de luxo na Capital também ajudaram a afugentar alguns compradores destes tipos de empreendimentos

Quase três anos de recessão econômica impactaram o mercado imobiliário como um todo e também mudaram o perfil de clientes e locatários de imóveis voltados para mercado de médio e alto padrão. Assim como no restante do País, este segmento viu, em Campo Grande, as vendas de novas unidades reduzirem ao máximo, em média 30% e projetos sendo engavetados à espera de dias melhores.

Aumentos exorbitantes nas taxas de condomínio infladas por gastos com espaços gourmet, piscinas, saunas e academias em alguns prédios de luxo na Capital também ajudaram a afugentar alguns compradores destes tipos de empreendimentos.

Locação
Na outra ponta, a de locação, o condomínio passou a ser um dos principais vilões, tanto de locadores e locatários. É o que explica o Gabriel Serafim da Silva, vice-presidente do Sindicato de Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul (Sindmóveis/MS).

De acordo com ele, o segmento imobiliário voltado para classe média, média alta e alta sempre foi específico, mas nem por isso deixou de sentir o impacto da crise. “Nós temos aqui vários produtos na prateleira. Uma das construtoras que comandam projetos desse nível está com dificuldades. Não se deixou de vender, mas as vendas estão ocorrendo em um volume muito pequeno. Em porcentual, a queda foi de 30% ou mais”, destacou.

(Correio do Estado - Economia - 13/11/2017)

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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Extra: Construtoras dão descontos de 50%, vale-compras, e até carro zero

Aceita carro como forma de pagamento (90% da tabela Fipe), FGTS e dá vale-compras de até R$ 15 mil para decorar o imóvel novo

As construtoras estão botando campanhas agressivas na rua para poder vender seus imóveis prontos e lançamentos. A construtora Calçada está com a promoção “Casa mais carro Calçada”, que tem, entre as facilidades, a utilização do FGTS, taxa de financiamento com o Bradesco de 9,2% a.a. e carro como parte do pagamento – com avaliação de até 90% da tabela Fipe.

Os clientes que comprarem um apartamento ganham um Renault Kwid zero-quilômetro. 

São cinco empreendimentos no Engenho de Dentro, Campinho, Penha, Grande Tijuca e Grande Méier, a partir de R$ 303 mil. Todos estão prontos para morar.

Já a Even realizou mais uma edição do Even Day, em que concedeu descontos de até 50% no valor final.

Os empreendimentos estão em bairros como Barra da Tijuca, Recreio, Jacarepaguá, Freguesia, Centro, Campo Grande, Cachambi, Botafogo e Tijuca. Também há lançamentos, como o Trend Up Norte, no Cachambi, com preços abaixo de R$ 300 mil.

Na campanha “Detona preços prontos” da Avanço, são seis empreendimentos nos bairros da Freguesia, Engenho de Dentro e Olaria, e as unidades têm preços a partir de R$ 299 mil. Aceita carro como forma de pagamento (90% da tabela Fipe), FGTS e dá vale-compras de até R$ 15 mil para decorar o imóvel novo. 

(Jornal Extra - Notícias - Economia - 12/11/2017)

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terça-feira, 14 de novembro de 2017

Diário de S. Paulo: Crise e violência derrubam preços dos imóveis até no Morumbi

"O Morumbi acaba sendo prejudicado duplamente", disse o diretor da Embraesp, Reinaldo Fincatti. "Pela crise econômica, que reduziu o mercado imobiliário como um todo, e pela violência, que impacta diretamente nos preços."

Esse bairro da elite paulistana, antes refúgio de famílias abastadas, tem virado um depositário de placas de aluga-se e vende-se à medida que seu histórico de violência avança no noticiário.

Em uma volta pela pequena Rua Leonor Quadros, onde um carro foi incêndio com um corpo dentro, na madrugada do último dia 2 de novembro, o DIÁRIO contabilizou cinco casas a venda em um único quarteirão.

Mesmo cenário pode ser verificado na Rua Ribeiro Lisboa, onde crime parecido havia acontecido um dia antes. Nesse, a ação de motoqueiros, que primeiro disparam contra o porta-malas de um carro e depois ateiam fogo, foi toda gravada por câmeras de segurança de uma casa.

De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio), os casos de violência do Morumbi se traduzem em queda expressiva do valor dos imóveis ali localizados.

Para se ter uma ideia, o preço médio do metro quadrado no bairro era de R$ 7,2 mil em 2015 e caiu para R$ 6,7 mil no ano passado.Os números deste ano ainda não estão fechados, mas espera-se redução ainda maior.

"O Morumbi acaba sendo prejudicado duplamente", disse o diretor da Embraesp, Reinaldo Fincatti. "Pela crise econômica, que reduziu o mercado imobiliário como um todo, e pela violência, que impacta diretamente nos preços."

Quem anda pelas ruas do bairro percebe o medo nas atitudes dos moradores. Poucos saem às ruas, frequentadas apenas pelos funcionários que passeiam com cachorros. Um desses residentes, na condição do anonimato, contou que sua casa está para vender há cinco anos, sem que ninguém se interesse. "Enquanto isso, o preço despenca", afirmou.

Outra moradora, que igualmente não quis ter o nome publicado, contou que na sua casa estão proibidas até as lavagens de calçada. "Orientei meus empregados a jamais colocarem a cara para fora porque pode ser a oportunidade de assalto", disse. "Vivemos trancados como criminosos enquanto os verdeiros bandidos estão à solta."

Lançamentos também caem
Na mesma proporção em que caem os preços do metro quadrado no Morumbi, Zona Oeste, diminuem os lançamentos de imóveis novos no bairro.

De acordo com a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio), em 2015 ocorreram 56 lançamentos por ali, com 7,1 mil unidades.Já em 2016, o número caiu para 38 lançamentos, com 5,1 mil unidades.

Embora diferentes, os números do Secovi (Sindicato da Habitação) também mostram redução significativa. De acordo com a entidade, em 2015 foram 25 lançamentos e no ano passado, nenhum.

Em 2017, de janeiro a agosto, segundo o mesmo Secovi, não houve nenhum lançamento de imóveis neste bairro de elite da Zona Oeste.

Estudos do Secovi mostram que o Morumbi, que abrange também os distritos de Vila Sonia e Vila Andrade, já foi o paraíso dos lançamentos de imóveis. Em 2014, por exemplo, foram 507, o que representou naquele ano 1,86% de novos empreendimentos lançados em toda a capital.

(Diário de São Paulo - Dia a Dia - 07/11/2017)

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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Vídeo: Donos de usados reclamam da crise e dos prejuízos, mas não aceitam a queda dos preços

“Prejuízo. Você paga IPTU, você paga condomínio, conservação do apartamento. Você de vez em quando tem que dar uma limpeza, e aqui em volta de mim também tem vários... mesma situação minha. Eu acho que é a crise. A crise está feia. Não há dinheiro. Não sei quando vai melhorar essa situação”



Está difícil vender um imóvel hoje em dia. O tempo médio para concretizar o negócio bate recorde e, mesmo assim, alguns preços não caem, como seria de se esperar.

“São três quartos, sendo uma suíte, varandão, sala, cozinha e uma pequena área, e duas vagas na garagem - 130 metros quadrados”, anuncia a artista plástica Aglaia Peltier.

Preço inicial: R$ 750 mil, isso há cinco anos. Hoje o imóvel está anunciado por R$ 600 mil. E ainda sem comprador:

“Prejuízo. Você paga IPTU, você paga condomínio, conservação do apartamento. Você de vez em quando tem que dar uma limpeza, e aqui em volta de mim também tem vários... mesma situação minha. Eu acho que é a crise. A crise está feia. Não há dinheiro. Não sei quando vai melhorar essa situação”, lamenta Aglaia.

No Brasil, o tempo médio para se vender uma casa ou apartamento chegou a um ano e quatro meses, de acordo com um levantamento da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias. É o maior tempo de espera já registrado.

Mas, mesmo com tanta oferta, os preços dos usados cedem pouco. 

Explicação
Com o excesso de oferta e estoque alto o normal seria que todos os preços baixassem mais. Mas não foi isso que aconteceu. Os corretores explicam que os donos dos imóveis antigos resistem em cobrar menos. Já nos lançamentos, as empresas não podem esperar.

“Tem muito imóvel antigo estocado porque o vendedor do imóvel antigo não é profissional de venda. Cada um pede o preço que prefere. Então é um pouco mais difícil de lidar”, explicou Edson Pires, que é diretor de imobiliária.

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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Valor: Tradicional incorporadora brasileira deve apresentar novo prejuízo

A receita líquida da mais tradicional incorporadora brasileira será de R$ 596,46 milhões, conforme a média das estimativas. O valor representa queda de 28% na comparação anual

A Cyrela deve apresentar o segundo prejuízo trimestral da sua história. A média das projeções do Bradesco, BTG Pactual, Itaú BBA e JP Morgan aponta para perda de R$ 20,28 milhões no terceiro trimestre, ante lucro líquido de R$ 14 milhões de julho a setembro do ano passado. A receita líquida da mais tradicional incorporadora brasileira será de R$ 596,46 milhões, conforme a média das estimativas. O valor representa queda de 28% na comparação anual.

Na avaliação do Bradesco, que tem recomendação de venda para as ações da Cyrela, um dos destaques do balanço do terceiro trimestre será o fluxo de caixa livre. O BTG também espera forte geração de caixa, em torno de R$ 160 milhões, e o Itaú projeta cerca de R$ 150 milhões. Há expectativa também de margem bruta menor devido à concessão de descontos para acelerar a venda de estoques.

No trimestre passado, a Cyrela teve seu primeiro prejuízo líquido, resultante, principalmente, do impacto negativo de R$ 122 milhões, referente ao Gran Parc, empreendimento em que ocorreu acidente na área de lazer, em julho de 2016, em Vitória (ES). O projeto foi desenvolvido em parceria com a Incortel Incorporações e Construções. O balanço do segundo trimestre também foi afetado por contingências.

(Valor Online - Empresas - 07/11/2017)

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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Exame: Sem dinheiro, foco da Caixa será financiar imóveis populares

A Caixa já havia anunciado que a linha Pró-Cotista, que usa recursos do FGTS e atende a classe média alta, só voltará a ficar disponível no ano que vem. A linha é a mais barata para esse faixa de clientes, com juros que variam de 7,85% a 8,85% ao ano

Sem recursos e com dificuldades para aprovar novos financiamentos imobiliários, a Caixa Econômica Federal anunciou na noite desta segunda-feira (6) que irá remanejar 8,7 bilhões de reais para o programa Minha Casa Minha Vida, destinado a famílias que ganham de 1,5 mil reais a 4 mil reais.

O dinheiro foi retirado de linhas de crédito oferecidas pelo banco para empresas, como capital de giro e desconto de duplicatas, além de outras linhas de financiamento imobiliário, destinadas à classe média alta.

Segundo informações do próprio banco, o segmento foi priorizado porque essa faixa de renda corresponde a 86% dos financiamentos feitos com recursos do FGTS. O objetivo é normalizar os financiamentos para esta faixa, que vinham enfrentando atrasos na aprovação por falta de recursos do banco.

Para famílias com renda superior a 4 mil reais mensais, para as quais o financiamento utiliza majoritariamente recursos da poupança, a Caixa continuará com entraves para emprestar. Não há previsão de novos aportes nesse segmento neste ano. É mais provável que eles sejam destravados apenas no ano que vem, quando o banco terá um novo orçamento para o segmento.

A Caixa já havia anunciado que a linha Pró-Cotista, que usa recursos do FGTS e atende a classe média alta, só voltará a ficar disponível no ano que vem. A linha é a mais barata para esse faixa de clientes, com juros que variam de 7,85% a 8,85% ao ano.

Prorrogação 
O banco também anunciou que irá prorrogar, até o final desse mês, o financiamento de até 80% de imóveis usados. Em setembro, a Caixa reduziu a fatia do financiamento desse tipo de imóvel de 80% para 50%.

No entanto, a opção só vale para quem já está com o processo de financiamento concluído, mas depende da liberação de novos recursos pelo banco.

(Exame.com - Seu Dinheiro - 07/11/2017)

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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Valor: PDG segue com prejuízo, mesmo com redução dos distratos

As vendas brutas tiveram queda de 89,8%, para R$ 37 milhões. Segundo a PDG, a piora do indicador reflete a estratégia de dar prioridade à comercialização de unidades sem ônus, que possam gerar caixa imediato, e daquelas cujos recursos possam ser destinados a despesas das próprias sociedades de propósito específico (SPEs). Apesar da queda de 80% dos distratos, para R$ 76 milhões, as vendas líquidas ficaram negativas em R$ 39 milhões, ante os R$ 4 milhões também negativos do terceiro trimestre de 2016

A PDG Realty apresentou resultados ainda negativos no terceiro trimestre, mas melhores do que os do mesmo período de 2016. A companhia continua focando as atenções na recuperação judicial, na venda de ativos, no corte de custos e na readequação de passivos. Está prevista para o próximo dia 22 a assembleia de credores para votar o plano consolidado de recuperação. Em relatório, a PDG diz acreditar que, com a aprovação do plano, "será possível equacionar suas operações, equalizar sua necessidade de caixa e retomar suas atividades de forma mais eficiente e sustentável".

No fim de setembro, a PDG tinha dívida bruta de R$ 5,77 bilhões e dívida líquida de R$ 5,54 bilhões. A alavancagem estendida - que inclui o custo a incorrer, além da dívida líquida - subiu 2% ante o segundo trimestre, para R$ 6,2 bilhões, devido aos juros acumulados e à desaceleração do ritmo de obras. Desde 2012, porém, a alavancagem estendida caiu 54%, para R$ 6,2 bilhões. A companhia encerrou o trimestre com patrimônio líquido negativo de R$ 4,48 bilhões.

A incorporadora teve prejuízo líquido de R$ 299 milhões, no trimestre, com queda de 82,6% na comparação anual. A receita líquida, que havia ficado negativa em R$ 84 milhões de julho a setembro de 2016, foi positiva em R$ 15 milhões. A PDG reduziu as despesas gerais e administrativas em 38%, para R$ 29,3 milhões, com a continuidade da readequação da estrutura da empresa às suas operações. Desde 2012, o número total de funcionários da incorporadora diminuiu 96%, para 383. Sem lançamentos e campanhas de vendas, a PDG baixou em 92% as despesas comerciais, para R$ 2,2 milhões.

As vendas brutas tiveram queda de 89,8%, para R$ 37 milhões. Segundo a PDG, a piora do indicador reflete a estratégia de dar prioridade à comercialização de unidades sem ônus, que possam gerar caixa imediato, e daquelas cujos recursos possam ser destinados a despesas das próprias sociedades de propósito específico (SPEs). Apesar da queda de 80% dos distratos, para R$ 76 milhões, as vendas líquidas ficaram negativas em R$ 39 milhões, ante os R$ 4 milhões também negativos do terceiro trimestre de 2016.

Os repasses tiveram queda de 74,4% na comparação anual, para R$ 70 milhões. No fim de setembro, o estoque total da PDG a valor de mercado era de R$ 2,348 bilhões. O Valor Geral de Vendas (VGV) potencial do banco de terrenos caiu 37%, para R$ 1,67 bilhão, devido à venda e ao distrato de terrenos. A companhia encerrou o trimestre com 19 projetos em curso.

O prejuízo financeiro aumentou 11%, para R$ 190,28 milhões. Com a adesão ao Programa Especial de Regularização Tributária (PERT), a PDG reduziu o total de impostos a pagar em R$ 104 milhões no trimestre.

(Valor Online - Empresas - -6/11/2017)

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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Vídeo: Mais uma construtora é investigada por golpe da casa própria

Em nota, o advogado da construtora confirmou que as obras não foram iniciadas por falta de licença, e, pasmem (!), ainda tentou responsabilizar os compradores pela falta desses documentos



Os donos da construtora iniciariam empreendimento atrás de empreendimento, e nunca nem começaram a construir os imóveis. Em nota, o advogado da construtora confirmou que as obras não foram iniciadas por falta de licença, e, pasmem (!), ainda tentou responsabilizar os compradores pela falta desses documentos.

Após as primeiras denúncias, os donos da construtora passaram a aplicar um novo golpe por meio de outra empresa do ramo.

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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Extra: Caixa retém saldo de FGTS, mas não libera o crédito imobiliário

Já tínhamos tudo pronto para a mudança. Nossas coisas estão encaixotadas. Fomos informados que não há “dotação orçamentária”e só agora prometeram devolver o dinheiro do FGTS — disse

Com o mercado imobiliário ainda em clima de incertezas, compradores e vendedores de imóveis que recorrem à Caixa Econômica Federal têm enfrentado um desafio extra para fechar negócios. Muitos adquirentes, com créditos já aprovados, aguardam há meses a assinatura de seus contratos e a liberação de financiamentos. A espera pode passar de quatro meses. Fontes da instituição informam que gerentes de agências de todo o país enfrentam dificuldades para liberar os recursos por carência de verbas. O banco adotou a execução mensal do orçamento e vem interrompendo liberações quando o limite é atingido.

Foi o que aconteceu com a família do especialista em telecomunicações Vitor Vidal, de 35 anos. Ele adquiriu um imóvel na planta, há cerca de três anos, na Zona Norte do Rio. Com o fim das obras, buscou crédito no banco. O financiamento foi aprovado em agosto, quando a Caixa resgatou os recursos de sua conta de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mas o empréstimo não saiu.

— Já tínhamos tudo pronto para a mudança. Nossas coisas estão encaixotadas. Fomos informados que não há “dotação orçamentária”e só agora prometeram devolver o dinheiro do FGTS — disse.

Para muitos, a saída é buscar financiamento em outros bancos, incluindo os privados.

— Se a Caixa está descapitalizada, não poderia ter iniciado o processo, com a abertura da conta para o cliente e o saque do FGTS. Agora, a alternativa é procurar outro agente financeiro — disse o consultor imobiliário Alex Strotbek.

O corretor de imóveis Alessandro Neves de Lima, de 41 anos, tem um cliente que aguarda o crédito há 45 dias.

— Para não desistir do negócio, o comprador propôs pagar a mensalidade de um outro financiamento imobiliário feito pelo dono do imóvel que ele deseja comprar, até a liberação do dinheiro. Há casos de proprietários que estão aguardando os recursos para comprarem outros imóveis.

Restrições
A Caixa informou que substituiu o modelo de dotação anual de recursos para financiamentos imobiliários e adotou um limite para a liberação mensal de verba. Quando o volume de dinheiro previsto para aquele período de 30 dias termina, os contratos aprovados ficam suspensos, aguardando o mês seguinte.

Além da estratégia de execução mensal do orçamento para todas as linhas de crédito imobiliário, o banco implementou outras medidas que restringiram ainda mais o acesso ao crédito. Uma delas foi a redução da cota de financiamento de imóveis usados para 50% — antes, os clientes podiam financiar até 60% ou 70% do valor de avaliação do bem — e suspendeu as operações com interveniente quitante (quando uma pessoa procura a instituição para financiar a compra de um imóvel que ainda está alienado em outra operação de financiamento). A Caixa informou que a contratação do crédito imobiliário neste ano está 20% superior ao mesmo período do ano passado, e que já emprestou mais de R$ 62 bilhões.

— A jurisprudência dos tribunais tem sido de que, em princípio, como a lei não traz nenhum prazo para a concessão de financiamento, nada poderia ser feito contra a instituição financeira, que tem liberdade para conceder ou não o empréstimo — disse o advogado Thiago Neves.

ENTREVISTA: Hamilton Quirino, advogado especialista em Direito Imobiliário

Que cuidados que se deve ter antes de contratar um financiamento imobiliário?
É importante pedir assessoria jurídica antes de fechar o negócio. Além disso, deve-se incluir uma cláusula estipulando que os valores eventualmente pagos a título de sinal ou como parte do preço serão devolvidos em caso de não ser obtido o financiamento, desde que não haja culpa do consumidor.

Há prazos a serem cumpridos por ambas as partes. No caso de descumprimento pelo banco, que tipo de medidas podem ser implementadas?
O banco só terá um prazo efetivo quando assinar o contrato de financiamento. Antes, só existe expectativa de direito. O valor do financiamento é liberado quando o contrato é levado ao Registro Geral de Imóveis. Se houver alguma problema nesta liberação, que deve ser feita de três a cinco dias após a apresentação do registro, caberia um pedido de liminar para o cumprimento da obrigação.

Se houver perda do negócio, o que o consumidor pode fazer?
No âmbito da responsabilidade civil, o causador do dano deve indenizar o lesado. Assim, se ficar provado que uma das partes causou dano à outra, caberá a devida ação de reparação civil.

No caso de um imóvel usado, como fica a situação do vendedor? Ele tem que aguardar até a Caixa Econômica Federal liberar o dinheiro? Ele pode desistir do negócio?
É fixado um prazo para a quitação do valor, mediante o pagamento à vista ou o financiamento. Não cumprido esse prazo, o vendedor pode rescindir o negócio, e comprador perde o valor pago até então. Para evitar que isso aconteça, não se deve estipular um prazo menor do que 90 dias para a liberação de tal financiamento.

(Jornal Extra - Notícias - Economia - 05/11/2017)

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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Portal DCI: STJ garante isenção da taxa de corretagem quando imobiliária for negligente

No caso em análise, frisou o ministro, a imobiliária não cumpriu com os seus deveres, pois não chegou nem a pesquisar acerca de ações que poderiam envolver os vendedores, prevenindo a celebração de um negócio nulo

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que não cabe pagamento de comissão de corretagem quando o negócio não é concluído por desistência de uma das partes em virtude da falta de apresentação das certidões do imóvel objeto da transação.

O colegiado restabeleceu sentença de primeiro grau que julgou procedente o pedido dos candidatos à compra do imóvel para não pagar a taxa de corretagem e extinguir a execução, por inexigibilidade de título executivo. Eles desistiram da compra por não terem sido informados da existência de uma ação de execução fiscal contra o proprietário do imóvel.

Segundo o ministro relator no STJ, Luis Felipe Salomão, o pagamento da corretagem não é obrigatório nas hipóteses em que o arrependimento - antes mesmo da lavratura da escritura - é motivado por razões como a descoberta de risco jurídico ou problemas estruturais no imóvel.

"Muito embora não tenha sido apurado se a venda do imóvel pelos promitentes vendedores constituiria ato atentatório à dignidade da Justiça (se caracterizaria, efetivamente, fraude à execução), é certo que o valor da causa da execução fiscal é vultoso (R$ 84.846,88) - próximo ao do imóvel objeto do compromisso de compra e venda (no valor de R$ 99.000,00) -, sendo motivo idôneo e suficiente para o rompimento contratual, não havendo cogitar, a meu sentir, em dever de pagar comissão de corretagem", destacou.

Para o magistrado, imobiliária não cumpriu com seus deveres
Para o ministro, o Código de Defesa do Consumidor reconhece a vulnerabilidade dos consumidores do negócio intermediado pelo corretor de imóveis. O Código Civil estabelece que o corretor deve executar a mediação com diligência e prudência, levando ao cliente, espontaneamente, todas as informações sobre o andamento do negócio.

No caso em análise, frisou o ministro, a imobiliária não cumpriu com os seus deveres, pois não chegou nem a pesquisar acerca de ações que poderiam envolver os vendedores, prevenindo a celebração de um negócio nulo.

"A execução fiscal ajuizada em face de um dos promitentes vendedores tramitava no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, e o imóvel objeto do contrato de promessa de compra e venda é situado no município de Porto Alegre, ficando nítida a falta de diligência e prudência", apontou.

(Portal DCI - Legislação & Tributos - 31/10/2017)

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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Portal DCI: Indústria da construção opera com elevada ociosidade, diz CNI

"Isso significa que 42% das máquinas, equipamentos e pessoal do setor ficaram parados no mês passado", destaca a pesquisa. Essa ociosidade, afirma a CNI, é resultado da baixa atividade do setor

A indústria da construção continua operando com elevada ociosidade, segundo Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta sexta-feira, 27, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa revela que os indicadores relacionados ao desempenho do setor ainda mostram queda da atividade e do emprego no setor da construção, embora em menor ritmo que o observado em 2016.

O nível de utilização da capacidade de operação da indústria de construção ficou em 58% em setembro, ante 57% registrado no mês anterior. "Isso significa que 42% das máquinas, equipamentos e pessoal do setor ficaram parados no mês passado", destaca a pesquisa. Essa ociosidade, afirma a CNI, é resultado da baixa atividade do setor.

O índice de evolução do nível de atividade ficou em 46,4 pontos, valor 0,3 ponto inferior ao registrado em agosto. O indicador do número de empregados apresentou recuo para 45,2 pontos, ante os 45,8 pontos registrados em agosto. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos e, quando estão abaixo dos 50 pontos, indicam queda na atividade e no emprego.

Índice de confiança
Para os próximos meses, os empresários estão mais confiantes com relação à situação da empresa e ao cenário econômico. O Índice de Confiança do Empresário da Construção subiu para 53,8 pontos e ficou acima da linha divisória de 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo. Essa é a terceira alta consecutiva do indicador, que está acima da média histórica de 52,6 pontos.

"A melhora da confiança é resultado do aumento do otimismo dos empresários em relação às condições da economia e das empresas nos próximos seis meses", destaca o documento da CNI. O indicador que mede as condições atuais manteve-se estável, em 46,1 pontos, indicando piora das condições correntes de negócios.

Segundo a economista da CNI Flávia Ferraz, a redução dos juros e a recuperação gradual da economia foram decisivas para a melhora da confiança dos empresários do setor. "A construção depende muito de financiamentos e, com a queda dos juros, caem os custos dos empréstimos para os compradores de imóveis e para as empresas que precisam de financiamentos", afirma Flávia Ferraz.

A pesquisa mostra ainda que os empresários apostam na recuperação das atividades do setor. O índice de expectativas do nível de atividade ficou acima de 50 pontos. Outros indicadores de expectativa mantiveram-se próximos da linha de 50 pontos, apontando expectativa de manutenção de novos empreendimentos e serviços, da compra de insumos e matérias-primas e do número de empregados. O indicador de intenção de investimentos subiu para 30,4 pontos, o que representa a terceira alta consecutiva do indicador.

Problemas
A pesquisa aponta que a elevada carga tributária voltou a ser o principal problema dos empresários da construção, com 32,3% das menções no levantamento. Assim, depois de cinco trimestres consecutivos, a falta de demanda deixou de ser o principal problema do setor, ficando em segundo lugar, com 30,6% das respostas. Em terceiro lugar ficou a falta de capital de giro, seguido da taxa de juros elevada.

A Sondagem Indústria da Construção de setembro foi feita entre 2 e 17 de outubro com 615 empresas.

(Portal DCI - Serviços - 27/10/2017)

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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Portal CBN: Empresários da construção temem que retirada de recursos do FGTS prejudique o setor

"Todo mundo acha que o fundo de garantia é um saco sem fundo, que tudo cabe lá, mas isso não é verdade. [...] tem uma série de fatores que faz o fundo sangrar. Tem um projeto lá, por exemplo, de renegociação do FIES, que também estão querendo custear com o dinheiro do fundo de garantia."

Setores da construção estão preocupados com o dinheiro do fundo de garantia que hoje financia obras. É que entra em vigor agora em novembro a nova lei trabalhista. E o resultado prático de algumas mudanças ainda é incerto. Além das demissões hoje já previstas, entra em cena uma nova modalidade: a demissão consensual. Quando patrão e empregado acertam a saída do trabalhador. A multa sobre o fundo de garantia nesse caso cai para 20%, mas o empregado poderá sacar até 80% do FGTS.

A mudança foi criticada por aqueles que vêem aí uma forma do patrão se livrar da multa mais alta, de 40%. Mas defendida por quem diz que hoje há uma fábrica de demissões num acordo informal entre as partes: o trabalhador é demitido, saca o dinheiro e devolve o valor da multa ao patrão.

O presidente da Câmara da indústria da Construção José Carlos Martins cita o recente saque de contas inativas, de quarenta bilhões, e teme que a nova regra trabalhista estimule desligamentos, elevando a retirada de recursos do fundo, que financia construção de casas, obras de saneamento e mobilidade urbana:

"Todo mundo acha que o fundo de garantia é um saco sem fundo, que tudo cabe lá, mas isso não é verdade. O objetivo dele é habitação e desenvolvimento urbano, mobilidade, saneamento, tudo é financiado com esse dinheiro. Eu tenho dúvida se o orçamento do Fundo de Garantia vai cobrir tudo o que já está contratado. E agora tem a demissão por acordo e o trabalhador vai poder sacar até 80% do FGTS. Ou seja tem uma série de fatores que faz o fundo sangrar. Tem um projeto lá, por exemplo, de renegociação do FIES, que também estão querendo custear com o dinheiro do fundo de garantia."

O orçamento do fundo para custeio dessas obras está hoje em 88 bilhões e deve cair para 81 nos próximos quatro anos. O setor da construção tb teme novas medidas pelo governo autorizando saques.

O jornal o Globo informa que a pedido dos bancos uma medida provisória pode permitir o uso de uma parte do fundo de garantia para pagamento de empréstimo consignado, aquele descontado em folha, para quem pedir demissão ou for demitido por justa causa, exatamente as duas situações em que o uso desse dinheiro não é liberada hoje.

Especialistas alertam que o dinheiro do fundo é um colchão importante para o trabalhador em caso de demissão e lá na frente, na velhice. Interlocutores do governo disseram que não está em discussão no planalto. E que várias medidas estão em análise pela equipe econômica para ajudar na retomada do crescimento.

(Portal CBN - Editorias - Economia - 28/10/2017)

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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Valor: Construção tem queda mais expressiva em setembro, segundo CNI

Na pesquisa, os resultados variam de zero a 100 pontos, sendo que valores abaixo dos 50 pontos indicam retração da atividade em relação ao mês anterior

A atividade na construção civil caiu em setembro para 46,4 pontos, segundo dados da Sondagem da Indústria da Construção Civil, divulgada nesta sexta-feira (27) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Na pesquisa, os resultados variam de zero a 100 pontos, sendo que valores abaixo dos 50 pontos indicam retração da atividade em relação ao mês anterior.

A queda na atividade acelerou levemente, já que esse índice foi de 46,7 pontos em agosto. No mesmo mês de 2016, o indicador foi de 41,5 pontos.

Movimento semelhante foi observado no indicador do número de empregados, que passou de 45,8 pontos em agosto para 45,2 pontos em setembro. No nono mês de 2016, o indicador foi de 39,7 pontos.

Já a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) foi de 58%, um ponto percentual acima do observado em agosto deste ano e em setembro do ano passado.

O índice de atividade em relação ao usual para o mês foi de 32,5 pontos em setembro deste ano, ante 33,4 pontos em agosto. Já em setembro de 2016, esse indicador foi de 28,5 pontos.

(Valor Online - Brasil - 27/10/2017)

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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Portal G1: Número de imóveis retomados que vão a leilão subiu 80% só no ano passado

“Por conta do grande índice de inadimplência do mercado, a gente tem bastante oferta, mas a compra vem reduzindo porque as pessoas não têm dinheiro pra investir no momento."

Com a crise e o desemprego, o atraso no pagamento das prestações da casa própria tem aumentado. A partir da terceira parcela em atraso, os bancos já podem emitir uma notificação para retomar o imóvel financiado. A Caixa Econômica Federal é responsável por cerca de 70% do crédito imobiliário no Brasil. No ano passado, o número de imóveis retomados subiu 80%.

Em um leilão em São Paulo, realizado em um hotel, 335 imóveis vão a leilão. São casas e apartamentos retomados pela Caixa porque os donos não conseguiram pagar as prestações do financiamento. “Por conta do grande índice de inadimplência do mercado, a gente tem bastante oferta, mas a compra vem reduzindo porque as pessoas não têm dinheiro pra investir no momento. Esse é o momento do investidor, quem tem o dinheiro pra investir nos imóveis”, afirma a leiloeira Tatiana Hisa Sato.

Cosme de Oliveira conseguiu comprar um imóvel nesse leilão, uma casa de 100 metros quadrados em Cotia, na Grande São Paulo. O lance inicial foi de R$ 56 mil e a compra foi fechada em R$ 114 mil: “Teve uma certa disputa, mas consegui comprar por um preço bom, bem abaixo do preço de mercado. Tô comprando como investimento pra alugar, quem sabe mais pra frente morar”.

Nesse leilão, 325 imóveis não foram arrematados e irão novamente a leilão em outro dia. Um desses imóveis é de Edinei de Pascale e Roseli Costa, que compraram a casa há três anos. Na época, deram R$ 160 mil de entrada e financiaram R$ 207 mil com a Caixa, mas atrasaram as prestações e agora o imóvel irá à leilão pela segunda vez. O casal conta que tentou renegociar a dívida, mas não tiveram sucesso. “Você luta pra conseguir as coisas e de repente você se vê perdendo tudo, é muito triste”, lamenta Roseli.

A casa de Roberto Rivaldi também estava à venda no leilão. Ele e a mulher Anita Alves compraram a casa há três anos, deram R$ 100 mil de entrada e financiaram R$ 430 mil. “A gente chegou em um ponto que não deu mais, a gente tentou negociar diretamente com a Caixa, mas eles não dão muita chance. Minha empresa faliu e eu me sinto no fundo do poço. A partir do momento que eu não tenho com o que pagar o teto pra morar, perdendo tudo que dei, tudo que conquistei a vida inteira, isso pra mim é devastador”, lamenta Anita.

Muitas pessoas que estão endividadas no pagamento do imóvel reclamam da linha dura da Caixa Econômica Federal na hora de renegociar a dívida. Clayton Rosa, superintendente regional da Caixa, fala sobre as possibilidades dessa negociação: “Ele pode parcelar, incorporar o saldo, utilizar o fundo de garantia, fazer uma pausa na prestação, se comprovado que perdeu renda ou o emprego. A gente estuda a situação de cada um e cria soluções pra ele não perder o imóvel, mas tudo isso antes do início da execução, ou seja 90 dias”.

(Portal G1 - Profissão Repórter - Notícia - 26/10/2017)

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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Portal G1: Linha pró-cotista para crédito imobiliário terá orçamento 35% menor em 2018

Este é o terceiro ano seguido de queda no volume de crédito concedido para compra e construção de imóveis

O crédito imobiliário da linha pró-cotista FGTS, uma das mais baratas do país e que neste ano se esgotou na Caixa Econômica Federal no mês de junho, terá orçamento ainda mais limitado nos próximos anos.

O orçamento aprovado pelo Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) prevê o montante de R$ 5 bilhões por ano para a linha, o que representa uma queda de 35% ante os R$ 7,74 bilhões disponibilizados para 2017 (orçamento final já considerando remanejamentos). Em 2016, o orçamento foi de R$ 8,6 bilhões.

A linha pró-cotista é hoje a que cobra os menores juros para quem não se enquadra nas regras do programa Minha Casa Minha Vida. Além da Caixa, o Banco do Brasil é o único que oferece a pró-cotista. Lá a linha continua disponível. Na Caixa, só voltará a ser oferecida em 2018.

A expectativa do governo é que com a recuperação da economia, volte a crescer o volume de empréstimos oferecidos pelos bancos com recursos da caderneta de poupança e que a população de classe média seja menos dependente das linhas subsidiada com recursos do FGTS.

“O Conselho manteve o valor de R$ 5 bilhões por ano, operado historicamente no pró-cotista, justamente para que os bancos voltem a operar com recursos da poupança para a classe média, e o FGTS seja mais voltado para a habitação popular, que é o foco do fundo”, afirma o coordenador-geral do FGTS, Bolivar Moura Neto.

Em comunicado divulgado pelo Ministério do Trabalho, ele destacou que, em meio à crise econômica, os bancos reduziram o volume de crédito imobiliário com recursos da caderneta de poupança.

“Os bancos, somados, financiaram 140 mil unidades nos últimos 12 meses. Só o FGTS financiou 470 mil unidades nesse período. Então, praticamente o FGTS é que está sustentando o mercado imobiliário”, disse.

Crédito em queda e demanda fraca
Este é o terceiro ano seguido de queda no volume de crédito concedido para compra e construção de imóveis. A última projeção da Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) para o resultado do ano prevê queda de 3,5% em 2017. Mantida a previsão atual, os bancos devem conceder R$ 45 bilhões por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), o que seria o pior nível desde os R$ 40 bilhões apurados em 2008.

Entre os fatores que podem contribuir para aumentar o crédito imobiliário nos próximos meses estão a melhora dos indicadores de emprego e de confiança de empresários e consumidores, e também a tendência de reversão do movimento de fuga de recursos da caderneta de poupança, que financiam boa parte das linhas oferecidas pelos bancos.

Do orçamento de R$ 85,5 bilhões do FGTS para 2018, R$ 69,4 bilhões serão destinados para a área de habitação, considerada o carro-chefe do orçamento do Fundo. A maior parte desses recursos é para habitação popular, com estimativa de R$ 62 bilhões por ano até 2020 e R$ 62,5 bilhões em 2021.

"A previsão do Conselho é de que os recursos para habitação atendam a 528,3 mil pessoas no próximo ano; 525,8 mil em 2019 e, também, em 2020; com mais 525,3 mil em 2021. O total chega a mais de 2,1 milhões de moradias financiadas com o FGTS nos próximos quatro anos", informou o Ministério do Trabalho.

No saneamento básico, o orçamento prevê R$ 6,8 bilhões em 2018 e mais R$ 6 bilhões por ano até 2021. Já para a infraestrutura urbana, a estimativa é de R$ 8,6 bilhões no ano que vem, com outros R$ 7 bilhões por ano até 2021.

(Portal G1 - Economia - Notícia - 25/10/2017)

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