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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Infomoney: Preços dos imóveis vão desabar ainda mais após a Copa

Os preços dos imóveis devem ter uma desvalorização severa após a Copa do Mundo de 2014, na opinião do professor da Escola de Economia da FGV (Fundação Getulio Vargas), Samy Dana.

O professor estima que os preços de alguns imóveis nas 12 cidades-sede podem despencar até 50% depois do evento esportivo, principalmente, na cidade de São Paulo. “Sem dúvida, os preços dos imóveis residenciais, mais novos e localizados nas regiões centrais de São Paulo vão cair mais”, destaca.

Algumas regiões vêm recebendo pesados investimentos em infraestrutura, o que, por consequência, valorizaria os preços dos imóveis. Além disso, há quem pense em lucrar com o aluguel de residências para turistas durante o evento.

A demanda por imóveis e por alugueis, de fato, existe, mas Dana defende que os patamares atuais de preços são infundados e muito acima do limite razoável.

“Os brasileiros acreditam que todos os problemas de infraestrutura, saúde e segurança do País serão resolvidos nos próximos dois anos, o que valorizaria todos os imóveis”, afirma o professor. “Os preços seguem um sonho, uma crença, não a realidade.”

Inadimplência
E não é somente a ilusão vinculada ao evento que deve puxar os preços para baixo, na opinião de Dana. Como o crédito imobiliário foi dado com mais intensidade entre 2009 e 2010, o ano da Copa pode marcar um período de grande inadimplência no setor.

“Os imóveis começam a ser entregues, surgem outros custos, a pessoa se enforca e fica inadimplente”, explica o professor. Isso, de acordo com ele, desencadearia uma onda de venda de imóveis, contribuindo para derrubar os preços.

Mau negócio
Por conta deste cenário, para o professor, os imóveis não são um bom investimento neste momento. “Quem for comprar para vender, vai perder dinheiro depois da Copa”, acredita.

Como o dono do imóvel não quer perder dinheiro com o negócio, no primeiro momento, ele não reduzirá o preço, mas o problema, segundo Dana, é que o comprador também não vai querer pagar. Conclusão: não há negócio.

“O primeiro sinal não é a diminuição dos preços, mas do número de negócios. A queda é um processo que demora um pouco mais para começar, mas à medida que mais pessoas querem vender, e menos querem comprar, os preços vão caindo”, diz.


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domingo, 26 de agosto de 2012

Valor: Construtoras já oferecem até escritura e condomínio pagos


As promoções oferecidas pelas incorporadoras não se limitam a descontos (que já chegam a 36%), mas podem abranger benefícios como entrega de unidades com armários, ou até mesmo com o pagamento da escritura e do condomínio.

Incorporadoras de capital aberto estão apostando na concessão de descontos nas vendas de estoques, principalmente de imóveis prontos e a serem concluídos neste ano, quando as entregas de empreendimentos imobiliários devem atingir volumes sem precedentes. O crescimento dos distratos, ou seja, da ruptura de contratos de venda de imóveis, principalmente no período próximo à entrega das chaves, contribui para engrossar o volume de estoques prontos e estimula a segunda rodada de concessão de descontos pelo setor de incorporação no ano.

Unidades concluídas e não vendidas significam despesas para as incorporadoras, o que ganha ainda mais peso num momento em que caixa é a palavra da vez, no mercado imobiliário.

"Os estoques cresceram muito. Este é um ano de ajustes, em que as empresas precisam de caixa e não querem custos adicionais", diz o presidente da Brasil Brokers, Sergio Freire. A empresa divide com a Lopes o posto de maior imobiliária do país. Segundo Freire, as promoções oferecidas pelas incorporadoras não se limitam a descontos, mas podem abranger benefícios como entregas de unidades com armários ou até mesmo com um ano de condomínio pago.

No último domingo, a Even realizou o Even Day. Conforme campanha veiculada na mídia, a promoção incluiu mais de mil apartamentos e salas com descontos de 36%. A Gafisa está com a campanha "2ª Chance" em curso, a Trisul anunciou o "Mês Premiado", e a Viver Incorporadora e a João Fortes Engenharia estão oferecendo abatimentos em unidades em estoque.

A campanha da Trisul, a segunda de 2012, abrange 550 apartamentos prontos ou que serão entregues ainda neste ano. A incorporadora oferece descontos de 20% sobre essas unidades, além do pagamento das respectivas escrituras.

"Estoques prontos custam caro devido às despesas de condomínio, IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano] e manutenção. Quanto mais rápido conseguirmos vender o imóvel melhor, pois reduzimos seu custo, o que leva à geração de caixa", conta o diretor comercial e de marketing da Trisul, Ricardo Stella. Parte dos estoques da companhia resulta de imóveis que voltaram à sua carteira por causa de distratos. 

Unidades concluídas e não vendidas significam despesas, o que tem peso maior quando caixa é a palavra da vez.

A Viver, que não lançou empreendimentos no segundo trimestre, está oferecendo, desde o primeiro semestre, descontos em unidades prontas. A parcela do abatimento depende da data de conclusão da unidade. "O estoque mais antigo tem desconto maior", conta o diretor de Relações com Investidores da Viver, Guido Lemos.

Construtoras despistam sobre descontos
Segundo fontes, a PDG Realty está concedendo descontos na venda de unidades, mas a companhia não confirma a informação. A PDG veicula, no momento, a campanha "Agarre seu Imóvel", que começou no dia 11 e vai até 26 de agosto.

De acordo com a companhia, não estão sendo concedidos descontos, mas divulgados os estoques de empreendimentos e as respectivas condições de pagamento desses imóveis, semelhantes às dos demais.

Na divulgação dos resultados do segundo trimestre, a Cyrela informou que está adotando o que chama de "marketing de guerrilha" para vender estoques de imóveis prontos, concedendo descontos, relançando produtos e incentivando sua força de vendas.

Procurada pelo Valor, a Cyrela disse, em nota, que não trabalha com descontos de forma generalizada, "deixando a cargo da negociação com cada cliente o melhor desfecho para seu fluxo de pagamento".

Parte das incorporadoras listadas em bolsa está realizando ações promocionais, nesta semana, também por meio da Realton. Sem revelar o nome das empresas, o presidente da outlet imobiliária, Rogério Santos, conta que as iniciativas abrangem descontos e oferta de facilidades de pagamento aos clientes.

No último fim de semana, a Rossi Residencial fez, em Porto Alegre, ação de marketing nos módulos de uma outlet de imóveis prontos, conforme fonte do mercado. Segundo a assessoria de imprensa da Rossi, não foi encontrado porta-voz para comentar o assunto.

(Valor Econômico - São Paulo/SP - EMPRESAS - 24/08/2012 - Pág. B12)

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Estadão: Cenário na construção é sombrio, afirmam analistas



Após um primeiro semestre para esquecer, marcado por prejuízos, revisões de custos e redução de projeções, à sombra de vendas menores, construtoras e incorporadoras juntam os cacos para lidar com um cenário sombrio. 

Embora resultados operacionais preliminares já tivessem apontado um momento conturbado no segundo trimestre, as demonstrações financeiras mostraram um resultado ainda pior. 

"Os números em geral foram ainda mais fracos que o esperado na maioria das empresas... seguimos cautelosos com o setor", disse o analista Guilherme Rocha, do Credit Suisse, citando a necessidade das empresas provarem aos investidores que não irão enfrentar mais surpresas negativas nos próximos trimestres. 

A líder do setor PDG Realty teve prejuízo líquido de 450,1 milhões de reais no período.Executivos da companhia afirmaram que isso não deve ocorrer novamente, mas também não está descartado. "Ainda que excluídas as revisões de custos, os resultados da PDG foram mais fracos que o esperado", assinalou a equipe do Itaú BBA. Além da revisão, a PDG reduziu a previsão de entregas de unidades este ano.

Já a Brookfield Incorporações teve prejuízo de 383,5 milhões de reais. A empresa reduziu ainda as projeções de lançamentos e vendas para 2012. 

A Rossi Residencial também fechou o segundo trimestre no vermelho, com prejuízo de 9,1 milhões de reais.

A MRV Engenharia fechou o período com lucro líquido 23,4% menor no ano.


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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Infomoney: País vive bolha, e imóvel é péssimo negócio

Os especialistas são unânimes em afirmar: neste momento não há como fazer bom negócio com imóveis no País porque os preços ainda estão muito elevados. "Para mim, nós vivemos uma bolha do setor imobiliário, com preços muito além do que os imóveis valem. E preços que não vão se sustentar por mais muito tempo. Sendo assim, a compra de um imóvel nesse momento não é bom negócio, nem para investimento nem para morar", afirma Willian Eid, coordenador do Centro de Estados de Finanças da FGV-SP (Fundação Getulio Vargas).

Para o coordenador do curso de Real Estate da Poli/USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), João da Rocha Lima Júnior, comprar um imóvel agora é como comprar uma ação em época de alta da Bolsa. "O mercado imobiliário já está precificado. Essa história de comprar e esperar valorizar já não é uma boa opção, e, em minha opinião, nem investimento é. É especulação. Investimento é comprar para alugar, mas isso também não é bom negócio. Primeiro que alugar imóvel residencial no Brasil é muito difícil por causa da lei do inquilinato, que protege muito o locatário, fazendo o risco do negócio ser muito alto para o locador. Além disso, a relação entre valor de aluguel e valor de imóvel é muito ruim no País".

Ambos os especialistas concordam em mais uma questão: os rendimentos da renda fixa são mais vantajosos do que a renda de um imóvel alugado. "Hoje tá valendo mais a pena deixar o dinheiro na renda fixa, principalmente se for a antiga poupança, do que investir em imóveis", diz Eid. Rocha Lima completa: "Não podemos esquecer que imóvel tem custo, corretor, imposto de renda e dor de cabeça, coisas que a poupança não tem. Isso precisa ser muito bem avaliado."


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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Construtora divulga descontos de 36% e irrita mercado


Há algum tempo vimos divulgando que, em função da forte queda nas vendas, muitas construtoras já vinham praticando, de forma velada, descontos que chegavam a 36%. 

Muitos leitores nos questionaram, alegando que apesar da queda nas vendas, os preços continuavam altos (o que é verdade). Em nossas explicações, sempre afirmamos que, por uma questão estratégica, os preços continuariam altos, mas que descontos cada vez mais generosos fariam parte da nova realidade do mercado imobiliário.

Porém, com o estouro da bolha (e a completa estagnação do mercado de imóveis), os descontos - que até então eram "informais" -, agora já são parte de uma estratégia de sobrevivência. Prova disso é a promoção da construtora Even. Conhecido como "Even Day", a ação visa desovar mais de mil (isso mesmo, mais de mil) unidades em estoque, numa espécie de "super queimão", com descontos de até 36%.
 
Num exemplo simples, um imóvel cujo valor de tabela seja de 1 milhão, pode sair por 640 mil. Vale lembrar que este é só o começo de um processo de redução drástica nos preços dos imóveis. Além disso, se uma única construtora (que não figura entre as maiores) possui mais de mil unidades em estoque, imagine todo o mercado? Talvez seja por isso que representantes do setor não tenham recebido bem a estratégia da empresa, fato que, para muitos, escancara de vez a crise do setor.


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domingo, 12 de agosto de 2012

Jornal Metro: Capital registra queda nos preços dos imóveis


Matéria do Jornal Metro, de Belo Horizonte, veiculada na última quinta-feira (9), confirma um fenômeno que vem ocorrendo em todo o país: A QUEDA DOS PREÇOS DOS IMÓVEIS.


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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Estadão: Demissões confirmam crise na construção

Os trabalhadores da construção civil, que até pouco tempo eram beneficiados por um "apagão" de mão de obra, começam a sentir o impacto da crise imobiliária. Houve retração significativa no ritmo de geração de novas vagas no setor.

No ramo imobiliário, que responde por 40% dos empregos no setor, já há queda efetiva no número de funcionários. Em maio e junho, as construtoras demitiram 2,3 mil pessoas a mais do que contrataram, o que representa uma mudança de tendência. 

"Estamos entrando em um cenário de estabilidade da mão de obra", acredita Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia do Sinduscon-SP.  "Pode ocorrer corte pontual de pessoas, mas entramos em uma fase de crescimento mais modesto", completa.

As famílias estão mais endividadas e adiaram a decisão de comprar a casa própria. Outro fator negativo é a queda dos investimentos das empresas. "A economia parou e o setor acompanhou. O investimento, que é o alimento da construção civil, está baixo", diz Zaidan.

Nesse cenário, obras já contratadas estão sendo finalizadas, mas não são substituídas por novos projetos. O setor também não atravessa uma boa fase. Com o fôlego financeiro prejudicado pela queda das ações na bolsa, as construtoras alongaram o prazo para finalização das obras, o que possibilita trabalhar com equipes menores. 

"Obras que estavam com 500 pessoas agora têm 300", conta Antônio de Souza Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintracon-SP). Ele diz que o sindicato, que chegou a contabilizar 15 mil vagas em aberto no setor, hoje tem dificuldades para recolocar seus filiados.

Segundo o sindicalista, dois fatores são evidências do desaquecimento do mercado: a queda de 20% na contribuição sindical paga pelos trabalhadores e o aumento do número de homologações. O Sintracon-SP, que fazia 100 rescisões de contrato por dia, não dá conta do número de pedidos diários, que chega a 170.


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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Megainvestidor detona mito do investimento imobiliário para a Copa

Durante visita à capital paulista na semana passada, o megainvestidor internacional Sam Zell falou à Agência Estado. Ele não revelou o motivo de sua vinda ao Brasil, mas foi "político" ao dizer que "Nunca deixamos de ter interesse, só estamos mais cautelosos", referindo-se ao ambiente de crise internacional.

Ele tentou despistar sobre o assunto Bolha Imobiliária, mas, ao mesmo tempo , afirmou que em relação ao mercado imobiliário, o Brasil não é diferente dos outros países. Foi enfático ao dizer que jamais faria qualquer investimento imobiliário visando retorno durante a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Sua movimentação mais emblemática ocorreu em 2010, quando deixou a Gafisa na hora certa. De lá para cá, a incorporadora perdeu cerca de 80% do valor de mercado em meio a problemas como atrasos de obras e descontrole de custos. 

A seguir, os principais trechos da entrevista com o investidor.

O senhor tem algum interesse em negócios ligados à Copa do Mundo e à Olimpíada no Brasil?
Não. Os Jogos Olímpicos duram menos de duas semanas. Quem vai construir um hotel para duas semanas? Alguém vai, mas eu não. A Copa e a Olimpíada são coisas maravilhosas que estão acontecendo para o Brasil, mas isso vai custar para o seu País uma fortuna. Vocês ficarão muito orgulhosos, mas vão passar muito tempo pagando. Olhe o exemplo de Montreal. Eles demoraram 35 anos para pagar os jogos.

Como o Brasil tem sido visto pelos investidores estrangeiros neste momento em que a economia está desacelerando?
A dúvida é se essa desaceleração já acabou ou não. Há opiniões diferentes sobre isso, mas de maneira geral, os investidores estrangeiros veem o Brasil e os outros mercados emergentes com cautela. Hoje, os emergentes enfrentam muitos obstáculos, muita resistência.

O mercado imobiliário ainda tem boas oportunidades?
A pergunta principal é se o Brasil ainda tem boas oportunidades. Na minha opinião, a resposta é sim. O País tem muito potencial. No setor imobiliário, nunca deixamos de ter interesse, só estamos mais cautelosos.

Há sinais de bolha no setor imobiliário brasileiro?
Não sou um expert nessa área, mas acho que, se tivéssemos uma bolha, é mais provável que ela se desinflasse lentamente. O setor de moradias ainda oferece um bom valor no Brasil, apesar dos preços altos. 

O que deu errado com as incorporadoras? A maioria enfrenta problemas como atraso de obras e estouro nos orçamentos.
Em alguns casos, isso é resultado de incompetência. Em outros, o problema dos custos é resultado do ambiente de inflação na construção, que é maior que em outros setores. Eu não acredito que o que está acontecendo no Brasil seja diferente de outras partes do mundo.

No Brasil, muitas incorporadoras perderam mais da metade do valor em dois anos. Seria o momento ideal para investir nelas?
O fato de elas terem perdido mais da metade do valor de mercado é muito expressivo. Apesar disso, vale lembrar que, nos últimos seis anos, a receita dessas companhias cresceu duas ou três vezes. Como elas dobram de tamanho, fica difícil afirmar que a situação foi um desastre. Eu acredito que elas estavam sobrevalorizadas antes, mas não sabemos se estão subvalorizadas atualmente.

Quais foram os principais motivos para deixar a Gafisa?
Nossa saída da Gafisa foi uma decisão normal de investimento. Entramos em 2005 e saímos definitivamente em 2011. Todo fundo tem um prazo para ser encerrado, pois é nossa responsabilidade dar o retorno de capital para os sócios. 


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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Estadão: Governo sustenta Bolha imobiliária e trabalho escravo

Ministério do Trabalho flagrou irregularidades em obras da construtora, que é líder em lançamentos do Minha Casa Minha Vida; nome na lista impede acesso da empresa a crédito em bancos públicos

 

A construtora MRV, uma das cinco maiores do País, entrou no cadastro de empregadores flagrados com exploração de mão de obra em condições análogas à escravidão. A chamada "lista suja" foi divulgada na noite de segunda-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo o órgão, as empresas citadas no cadastro estão impedidas de contratar crédito em bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal. 

A empresa é citada três vezes na lista, com irregularidades em obras de suas filiais de Bauru e de Americana, no interior de São Paulo, e de sua subsidiária Prime Incorporações, em Goiânia (GO). O cadastro contém 398 pessoas físicas e empresas, a maioria fazendeiros e companhias ligadas ao agronegócio. 

Segundo o Ministério do Trabalho, apenas nas obras de Americanas e Bauru foram resgatados 68 trabalhadores em condições análogas à escravidão em 2011, a maioria deles trazidos de Estados do Nordeste por empresas terceirizadas que prestavam serviço em obras da MRV. Eles não tinham registro de trabalho e ficavam em alojamentos insalubres, sem "lençol, travesseiro ou cobertor", disse o órgão. 

A MRV é a maior empresa na lista do Ministério do Trabalho. Ela é a principal parceira da Caixa Econômica Federal no programa Minha Casa, Minha Vida - as obras dos empreendimentos recebem o financiamento do banco. Em 2011, lançou 42 mil unidades, 85% delas no programa.

A Caixa Econômica informou ao Estado, que é signatária do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil. "Enquanto o problema que deu origem à inclusão (do nome da empresa no cadastro do Ministério do Trabalho) não for resolvido, o infrator fica impedido de ter acesso a novos créditos", disse o banco.

A praxe no banco é, segundo o comunicado, solicitar informações complementares sobre a ação fiscal que deu origem à inclusão do nome da empresa no cadastro antes de implementar as restrições. 

A Caixa informou também que não tem novas propostas "em vias de ser contratadas com a MRV" e que os contratos antigos serão preservados. "As operações já contratadas não são objeto de restrições, uma vez que uma eventual paralisação de obras já iniciadas, além dos sérios prejuízos econômicos, resultaria, de pronto, em desemprego dos trabalhadores."

A MRV disse, em comunicado, que "foi surpreendida" com a inclusão do seu nome da lista. "O Grupo MRV não tolera qualquer prática que configura trabalho precário dentro do seu quadro de empregados e de seus fornecedores", informou a empresa.

A empresa ressaltou que, "mesmo não concordando com os apontamentos feitos na fiscalização" das obras citadas, "sanou tudo que foi identificado" pelos fiscais do trabalho na ocasião. A empresa disse que tomará "todas as medidas cabíveis" para excluir seu nome da lista. 

Segundo o Ministério do Trabalho, os nomes das empresas flagradas em infrações são mantidos no cadastro por dois anos. Mas elas podem recorrer à Justiça para tentar "limpar" seu nome antes. Foi o que fez a Cosan, por exemplo, em 2010, que conseguiu uma liminar para ser retirada do cadastro.


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